Miranda Steel O elevador parou de vez com um solavanco seco, seguido de um silêncio pesado que pareceu engolir todo o ar ao redor. O meu coração dispara na mesma hora. O espaço, que já não é grande, parece encolher mais um pouco. — Que merdä… — Adrian solta, passando a mão pelo rosto. — Pegamos o elevador errado. — Como assim? — Pergunto, sentindo a voz sair mais fina do que eu gostaria. Ele aperta o botão do interfone por reflexo, mas para no meio do movimento e suspira. — Estamos presos. Eu o encaro, ainda tentando processar. Presos. A palavra ecoa na minha cabeça como um alerta. — Mas… por quê? — Pergunto, olhando ao redor, como se o elevador fosse me dar alguma resposta lógica. — Me avisaram mais cedo hoje que, no horário de fechamento, iam fazer manutenção nesse elevador. — El

