Rocco Narcici Finalmente estou indo para casa. Só esse pensamento já me traz um alívio que percorre o corpo inteiro, mesmo com a dor de cabeça persistente e o incômodo no ombro. A noite no hospital foi, sem exagero nenhum, uma das piores experiências que já tive. Eu odeio hospitais. Odeio o cheiro forte e constante de antisséptico, odeio o silêncio interrompido por bipes irritantes, odeio aquelas camas desconfortáveis que parecem sugar qualquer resquício de descanso do corpo. Odeio a sensação de não ter controle de nada. Mas, acima de tudo, odiei ter visto a Cassie passar a noite inteira naquela poltrona ridícula, pequena demais para alguém como ela. Mesmo quando eu dizia que estava bem, mesmo quando o médico garantiu que eu não corria risco, ela não arredou o pé. Dormiu mäl, acordou

