Miranda Steel O celular na mão mostra a mensagem bem clara. O meu corpo inteiro já está em alerta, como se qualquer novo estímulo pudesse ser o golpe final. O meu estômago despenca. É do Cássio. “Sortuda miserável! Olha só quem eu achei, finalmente!” O meu coração dispara antes mesmo de a imagem carregar por completo. O sangue some do meu rosto, e as minhas mãos começam a tremer. A foto aparece devagar, como se o próprio aparelho estivesse me torturando. É apenas uma silhueta. Uma mulher de costas. Cabelos escuros, soltos, caindo sobre os ombros. A pele bronzeada denuncia o sol constante, talvez uma cidade quente, talvez uma vida que eu nunca soube onde estava. Ela usa um short jeans gasto. O meu corpo reconhece antes da minha mente. Aquele short é familiar. A respiração falha.

