ATENÇÃO: CENA DE MORTË A SEGUIR Cassie Diaz O quarto está silencioso demais. Pelo que consigo ouvir do corredor, passos mais espaçados, vozes baixas, o eco distante dizem ser fim de tarde. A luz branca acima de mim permanece acesa, impiedosa, iluminando cada detalhe das manchas da parede que eu já conheço tão bem. Meu corpo ainda pesa, como se estivesse afundado no colchão, e a dor de cabeça pulsa num ritmo irritante, constante, como se alguém estivesse batendo por dentro do meu crânio. O médico está em pé ao meu lado. Ele escuta meus pulmões com atenção, pedindo para eu inspirar fundo. Obedeço, mesmo sentindo uma leve fisgada no peito. — De novo. — Ele pede. Faço outra vez. Ele se afasta, anota algo num bloco pequeno, depois segura o meu braço com cuidado demais para alguém que sab

