Miranda Steel Eu tentei resistir. De verdade. Desde o momento em que Adrian falou sobre comida, eu disse a mim mesma que não precisava. Que dava para aguentar. Que era só fome passageira, cansaço acumulado, nervosismo pelo elevador. Nada que eu não estivesse acostumada a suportar. Mas a verdade é que, dentro daquele elevador, meu corpo já estava cobrando há muito tempo. A fome vinha desde cedo. Uma fome pesada, que não era só no estômago. Era no corpo inteiro. Eu me sentia fraca, com as pernas moles, a cabeça um pouco zonza. Em alguns momentos, precisei respirar mais fundo para não me sentir mäl de vez. E quando o elevador parou, quando eu sentei no chão frio, percebi que estava no limite. Então, quando ouvi que tinha comida de verdade esperando… eu simplesmente cedi. Não tive força

