Cassie Diaz Eu continuo presa neste quarto. A palavra quarto chega a ser irônica, porque não tem nada de aconchegante aqui. É um espaço fechado, silencioso demais, e o ar parece sempre pesado, como se faltasse oxigênio. Meu corpo dói por inteiro. Não existe um ponto que não pulse, não queime, não reclame. Minhas costas ardem, minhas pernas parecem feitas de chumbo, meus braços mäl respondem quando tento me mexer. Estou à beira de enlouquecer. Perdi completamente a noção do tempo. Não sei se estou aqui há dois dias, três… talvez mais. O relógio deixou de existir no momento em que fui trancada. A única forma que encontro de tentar contar o tempo é pelas refeições. Foram três. Apenas três. E isso me apavora, porque significa que estou ficando fraca rápido demais. Meu estômago se contrai

