Cassie Diaz Duas semanas se passam desde que voltamos da viagem. Às vezes, eu penso nisso como quem observa o tempo escorrendo por entre os dedos. Não rápido demais, nem lento. Apenas… acontecendo. E isso, por si só, já é estranho para mim. Porque a minha vida nunca funcionou assim. Sempre foi uma sequência de urgências, de decisões forçadas, de sobrevivência pura. Agora, existe rotina. Existe manhã. Existe ele. É como se nós estivéssemos realmente morando juntos. Não oficialmente, não com conversas solenes ou decisões grandiosas, mas na prática. Dormimos juntos todas as noites. Acordamos juntos. Muitas vezes, acordo antes e fico observando o Rocco dormir, o rosto relaxado, tão diferente do homem sério que o mundo conhece. Outras vezes, é ele quem acorda primeiro e me puxa para mais

