Rocco Narcici Assim que entro no carro, consigo ver de relance, pelo vidro escurecido, a Cassie se aproximando do carro, toda arrumada para sair. Ela está com aquele coque alto, roupas leves, óculos escuros… uma imagem muito diferente da que eu encontrei pela primeira vez. Mas eu me limito a fechar a porta e acenar para o motorista, sem deixar que nada no meu rosto denuncie o que penso. Deixo o prédio antes dela e sigo para a empresa. Já estou no caminho quando percebo que penso no que ela vai fazer hoje. Não deveria. Isso só mostra o quanto essa situação tem me tirado do eixo mesmo que eu odeie admitir. Ela recebeu um cartão sem limite, então imagino facilmente o tipo de besteiras e futilidades que poderá comprar: roupas que não precisa, sapatos apenas porque brilham, joias para parecer

