Cassie Diaz Perdi a noção do tempo dentro desse quarto. É a primeira coisa que me vem à cabeça quando abro os olhos e encaro o teto baixo, manchado, com uma lâmpada amarela fraca que não apaga nunca. Não sei se é dia ou noite. Não sei quantas horas se passaram desde que a porta se fechou pela última vez. Aqui dentro, tudo parece suspenso, como se o mundo tivesse seguido sem mim. O pânico é constante. Não vem em ondas, ele mora em mim. Está nos meus músculos tensos, na respiração curta, na sensação de que qualquer barulho pode ser o início de algo pior. Estou presa nesse quarto minúsculo, com paredes tão próximas que às vezes sinto que elas se movem, se fecham mais um pouco a cada minuto. A fome é um problema real. Não é só um incômodo. É uma dor funda, que vibra na barriga e deixa meu

