Rocco Narcici Eu ainda estou parado no mesmo lugar quando a porta da viatura se fecha com força. O som seco ecoa em frente ao prédio como um ponto final e, mesmo assim, nada ali parece realmente terminado. A viatura começa a se afastar lentamente, e por um breve segundo eu ainda vejo o rosto da Sabrina através do vidro escuro. Ela está em prantos, o corpo curvado, as mãos algemadas. Não há raiva em mim agora. Só um vazio estranho… e um cansaço que pesa nos ossos. Mas eu não tenho tempo para isso. Porque nos meus braços, a Maggie chora. Chora de um jeito que não é birra, não é manha. É pânico. É medo puro, infantil, desorientado. Ela enterra o rosto no meu peitö como se estivesse se agarrando a qualquer coisa sólida em meio a um terremoto. As mãozinhas pequenas se fecham na minha cam

