Cassie Diaz O pânico me consome por inteiro. Ele não vem em ondas. Ele não avisa. Ele simplesmente toma tudo, como se eu estivesse presa dentro de um corpo que não me obedece mais. O meu coração bate rápido demais, a minha respiração sai curta, irregular, e as minhas mãos tremem tanto que m*l consigo mantê-las juntas no colo. Estou presa nesse quarto pequeno e abafado, com dois homens. Eu os conheço. Raniel e Wesley trabalham para a Liora há anos. Nunca foram mais do que sombras passando pelos corredores. Acenos rápidos. Um “boa noite” distante. Nada além disso. Nunca palavras longas. Nunca proximidade. Nunca. Então, somos todos desconhecidos. Eles estão perto demais agora. Perto o suficiente para que eu sinta o cheiro deles, o peso da presença, o risco iminente. Um deles avança pri

