Cassie Diaz - Dias depois Estou sentada no sofá da sala da terapeuta com as pernas dobradas em cima do estofado, macio. Os meus dedos brincam com a barra da blusa enquanto eu tento organizar pensamentos que insistem em vir todos de uma vez. O ambiente é silencioso, confortável demais para o caos que se forma dentro de mim. As paredes em tons claros, o cheiro suave de chá e o relógio discreto marcando o tempo tornam tudo mais real do que eu gostaria. Eu choro. Não é um choro desesperado. É aquele choro contido, silencioso, que escorre sem pedir permissão. As lágrimas descem enquanto o meu peitö aperta e eu sinto um misto de sensações que me fazem parecer pequena, frágil. Vulnerável. Há semanas eu não me sentia assim. E isso, por si só, já me assusta. — Sente vontade de revê-lo? — A tera

