Miranda Steel Entro no quarto devagar, quase como se tivesse medo de que o chão ceda sob meus pés. Fecho a porta atrás de mim e encosto as costas nela por um segundo, respirando fundo. Tudo aqui ainda parece emprestado. A cama enorme, o silêncio absoluto, o cheiro limpo demais. Nada é meu. Nada nunca é. Caminho até a cama e pego o celular que deixei carregando. A tela acende, finalmente com bateria, e meu coração acelera antes mesmo de eu desbloquear. É automático. Sempre que pego o celular, eu espero o pior. Abro o aplicativo de mensagens e vou direto para o grupo da boate. Duas notificações. Meu peitö aperta, mas quando leio, o ar finalmente entra nos meus pulmões. — Eu cubro sim, Mandy. — Pode deixar que nós duas faremos o seu fim de semana inteiro. Fecho os olhos por um instant

