Adrian Gray Perder o controle nunca foi algo comum para mim. Sempre fui o tipo de homem que antecipa, calcula, resolve antes que o problema crie raízes. Mas agora, sentado no quarto silencioso de Washington, arrumando uma mala que eu não queria mais fechar, eu percebo que alguma coisa mudou e não foi de forma lenta ou discreta. Foi abrupta. Desconcertante. Eu tive que viajar às pressas. Assuntos pessoais misturados com pendências da empresa, decisões que não podiam esperar. A ideia inicial era simples: vir, resolver, voltar. Dois dias, no máximo. Quer dizer, três. Mas Washington tem esse talento crüel de segurar a gente quando menos se espera. Uma reunião puxa outra. Um problema revela três novos. E quando me dou conta, estou ficando mais tempo do que deveria em um lugar que, hoje, não

