Adrian Gray Perceber que uma noite incomum dentro da empresa ficou martelando na minha cabeça é, no mínimo, estranho. Ficar preso em um elevador nunca esteve na minha lista de experiências interessantes, mas, ainda assim, é impossível ignorar que algo ali mudou. Não o elevador. Não a situação. Ela. Miranda. Desde aquela noite, a imagem dela sentada no chão, os saltos largados de qualquer jeito, o riso solto e a surpresa sincera diante de um hambúrguer insistem em voltar. Não foi nada extraordinário. Nenhum gesto grandioso. Nenhuma confissão. Apenas conversa, silêncio confortável e uma naturalidade que eu não esperava encontrar. E isso ficou comigo. E hoje, quando parei na cafeteria para comprar café antes de ir para a empresa, percebi que pensei nela e pedi dois copos antes mesmo de p

