Miranda Steel Nós saímos no meio da tarde. O sol ainda está alto, mas não aquece nada dentro de mim. Eu desço com a bolsa pendurada no ombro, pequena demais para conter tudo o que eu estou perdendo hoje. Adrian caminha ao meu lado, atento, como se estivesse medindo cada passo que dou, como se eu pudesse me quebrar a qualquer segundo. Talvez eu possa. Entramos no carro e eu fecho a porta devagar. O som seco ecoa mais forte do que deveria. Ele dá a partida e seguimos sem pressa. O trânsito está comum, pessoas indo e vindo, vidas normais acontecendo. Isso me incomoda. O mundo não parou porque a minha vida está sendo desmontada. Eu olho pela janela e tento me manter firme. Não quero chorar agora. Já chorei demais. Já me permiti cair vezes suficientes nas últimas horas. Agora, eu só quero s

