Um amor maior que as montanhas.
Prólogo:
Depois de um longo dia no trabalho, cheguei em casa e estranhei a casa vazia. Desde que me entendo por gente essa casa nunca ficou vazia. Dei de ombros e andei calmamente para meu quarto que dividia com Natielly. Ouvi gemidos da porta e passei as mãos pelo rosto.
Essa garota é completamente louca…
Mesmo sem acreditar eu precisava entrar no quarto e pegar algumas roupas por quê hoje iria dormir na casa do meu noivo… caramba… estou noiva. Nem acredito nisso. Sabe quando, no fundo, lá no fundo você sabe que não é a escolha certa? Pois é, só que eu não sei se é sobre entrar no quarto ou me casar com William, seja como for, vou ignorar essa sensação. Aliás, sensações são apenas sensações de coisas que não podem e nem vão acontecer.
Tomando coragem abri a porta do quarto e vi Natielly por cima de alguém. Dei de ombros e segui para minha parte do guarda-roupa. O barulho do velho, porém resistente guarda-roupa abrindo assustou Natielly e a pessoa por baixo dela, fazendo eles se sentarem.
— Wiliam? — Perguntei com os olhos arregalados. Ele se enrolou nas cobertas e se levantou deixando Natielly nua na cama.
— O que você está fazendo aqui? — Sua pergunta me pegou de surpresa.
— É a minha casa, e o que você está fazendo aqui? — Perguntei por perguntar, por que já sabia da verdade. Nojento.
— Não é da sua conta. Vai embora. — Dei uma risada e peguei meu celular colocando para gravar.
— Engraçado não é Wiliam? Eu volto mais cedo do trabalho e olha só minha surpresa. Meu, agora ex noivo, fodendo minha irmã mais nova. Que coisa, não? — Ele avança na minha direção e tenta tirar o celular da minha mão. — Sai Wiliam, deixa todos verem o filho da p**a que você é querido. E você Natielly, quer falar algo? Agora é o seu momento irmã. — Sorri vendo as lágrimas falsas dela caírem.
— Para de palhaçada Antonella. — Ele tentou vir para cima novamente com a mão levantada.
— Isso Wiliam! Me bate mesmo! Vem, me bate. Vai ser ótimo te processar com provas. Vem o****o do c*****o. E você v***a? Vem cá! Mostra seu rostinho lindo para todos virem sua cara. — Wiliam recuou se sentando na cama. — Quer falar alguma coisa? Não? — Sorri aproximando o celular deles. — Aqui jaz dois cuzões do c*****o. Eu espero que vocês se fodam com gosto. — Desliguei a câmera e peguei minhas roupas e minha gaveta e joguei todas elas no carro dando partida indo para um hotel. Não vou chorar. E uma dica, sempre siga sua intuição.
Dois meses depois.
— Filha? — Meu pai começou a falar assim que me viu aproximar da mesa onde me aguardava. Abracei ele e nos sentamos. — Sinto sua falta. — Segurou minha mão.
— Você pode me visitar no hotel. — Ele sorriu triste.
— Não é a mesma coisa. — Ele suspirou apertando minha mão. — Eu tenho que te contar filha. Me desculpa. — Anui para ele e sorri. — A Natielly, está grávida novamente e… vai casar-se… — Ele falou lentamente e quase “pisando em ovos”.
— Com o Wiliam. Imaginei. Está tudo bem. — Dei um gole na minha água. — Papai, eu recebi uma proposta de emprego… em Ktsuana. — Ele arregalou os olhos e suspirou.
— Você vai? — Anui e ele suspirou novamente. — Tudo bem… tudo bem…, mas você vem no casamento da Natielly? — Dei uma risada amarga.
— O senhor sabe que não…, mas vou tentar. — Sorri para ele e continuamos a conversar.
É tão bom, conversar com ele. Eu amo meu pai.