Capítulo 06

1278 Words
– Eu me senti horrível por ter descarregado toda a minha frustração nele. - Marion mexia os dedos nervosamente, – Eu, planejei uma vida, e fui traída. – E como se sentiu, de lá para cá? Sentiu que conseguiu deixar tudo isso no passado? Marion engoliu em seco, desviou os olhos para mentalizar aquela resposta. – Não sei. Faz uma semana, sabe.. – Ele foi o motivo de tentar contra a sua vida. - A Doutora deslizou os olhos para o pulso dela. – Sei que tentou esconder, com a tatuagem, e, que também não quer falar no assunto, ainda. - Ela respirou fundo. – Isso faz parte da sua vida, e mesmo que esconda, ou ignore, mais dia menos dia terá de falar sobre. – Não sei se consigo. – Pode começar escrevendo. Comece sobre o que levou a sair do Brasil. depois, o que levou as crises de depressão, dependência e aí, escreva sobre o incidente, leia até conseguir proferir em voz alta. Vai aprender a controlar a dor, e conseguirá se livrar desse fardo. Conversar em terapia era o alívio de Marion, não que ela não tivesse Lillian, ou Izis. Era só que conversar com alguma delas, principalmente com a irmã lhe deixava nervosa. Lillian nunca soube, não tinha porque atormentar a vida da irmã com essas coisas. E ela também sabia que seria obrigada a morar outra vez com a irmã, querendo ou não. Era melhor guardar esse segredo. Saiu da terapia direto para a clínica. O seguro ainda não havia disponibilizado uma moto para ela, então não faria o caminho como bem queria. Estava guardando as coisas no armário quando recebeu outra mensagem de Caio. Vinham conversando bastante por mensagens, e quando ele descobriu a ligação de Marion com Lillian e Marcelo, ela meio que se tornou uma musa para ele. "Consigo te ver hoje? Tenho uns minutos..." "Claro. Onde?" Ela mordeu o lábio inferior, era meio da semana, Izis não morava com ela, mas dormia bastante lá, e hoje seria um desses dias. Como ela faria para recebe-lo em casa? – Vai t*****r? – Credo, Izis. - Marion afastou o aparelho da amiga. – Eu li, nas entrelinhas, ele quer te comer. - Izis sorriu, sacana. – Nas entrelinhas, todo militar adora comer alguém. - Ela percebeu o olhar da amiga. – Você sabe disso. – Eu sei. Bom, posso dormir em casa hoje, ou na casa do Cássio. – Eu não sei. Passei por muitas coisas para receber alguém estranho em casa. – Fala isso porque está balançada pelo delegado tatuado. Seu ex. – Falo isso... Não interessa! – Bem, já que sabe da fama de um fardado, pode tirar proveito também. Deixa-me ver a foto dele. Marion estendeu o celular, a pergunta estava lá, esperando uma resposta. A amiga avaliou a imagem e deu de ombros. – Cheirinho de cafajeste, com jeitinho de quem sabe pegar. – Beleza. - Marion entendeu o recado. – Preciso dar um jeito naquele chiqueiro. O restante do dia passou rápido demais para ela. Atendeu pacientes da melhor e mais vagarosa forma. No fim, voltava para casa, cansada e ansiosa. Com o apartamento em ordem, Marion tomou um banho, escolheu um short curto de cós alto, e um cropped preto. Soltou o cabelo e o escovou. Estava borrifando perfume quando a amiga entrou no quarto. – Gostosa para um c*****o. - Bateu palmas. – Essa coxa grossa de fora... – Deu muito na cara? – Deu. - Izis a respondeu. – Melhor que atende-lo só de calcinha. As duas riram, seria hilário desfilar pela casa somente de calcinha, não que Caio não merecesse. Estavam ajeitando a sala quando o interfone tocou. Marion respirou fundo algumas vezes, sentia-se levemente tonta. – Eu.. Vou descer e libero a entrada dele, ok? - Ela assentiu. – Fica calma. Relaxa, tem uma faca em baixo do sofá, para o caso de ele ser um psicopata. Marion abriu a cortina, fechou de novo. Alisou a roupa, o cabelo e no fim de minutos angustiantes, Caio bateu a porta. Cada passo era como pisar em lama, ela girou a maçaneta e abriu a porta. Ele não usava farda, claro. Mas estava em serviço, usava uma camiseta preta, calça jeans e botas pesadas. Estendeu a mão carregando um ursinho. – Meio brega. - Ele sorriu, – Não sabia o que comprar, no caminho para cá. – Eu gostei. - Ela sorriu de volta. – Já que tem pouco tempo, entra. Caio entrou analisando a tudo, havia duas armas na cintura dele, que Marion prontamente detectou. Ele sentou no sofá e virou o rosto para analisa-la. Parecia ter chamas nos olhos. – Quer... Vinho? - Ela apertou o urso entre os dedos. – Não vou negar, aliás, você está.. Com o perdão, muito... Linda.. - Não era isso o que ele queria falar, mas também não queria assusta-la, embora o amiguinho estivesse quase berrado para sair. Marion os serviu, contava mentalmente aqueles minutos, Caio Muniz era de fato muito gostoso, e safado. Ele sorveu todo o vinho da taça, notando que ela não havia tocado na sua, a colocou de lado e umedeceu os lábios com a ponta da língua. Marion ainda pensava em como puxar assunto quando Caio a puxou para o colo dele. Ela passou as pernas pela cintura larga e se acomodou ali. Os lábios logo se encontraram, ele era fogo, bruto e sabia como deixá-la louca. Marion sentiu-se molhar quando ele mordiscou-lhe o pescoço. – Te achei gostosa, com aquela roupa, e te achei mais ainda agora. - Ele disse, com os lábios colados no pescoço dela. – Uma delícia. Marion gemeu, enterrou os dedos nos cabelos fartos dele, Caio tirou a camiseta, revelando um tronco tatuado, malhado e chamativo. Enquanto Marion se deliciava com aquela visão, ele passou o cropped dela pela cabeça e o atirou longe. Os s***s logo estavam na boca dele, o bigode pinicava miseravelmente, mas era bom. Caio a colocou deitada no sofá, deixou cada uma das pistolas em cima da mesinha de centro e tirou a calça, com o m****o livre o cobriu com uma camisinha, puxou o short dela e cerrou os olhos ao ver a calcinha minúscula. Se inclinou sobre ela, cheirando a i********e molhada, fazendo Marion gemer. – Caio. - Ela arqueou o corpo. – Isso, eu vou te f***r, - Ele arrebentou a calcinha. – Até gritar meu nome.... Caio estava tão concentrado que não notou as cores da viatura da polícia refletir no teto, menos ainda o celular da corporação tocando. Estava tão afoito que se enfiou nos meios das pernas dela, e sugou com gosto. Por Deus, o mundo que se acabasse em tiro, ele só sairia dali com as bolas vazias. Marion gemia, já não se lembrava de mais nada, só queria gozar, estava quase lá quando a porta da sala fora espancada repetidas vezes. Caio se levantou com os lábios vermelhos e molhados, se vestiu rapidamente e com uma arma só girou a chave e abriu só uma brecha da porta. Marion graças aos céus já tinha se vestindo, faltava só fechar o short e ajeitar o cabelo, chegou até erguer a mão para prendê-lo em um coque, contudo, a visão de um Murilo fardado e munido de uma submetralhadora, parado no meio da sala a tirou o foco da vida. Ele agarrou a arma com ambas as mãos, as botas, tais quais as de Muniz pisotearam o tapete e ele parou diante dela. Com um olhar frio e sem emoção alguma ordenou: – Muniz, junte-se a guarnição. Conversamos depois. – Sim, Doutor. - Ele alcançou a camiseta e saiu pela porta de cabeça baixa.
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