Murilo ainda andava de um lado para o outro, Lillian mantinha as mãos juntas enquanto tentava se lembrar de alguma oração que não fora apagada pela mente nublada pelo desespero. Ambos ignoravam os telefones que não paravam de tocar. Já faziam horas que Marion estava ali. O dia frio deu lugar a tarde fria, e estavam caminhando para a noite. Pela janela quase não se via nada, além da neve e das rajadas de vento. Lillian estava de olhos fechados, Murilo cedera ao cansaço e encostou a cabeça no vidro frio. - Deus, faça um milagre. - Sussurrou. O som de passos vindo do outro lado da porta, fez os militares ficar alerta. Se aproximaram no momento em a porta abriu. Júnior passou, caminhou até o meio da sala ampla e olhou de um para o outro. - E aí? - Lillian indagou. - Fala logo, Júnior. Nã

