Dois anos se passaram. Eu volto para a minha casa. Foram anos muito bons em São Paulo. Fiz novos amigos, aprendi a pintar e não me relacionei com ninguém, ninguém conseguiu se encaixar comigo como foi com o Neto, mas eu precisei superar, senão poderia ficar com depressão. Por muito tempo não deixei de pensar nele, no seu abraço, nos seus beijos, no seu toque, no modo como ele me tratou, eu me sentia muito especial, mas virou passado, eu fiquei atarefado e o esqueci como o meu homem. Só me lembro dele como um lance, no dia em que tenho que voltar, penso nele ainda mais. Devo me controlar ou vou me machucar muito. Chego em casa muito feliz. Sou recebido com afeto e felicitação. Minha família me ama e me aceita como sou, isso é tão importante que nem posso acreditar que realmente moro no B

