O sol nascia manso naquela manhã de primavera. Os primeiros raios atravessavam as cortinas da velha mansão Brin, agora reformada, mas ainda carregando o mesmo perfume de flores e madeira que guardava lembranças em cada canto. O tempo havia passado, mas as memórias — essas jamais envelhecem. Helena caminhava descalça pelo corredor, o cabelo solto balançando com o vento que entrava pela janela. Em suas mãos, ela segurava um pequeno envelope envelhecido, com o nome “Veluma” escrito em letras delicadas. A carta havia sido guardada durante anos dentro de um baú, e naquela manhã, algo dentro dela pediu que a abrisse. Sentou-se à mesa do jardim, sob o velho carvalho, o mesmo onde seus pais se conheceram e se despediram tantas vezes. O vento soprou suavemente, como se o tempo reconhecesse a
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