O Sequestro dos Herdeiros Brin

1002 Words
A mansão Brin, que há poucas semanas vibrava com o som dos choros e risadinhas dos recém-nascidos, agora era um lar de paz e esperança. Veluma se recuperava aos poucos, o corpo ainda frágil, mas o coração pleno. Fernando não se afastava dela e dos meninos por nada. Chamavam-se Liam e Edward, e o pai orgulhoso dizia que eles eram o reflexo do amor que renascera das cinzas. Mas nem todos compartilhavam daquela felicidade. Nas sombras da cidade, um homem observava a família Brin com olhos frios e rancorosos. Seu nome era Félix Moreau — o passado que Veluma julgava esquecido. Félix havia sido seu primeiro amor, um homem de fala doce e intenções disfarçadas. Quando Veluma o deixara, anos antes, ele jurara vingança. Agora, ao saber que ela vivia sob o teto do homem mais poderoso de Londres — e mãe de seus herdeiros —, a inveja queimou em seu peito como fogo. — Então é isso — murmurou, segurando o jornal que trazia a manchete: “O magnata Fernando Brin apresenta seus filhos gêmeos à sociedade”. — Ela trocou a miséria pelo luxo… mas eu vou tirá-la desse sonho. Naquela noite, a mansão dormia em silêncio. Fernando havia passado horas no escritório resolvendo assuntos da fazenda, e Veluma, exausta, adormecera no quarto dos bebês, observando os dois pequenos dormirem lado a lado. Do lado de fora, sob a névoa que cobria o portão principal, uma carruagem parou discretamente. Dois homens vestidos de preto saltaram dela, acompanhados por Félix. Ele conhecia cada canto da propriedade — fora jardineiro ali anos atrás. Com passos silenciosos, infiltraram-se pela porta dos fundos, guiados pela escuridão e pela lembrança amarga do passado. No quarto, Veluma despertou sobressaltada. Um barulho leve — talvez um rangido de porta. Ela se levantou, o coração acelerado, e foi até o berço. O quarto estava meio às escuras, e por um instante, ela pensou ter imaginado o som. Mas então viu a sombra se mover. — Quem está aí? — perguntou, a voz trêmula. Antes que pudesse reagir, uma mão forte tapou sua boca. — Silêncio, minha bela — sussurrou uma voz familiar, carregada de veneno. — Não quero machucar você… só levar o que é meu por direito. Veluma lutou, tentou gritar, mas Félix a empurrou com brutalidade, derrubando-a no chão. — Félix! — murmurou, sufocada. — O que está fazendo? Ele se inclinou, o olhar cheio de rancor. — Recuperando o que perdi. Você me deve, Veluma. — Eles não são seus! — gritou ela, desesperada. — São filhos de Fernando! Félix riu friamente. — Justamente por isso. Esses meninos valem mais do que ouro. Enquanto ela tentava se erguer, os comparsas dele envolveram os dois bebês em mantas e os levaram pela janela lateral. Veluma correu, cambaleante, gritando o nome deles. — Liam! Edward! O som ecoou pelos corredores, acordando os criados e fazendo Fernando sair do escritório em desespero. — O que aconteceu?! — berrou, ao ver Veluma caída. Ela, chorando, m*l conseguia falar. — Eles… levaram os bebês… Félix… ele os levou! O rosto de Fernando empalideceu. Por um segundo, ficou imóvel — depois, o instinto de pai o dominou. — Samuel! — gritou para o mordomo. — Reúna os homens! Tragam os cavalos! A chuva voltava a cair fina, e o som dos cascos ecoou pelo pátio enquanto Fernando montava. Veluma tentou segui-lo, mas ele a segurou antes de partir. — Fique aqui. Eu juro que trarei nossos filhos de volta. — Cuidado, Fernando… ele é perigoso! — implorou ela, agarrando-lhe a mão. — Não há homem mais perigoso do que um pai quando tiram o que ele ama — respondeu, com os olhos flamejantes. E então partiu, sumindo na escuridão. Félix seguia com a carruagem pelos campos encharcados, rindo satisfeito. Os dois bebês choravam baixinho, e ele, impaciente, os olhou. — Silêncio, pequenos. Logo vocês estarão longe daqui. Mas m*l terminou a frase, o som de cascos se aproximou — forte, determinado. Fernando Brin surgia entre a neblina como uma fúria viva. — Félix! — rugiu, a voz cortando o vento. — Pare essa carruagem! Félix tentou acelerar, mas Fernando alcançou-o. Com um golpe preciso, pulou sobre o cocheiro e o derrubou. A carruagem balançou violentamente e parou. Félix saltou, empunhando uma faca. — Não se meta comigo, Brin! — Você mexeu com meus filhos — disse Fernando, a voz fria como gelo. — E por isso… não há perdão. Os dois lutaram sob a chuva, o barulho metálico do ferro misturado ao trovão. Félix tentou atacá-lo, mas Fernando o desarmou e o jogou ao chão. — Olhe bem para mim, Félix — disse, com a respiração ofegante. — Se algum dia chegar perto da minha família de novo… não haverá misericórdia. Félix, derrotado e ferido, tentou se arrastar, mas os homens de Fernando o capturaram. Quando Fernando se virou, o choro dos bebês o guiou até a carruagem. Liam e Edward estavam ilesos, os olhinhos marejados, as mantas molhadas. Ele os pegou nos braços, o coração desabando em alívio. — Meus meninos… — murmurou, com lágrimas caindo. — Papai está aqui. Horas depois, de volta à mansão, Veluma correu ao encontro deles. Quando viu Fernando entrar com os gêmeos no colo, soluçou de alívio e desabou em seus braços. —Hai meu Deus os meus filhos eu achei que tinha perdido vocês— chorava, beijando os rostinhos das crianças. Fernando a abraçou forte, com a voz trêmula. _Eu quero dar mamar a eles devem está com fome! Veluma coloca leite na madeira e para eles que mamaram e dormiram _Obrigado amor eu te amo muito memos — Enquanto eu respirar, ninguém tirará vocês de mim meus amores vocês são tudo que eu tenho nessa vida. E naquela noite, enquanto o luar voltava a brilhar sobre a propriedade, Fernando jurou silenciosamente que nenhum m*l voltaria a alcançar sua família. O magnata da terra, outrora solitário, agora era um leão que protegeria seu lar com a própria vida os seus pequenos.
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