Vitor

789 Words
Anelise chegou em casa cansada do dia que teve. Não gostava quando as pessoas ficavam chateadas e ela estava envolvida, mesmo sabendo que o dr Marcos tinha razão, ela ficou aborrecida. E sentindo que tinha roubado o lugar da colega. Chegou em casa, tomou um banho e foi jantar. Ajudou sua avó a colocar a mesa e depois ajudou a limpar tudo. Ante de dormir Anelise sempre fazia um resumo do dia. Tentava estudar os procedimentos que realizava ou que assistia para sempre tentar melhorar. No outro dia, acordou cedo e foi pra sua última aula do semestre. Na metade da manhã, ela recebeu uma mensagem em seu celular do Dr Marcos, a convidando para sair. Não era a primeira vez que ele chamava ela pra jantar, almoçar, tomar cafe, ele sempre arrumava um motivo para convidar Ane. Anelise nunca se sentiu confortável em aceitar, ela já tinha problemas com algumas colegas que não gostavam dela e achava que os médicos tinha preferência por ela. Até a antiga chefe das enfermeiras implicava com ela. Anelise nunca entendeu o motivo dos médicos convidar ela para sair, ou pela raiva gratuita das colegas. Ela não tinha nada de mais, não se achava mto bonita quando se olhava ao espelho, não era fã de maquiagem nem de viver em salão de beleza. A vida financeira dela nem permitia isso. Anelise tinha cabelos escuros, olhos castanhos claro, tinha s***s médicos e corpo não muito magro. Não gostava de exercícios, e também não ligava muito em fazer dietas mirabolantes. Ela se preocupava com sua avo e com seus estudos. Até tentou namorar um menino do curso, mas ela descobriu que o rapaz estava interessado só em colar dela nas provas e tirar vantagem nos trabalhos. O rapaz era tão i****a que achou que Ane iria se apaixonar por ele perdidamente e fazer tudo que ele queria. Mas a avó de Ane, criou ela pra ser forte, decidida, e não abaixar a cabeça pra qualquer um. Ensinou ela que as mulheres podem ser independente e não precisar de homem pra ser feliz ou para conseguir alguma coisa. Para um homem ganhar o coração de Anelise ele precisaria ser mais que apenas um rostinho bonito. Depois de dispensar o convite de dr Marcos, Anelise estava indo para casa quando viu um homem enorme e muito bonito atravessar a rua sem olhar para os lados, estava distraído olhando para o celular. Quando do nada uma moto veio em alta velocidade e bateu no homem atravessando a rua. Anelise pegou celular e ligou correndo para emergência. E foi de encontro ao acidente. O motoqueiro por estar com roupa que protege bastante em caso de queda estava inconsciente, e o homem estava uma bagunça. Até tentou se mexer quando Anelise chegou perto, tentou falar algo mas logo desmaiou. Anelise ficou segurando a mão dele sem saber se ia ver o motoqueiro ou se ficava ao lado daquele homem. Ele não parecia muito estranho para ela, mas ela não lembrava de onde poderia conhecer um homem desses. O terno que usava tinha etiqueta de uma marca caríssima, o celular que ele tinha na mão voou longe com o impacto, o homem tinha sapatos que custava mais que o próprio auxílio de estágio que ela ganhava do hospital, e o cheiro do homem era mto bom. Mesmo misturado ao cheiro de sangue. O homem estava com arranhões pelo rosto, pela mão, terno rasgado em algumas partes e a calça tambem. Não parecia ter nenhuma lesão mais profunda, mas por ele ter desmaiado Anelise estava preucupada. Com o barulho mais pessoas vieram tentar socorrer, Anelise pediu pra ninguém mexer em nenhum dos dois homens até a ambulância chegar. Anelise foi junto na ambulância com o homem desconhecido. Ela não sabia porque queria ficar perto dele, mas queria ter certeza que ele estava fora de perigo. Anelise ligou para a avó e contou o que houve, disse que não iria almoçar em casa e que tinha roupa extra no hospital e já ficaria para seu turno da tarde. O homem foi internado com lesão grave na cabeça. Os médicos colocaram ele em coma induzido para tentar controlar os danos. Durante a tarde os médicos responsáveis estavam tentando descobrir quem era o homem misterioso. Estava sem documento com ele e o celular havia voado da mão dele com o impacto e um carro passou por cima. Estavam esperando ele estabilizar e tentar descobrir quem ele era. Anelise foi colocada na ala pediátrica. Mas no seu horário de café ela foi para o quarto do homem ver como ele estava. Ela até conversou com ele. Tinha lido em uma revista americana que as pessoas em coma conseguiam ouvir as coisas que falavam durante esse tempo.
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