Um novo dia

850 Words
Anelise foi se revezando entre seu trabalho e as visitas ao quarto do homem misterioso. Paloma ficou curiosa, se perguntando porque ela sumia nos horários de lanche e não estava no refeitório. Até que ela decidiu seguir ela pra ver onde ela se escondia, pois estava achando que ela estava de caso com um dos médicos, só assim pra explicar a preferência dos médicos por ela. Ela devia dormir com eles em troca dos favores no hospital. Paloma era tão invejosa que ela não achava possível alguém conseguir algo por mérito e inteligência. Tinha que ser somente usando o corpo. Quando Paloma viu Ane entrando no quarto do homem misterioso ficou curiosa e foi atras, se fosse algum parente da família de Ane ela iria denunciar, já que o hospital tinha uma política que familiares só podiam visitar seus conhecidos fora do horário de trabalho. Quando entrou no quarto Ane se assustou ao ver Paloma, e perguntou o que ela estava fazendo ali. Paloma ficou curiosa em querer saber quem era aquele homem bonito. Pelos dias no hospital, o homem já estava mostrando uma barba por fazer, estava com uma expressão tranquila no rosto, mas ele não parecia ser uma pessoa muito tranquila. Ele tinha aurea meia sombria. Anelise disse que chegou com ele em um acidente e ficou com pena por ninguém saber quem ele é, e não gostaria de deixar ele se sentir sozinho. Paloma achou que aquilo era uma besteira, uma pessoa em coma não tem noção se está sozinha o u não, nem deve saber o que aconteceu. Ane e Paloma saíram do quarto e voltaram para seus trabalhos. Paloma ficou encucada com o homem e decidiu tentar descobrir quem ele era. Para ela, o rosto dele não era tão desconhecido, ele era familiar, só precisava lembrar de onde ela conhecia o homem, e era o que faria. Descobriria quem é o homem misterioso. Passado uns dias, Ane estava indo até o andar do homem misterioso quando começou a escutar vozes altas e gritos pelo corredor, apressou o passo com medo de ser algo grave. Chegando perto tinha seguranças na porta do homem, a Paloma tentando entrar gritando com os seguranças dizendo que foi graças a ela que o homem estava bem, que ela tinha salvado a vida dele, e trazido para o hospital que cuidado dele todos esses dias, mas os seguranças estavam ignorando ela totalmente. Ela estava vermelha de raiva por não poder entrar no quarto e falar com o homem. Ane ficou feliz com a possibilidade dele ter acordado, e pensou em ir até a porta do quarto pra saber se ele estava bem, mas desistiu quando Paloma passou por ela e gritou que era tudo culpa dela, que ela sempre estragava tudo pra ela. Que Anelise era uma intrometida que só queria acabar com a vida de Paloma. Ane ficou sem entender, afinal o que ela poderia ter feito pra irritar Paloma desse jeito? Ela não sabia. Já meio atordoada pelas coisas que ouviu de Paloma, Ane decidiu ir trabalhar. Chegou em casa e enquanto ajudava só avó com a janta foi contando sobre seu dia e o homem misterioso que talvez tinha acordado do coma. Antes de dormir Ane recebeu uma mensagem da enfermeira chefe, pedindo que ela fosse até o hospital amanhã bem cedo. -o que será que aconteceu, que precisam que eu vá lá amanhã cedo? Anelise foi dormir com essa pergunta martelando em sua cabeça. Teve uma noite h******l, com pesadelos, acordou na madrugada toda suada. Decidiu ir tomar um banho e estudar um pouco, já que tinha perdido o sono depois do último pesadelo. Fazia muito tempo que Ane não tinha esses pesadelos. Eles começaram quando ela tinha apenas 3 anos. Tinha que dormir sempre com a avó, por que se não ela acordava se debatendo no meio dos pesadelos e se machucava. Quando deu o horário, ela foi tomar café e falou para a avó que estava indo pra o hospital pois tinham chamado ela lá bem cedo. Deu um beijo em Dona Marta e foi caminhando, o hospital ficava a algumas quadras de onde Ane morava. Chegou no hospital e foi procurar sua chefe. Depois de esperar quase 10 minutos ela apareceu vermelha. Parecia que tinha corrido uma maratona. Pediu para Ane explicar tudo que tinha acontecido do momento do acidente em diante sem deixar nenhum detalhe de fora. Ane foi contando tudo, que estava saindo da faculdade quando vi o homem mexendo no celular a atravessando a rua sem olhar pros lados e quando a moto em alta velocidade bateu nele. O motorista da moto estava bem, e já tinha ganhado alta. Mas tinha sido chamado pra depor também. Queriam ter certeza que as histórias iriam bater. - certo Ane, me siga, o detetive quer falar com você e com Dr. Vitor também. - quem é o Dr Vitor? - perguntou Ane com receio. - e o homem que foi atropelado. - ele é médico? Aqui do hospital? - estamos sem tempo, vamos antes que venham atrás de nós e nos acusem de complô.
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