A manhã seguinte começa silenciosa. Clarice acorda devagar, surpresa por ter dormido tão pesado outra vez. A luz que entra pela janela é suave, e por um instante ela não sabe onde está até lembrar de Oliver, da noite anterior… Seu rosto esquenta na hora. Ela se levanta, veste o moletom que ele havia emprestado e segue até a sala. O apartamento está absurdamente organizado, como se ninguém morasse ali. O único sinal de vida é o aroma de café fresco vindo da cozinha. Oliver está de costas, mexendo algo na frigideira. Ele usa uma camiseta preta simples e parece concentrado, mas seu ombro relaxa quando percebe passos. — Bom dia — diz ele sem virar. Clarice encosta no batente. — Bom dia… você está cozinhando? Ele dá de ombros, um leve sorriso surgindo. — Não queria te deixar esperand

