A campainha toca de novo longa, insistente, irritante. Clarice, atrás da porta do escritório, prende a respiração. Do lado de fora, Oliver respira fundo, compõe o rosto e gira a maçaneta da porta principal. Assim que abre, Henry praticamente invade o vão, o olhar inflamado, o corpo tenso, como um animal prestes a atacar. — Onde ela está? — Henry esbraveja, voz alta, o hálito misturado com álcool e raiva. — Você acha que pode esconder minha noiva de mim? Oliver não se mexe. Não dá um passo pra trás. Ele apenas o encara frio, calmo, perturbadoramente firme. — Você precisa se acalmar — Oliver diz, baixo, como se estivesse falando com alguém prestes a cometer um crime. — Não é assim que se resolve nada. Henry empurra o dedo no peito de Oliver. — Não vem com esse tom de médico superior

