As semanas seguintes trouxeram a verdadeira rotina da paz. Pela primeira vez desde a a******a dos portões ancestrais, caminhei pelas margens do Grande Lago sem precisar vigiar reflexos na água ou me preparar para cantos de ilusão. As vitórias-régias gigantescas agora serviam de apoio para pescadores humanos e duendes comerciantes que trocavam cestos de jasmim por raízes doces da floresta. Alik caminhava ao meu lado pela margem de areia prateada. Ele não trazia a lança em riste; mantinha-a presa às costas enquanto segurava minha mão esquerda, entrelaçando nossos dedos com a calma de quem finalmente não precisava correr contra o tempo. O mimbý de taquara repousava em seu peito, silencioso, como uma lembrança sagrada de que a melodia da nossa terra havia curado o abismo. — Parece mentira, n

