A silhueta espectral de Vlad Philips IV não possuía a fúria grotesca de Morvath, nem a altivez teatral de Lorde Malakar. Era uma presença esculpida em cinza luminosa e névoa escarlate, austera como uma lâmina antiga guardada por tempo demais no escuro. Seus olhos não tinham pupilas visíveis, mas queimavam com uma sabedoria cansada que parecia pesar mais do que as próprias fundações de Camazotz. Ao vê-lo erguer-se do cálice de ferro estelar, Lady Vespera caiu de joelhos sobre as lajes frias. Pela primeira vez desde que pusera os pés em Guaranímia, a emissária curvou a cabeça em reverência cega, suas mãos pálidas espalmadas sobre o basalto. — Meu príncipe... — sussurrou a vampira, com a voz embargada de veneração quase infantil. Vlad ignorou a serva de sua antiga casa. Seu vulto flutuou u

