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2229 Words
- Estamos vendo uma data ainda não é amor? - Sophia disfarça abraçando o rapaz que a segura pela cintura, ela percebe que ele estava tremendo e segura a mão dele. - Exatamente, mas agora que a senhora chegou já teremos uma base de quando faremos por que queremos todos da família aqui. Quando a senhora irá voltar? - questiona Erick tentando disfarçar o nervosismo. - Bem, pretendo ficar aqui por no mínimo um mês - responde a senhora entregando algo para o mordomo. - Ah, é perfeito. Já tenho quase tudo em mente, só falta acertar a data mesmo - afirma Sophia e Erick sorri como confirmação. - Ah, que bom. Você me parece inteligente e muito doce... Também parente de Genevieve não podia ser diferente - elogia deixando a garota lisonjeada. - Ah, obrigada, Genevieve é minha madrinha, mas como eu fui criada com ela eu meio que assimilei toda personalidade dela - responde e a senhora continua. - Sorte a sua por que é bem melhor passar anos casado com uma Genevieve do que com uma versão feminina de Helio, agora que o eliminou de vez da empresa creio que ficará em paz por um bom tempo - cogita e Erick concorda dizendo : - Assim eu espero. - Todos esperamos querido, senhora Teresa a empregada irá levá-la para o seu quarto pode ir com o seu mordomo - afirma Yolanda puxando uma empregada. - Ok... Até mais. Venha comigo querida, tenho uns presentes para ti - chama Vitória e a mesma sobe com a avó. A senhora sobe as escadas lentamente com o seu mordomo e um segurança levava suas malas, assim que ela some a tensão se instaura na sala e Yolanda fica tensa, afinal eles teriam que adiantar o casamento. - Acho que devemos adiantar um pouco as coisas por que eu creio que ela não irá embora sem esse casamento acontecer - afirma tensa olhando para as escadas. - Concordo... Por mim está tudo bem, só tenho que ver com você não é Sophia - olha para a garota que engole seco e diz : - Bem, é meio estranho casar assim do nada em um mês, mas eu aceito sim... A parte mais complicada já foi resolvida então eu aceito - confirma nervosa. - Soso a vovó está te chamando! - grita Vitória das escadas. - Ok, eu já vou... Tchau para vocês - se despede tremendo pelo que a senhora iria dizer. - Tchau e boa sorte... Erick eu acho bom você se aproximar da Sophia, fazer uma amizade com ela talvez tentar uma real aproximação para que a Teresa não estranhe, vocês precisam ter uma vida minimamente parecida com a de um casal - sugere indo até o rapaz que respira fundo e diz : - Eu sei disso, eu estava pensando em fazer alguns passeios com ela, tentar conhecê-la melhor e fazer com que a gente fique parecido com um casal... Eu relutei um pouco em perceber, mas eu... Eu acho que estou sentindo algo por ela mãe - confessa nervoso e a senhora leva as mãos a boca surpresa, era a confirmação que ela precisava. - Como assim? Tem certeza? Se for é ótimo porque ela me confessou sentir também algo por você, só que essa pose de durão a afastou... Amoleça esse coração perante ela e quem sabe ela não confesse a você mesmo. Vocês formam um casal belo e saudável meu amor. Está mais do que na hora de você se recuperar. - Será mesmo mãe? No fundo eu tenho medo de me entregar e ela acabar como a Alice... Eu não aguentaria perder alguém que eu amo assim denovo mãe, ei tenho tanto medo... - seus olhos lacrimejam e ela o abraça e vê Sophia chegando. - Meu amor se acalme, ela está vindo. Vamos ter compostura - ordena o soltando. - Obrigada por tudo - agradece apertando a mão dela - E aí o que ela queria querida? - questiona nervosa e com curiosidade. - Me entregou esse anel, ela disse que fará um jantar para me apresentar as amigas dela e também que esse jantar irá anunciar o noivado, eu tenho medo de errar algo ou perceberem... - pontua agitada e a senhora a acalma dizendo : - Não vão, você sempre esteve nesse meio então não pense o contrário ok? O Erick te passará todas as dicas e também ajude ela nas perguntas chatas que aquelas velhas provavelmente iram fazer - olha para o rapaz que continua dizendo : - Tem isso... Eu acho uma boa ideia a gente ir treinar no meu apartamento assim não corre o risco da minha avó perceber. O que acha? - sugere e ela responde rapidamente. - Eu topo... Quando seria? - Hoje mesmo, quanto mais rápido melhor afinal você tem que decorar tudo. Se me permitirem eu já vou começar a ver as coisas do casamento com a Genevieve - apressa e e ele olha para Sophia e pergunta: - Ok permitimos... Então vamos não é? - estende a mão e ela pega. - Vamos sim... Tchau Yolanda - se despede e eles vão até a porta. - Para onde vocês vão? Achei que iríamos almoçar todos juntos - questiona Teresa descendo as escadas. - A gente vai ver uns detalhes do nosso apartamento e também escolher umas coisas do casamento vó, jantamos todos juntos ok? Beijos. - se despede abrindo a porta e indo embora. - Beijos... Eles formam um casal tão lindo não é? - indaga e Yolanda concorda com a cabeça. - Eu também acho - completa indo até o sofá. - É impressão minha ou ela lembra aquela outra namoradinha que o Erick teve? - confirma e Yolanda percebe isso no momento. - A Alícia? Acho que é só impressão sua - n**a nervosa e a senhora a analisa e diz : - Não precisa ficar nervosa Yolanda se o meu filho morreu e não contou nada eu que não irei me meter. - Eu não estou nervosa por isso Teresa... - Yolanda, Yolanda, eu te conheço muito bem... Tem muita sorte dele não querer voltar para cidade depois de tanto tempo por que se ele viesse com certeza você mesmo se entregaria. - Teresa pare por favor... - Ok, eu parei. Até mais eu irei visitar uma amiga e depois verei uns presentes para o meu neto. - Até mais. A senhora sai deixando a mulher perturbada e com um medo eminente dela querer algo, o seu segredo nunca ficou tão prestes a ser exposto como naqueles dias. Saindo da mansão eles seguem até o apartamento de Erick onde o rapaz fica um tempo conversando no telefone sobre um problema que houve na empresa enquanto Sophia brincava com Remi, após isso o rapaz vai até ela e lhe diz. - Então as perguntas mais comuns que as velhas irão fazer será sobre eventos importantes, principalmente na história da minha família então você só precisa decorar esses : Dia 5 de maio foi o dia em que o meu pai assumiu a empresa, dia 8 de julho ele se casou com a minha mãe e com certeza elas vão perguntar o dia que aconteceu o Grand Balzar que é um evento entre empresas aí você responde 8 de setembro... Conseguiu captar tudo? - questiona e a garota repassa mentalmente mas o nervosismo não deixava que ela conseguisse decorar tudo, isso faz ela se desesperar. - Eu desisto! Eu desisti Erick... Desculpa mas eu não consigo. Isso vai ser um fracasso e eu não quero prejudicar ninguém eu juro que estou tentando - pontua desabando em lágrimas. O rapaz a abraça e fica um tempo a acalmando, depois ele vira o rosto dela para ele e diz : - Eu escolhi você por que você é capaz, não precisa se pressionar ok? Qualquer coisa você me avisa que eu acho uma forma de te ajudar... Eu não vou deixar nunca que te humilhem ok? Ninguém nunca vai fazer isso com você, não na minha frente - jura a abraçando novamente. - Aí é que está, não na sua frente Erick. Você não ficará toda hora comigo - lamenta com os olhos lacrimejando. - Eu vou estar sim - aponta para o anel - Esse anel passou de geração em geração e para você vê o quão importante você é, a minha avó não deu ele para a minha mãe, mas deu diretamente para você... Se você não fosse capaz ela não teria feito isso - incentiva e ela fica lisonjeada. - Sério? Não está mentindo só para me animar? - confirma olhando para o anel. - Nunca... Agora vamos almoçar por que eu tenho outras coisas para te contar. Respira e se acalma ok? - pede a abraçando rapidamente. Ele a solta e os dois vão para cozinha onde o rapaz prepara algo para eles comerem, ela fica surpresa com o fato dele cozinhar e ainda mais fazer uma comida tão saborosa. - Isso está tão bom - elogia impressionada. - Irá comer todos os dias quando a gente casar por que eu só sei fazer isso - brinca rindo. - Eu comeria de boa todos os dias isso, é melhor do que passar fome - afirma e ele fica tocado. - O que você fazia para se divertir na rua? Você ficava o tempo todo ali ou fazia algo além de se proteger e procurar comida? - indaga curioso e ela dá um sorriso. - Eu ia com o Remi para o parque do outro lado da cidade, as vezes a gente dormia lá e naquela fonte quando era bem de noite que não passava ninguém eu dava banho nele e tomava banho lá... Algumas vezes - explica com uma certa nostalgia. - Nossa... Você não tinha medo? - pergunta e ela pensa um pouco e responde : - Eu vivia com medo Erick, mas as vezes era o único lugar para tomar banho sem contar que nem todo mundo confiava que eu entrasse para tomar só um banho apenas - pontua triste. - Me bateu um certo ciúme em imaginar alguém te observando - confessa sem pensar e ela olha para ele surpresa. - Sente ciúmes de mim? - confirma admirada. - Eu tenho que sentir - pega o prato - Você vai ser a minha mulher querendo ou não e a última coisa que eu quero é alguém observando o seu corpo - afirma lavando os pratos. - Eu estou surpresa com isso... Eu vou brincar com o Remi na sala ok? Ou você quer ajuda? - questiona se levantando. - Não pode ir, pega um sachê e dá pra ele também... Estão ali - aponta e ela os pega. - Nossa Erick isso é bem caro... Eu sempre quis poder dar um para ele e nunca imaginei que seria tão rápido - abre o sachê e coloca no pote dele, em seguida o joga no lixo. - Ele terá milhões desses para todo sempre - pontua guardando os pratos - Enfim vamos? Tem algumas coisas bem técnicas que você precisa aprender - pontua apertando as mãos. - E se a gente fosse no parque? Eu sinto que funciono melhor no ar livre - sugere animada. - Eu aceito... SÓ que dessa vez você vai tomar banho aqui - brinca fazendo cócegas nela. - Eu nem imaginava em tomar banho lá Erick, pode ficar tranquilo que ninguém mais vai o meu corpo... Se alguém viu - pontua saindo da cozinha e ele fica imaginando se alguém conseguiu ver ela realmente. ... Chegando no parque nos sentamos em meio a grama e era inevitável não olhar para o céu que estava lindo neste fim de tarde, as nuvens rosadas como os lábios dela que olhava para as mesmas encantada deitada na grama me fizeram perceber que as vezes momentos como esses são bem mais felizes que lugares luxuosos ou barulhentos. Pensar que essa era a diversão dela é algo chocante por que para muitos é uma besteira, mas para ela é um momento importante como os muitos que eu passei só que de uma forma diferente. Após ela sair do banheiro estava extremamente cheirosa e bonita, seu cabelo solto d extremamente sedoso e macio, ela penteia o cabelo e o ajeita enquanto a espero na sala, após isso ela vem até mim e vamos até a porta juntos. Entramos no carro e ela vem parte do caminho inteiro calada, apenas observando a paisagem, a forma como coisas simples e costumeiras para mim a impressionaram e faziam seus olhos brilhar me comoviam. Chegamos ao parque,.estaciono o carro e logo em seguida vamos de mãos dadas até um certo ponto onde as pessoas faziam piqueniques na grama, sentamos lá e ficamos um ao lado do outro,.a vejo observando as nuvens e fico curioso perguntando-lhe o por que : - Por que está olhando as nuveis? - questiono curioso. - O formato, aquela parece uma mão - afirma apontando e eu tento imaginar se tinha realmente aquele formato. - E aquela nuvem tem o formato de um urso - aponta se virando para mim. - Realmente, aquela dali parece um gato daqueles japonêses que dão tchauzinho - aponto e ela ri. - Realmente parece muito, e ali parece um papai Noel e aquela um algodão doce... Ih se desfez - pontua triste.
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