- Algumas se desfazem rápido e outras mais devagar é como os sentimentos - explico e ela se senta.
- Exatamente, alguns sentimentos são como aquela ali que o vento desfaz toda hora e outros como aquela que o vento nem mexe direito - explica apontando e eu olho para ela, ainda com receio e pergunto :
- Os seus sentimentos por mim são como qual dessas nuvens? - questiono olhando para o céu e ela diz :
- Como aquela só que bem maior, e não tem uma forma definida por isso sd torna confusa por que eu nunca vi uma nuvem daquele formato. Mas eu gosto dela... - aponta para a maior nuvem que estava no céu e eu sinto meu coração pular de alegria.
É como se eu tivesse ganhado na loteria, sinto meu sangue fervilhar e o coração acelerar, tenho certeza que as minhas bochechas estão vermelhas e eu não consigo sequer me mexer, eu preciso assimilar isso.
- E o seu ? - questiona se aproximando de mim.
- É confuso de explicar como aquela nuvem mas é muito belo e bom de sentir, como a brisa da manhã que nos invade quando abrirmos a janela. Confesso que sinto um pouco de receio desse sentimento por ser tão grande e repentino, tipo uma tempestade na chuva. Mas eu gosto muito de senti-lo... Muito mesmo - pontuo aproximam meu rosto do dela.
Não resisto e a puxo para perto unindo nossos lábios em um beijo que só depois eu percebi que ela poderia não gostar... Mas me enganei ela além de gostar retribuiu e isso me deixou tão leve quanto aquelas nuvens.
Beijar Novamente uma pessoa a quem eu quero é algo que eu nunca pensei que fizesse desde que Alícia me deixou mas agora eu o fiz e tenho a oportunidade de fazer todos os dias, eu não vou desperdiçar nunca e não vou deixar que ninguém tire essa oportunidade de mim, lutei muito para fazer o meu coração bater assim denovo e dessa vez quero que ele continue assim por todo sempre.
Chegando no apartamento começamos a treinar novamente, ela estava mais tranquila e isso facilitou bastante, ela decorou muita coisa e isso foi simplesmente genial, ela é extremamente inteligente.
- Agora que eu decorei quase tudo acho que mereço um beijo - brinca alisando o bendito do gato.
- Merecer merece mesmo e muitos, mas deixa esse pulguento bem longe de mim.
- Pulguento?
- Gatinho lindo, pretinho olha só que coisa fofa.
- Ah que bom... Então a gente vai voltar pra mansão?
- Eu não sei... Quer ficar aqui comigo só nós dois?
- Fazendo o que ?
- Eu não sei você escolhe, mas a gente prometeu ir jantar com a minha avó então temos que ir infelizmente.
- Infelizmente mesmo, eu adoraria dormir hoje com o Remi, ele não gosta de ficar sozinho.
- Ah não se preocupa com ele... Gatos nem gostam tanto de carinho assim.
- Ele gosta sim, vamos casar logo para virmos morar aqui e ele não ficar sozinho.
- Sério? Você quer adiantar as coisas do casamento só por ele?
- Sim ué, sem contar que demorar muito pode dar evidência de que tem algo errado e isso que pode dar brecha pra alguma armação daquela imunda.
- Pietra? Duvido que ela tente algo por que ficaria óbvio que é ela... Vamos?
- Vamos não é? Tchau Remi...
Ele abre a porta e vê a senhora Clifford passando entristecida com uma caixinha de ferro nas mãos.
- O que houve senhora Clifford? - questiono preocupado, os olhos dela estavam marejados e ela parecia estar sentindo uma dor imensurável.
- O meu papagaio morreu, estava velhinho então era de se imaginar mas eu me sinto tão mal... Agora estou literalmente sozinha pois perdi meus dois melhores amigos - pontua com as lágrimas descendo pelo rosto e eu apenas respiro fundo e evito olhar pois aquilo iria me fazer chorar.
- Nossa que triste,. Eu não suportava ele mas meus pêsames, vem cá - levanto os braços para dá um abraço nela que aceita, Sophia vem até a porta e questiona :
- O que aconteceu?
- O passarinho dela morreu e ela está bem m*l - explico um pouco baixo e ela pensa um pouco, quando ela se desprender do abraço ela questiona :
- A senhora gosta de gatos? - franzo o cenho confuso e depois entendo o que ela iria fazer.
- Gosto sim, amo na verdade mas não criava por causa dele - explica enxugando as lágrimas com a mão.
- Olha eu tenho um, ele vive preso aqui mas ficar sozinho não o deixa bem... Ele é pretinho e já foi castrado, come de tudo e não é bagunceiro ele é um anjo - explica segurando as mãos dela e eu vejo um fio de alegria passar pelos olhos dela.
- Dos infernos... - Sophia me dá um chute - Quer dizer é um ótimo gato mesmo. Por que não fica com ele senhora Clifford? Assim você não fica sozinha nem ele - sugiro e ela olha para ela com receio.
- Tem certeza querida?
- Tenho, eu não posso levar ele para mansão por causa da Yolanda e assim pelo menos ambos terão companhia - afirma alegre e a senhora vibra de alegria.
Sophia adentra no apartamento e o pega, o trazendo no colo.
- Eu aceito então... Vem cá bichaninho, que coisinha linda! Eu sempre quis um pretinho assim - pontua alisando o gato que estava adorando os carinhos dela.
- Tchau Remi, essa é a sua nova dona temporária quando eu e esse chato nos casarmos eu venho te buscar ok? Promete não me esquecer? - pede emocionada e ele dá um miado.
- Ele não vai querida, eu irei mandar fotos dele sempre sem contar que eu não saio, pode vir ver ele sempre que quiser - pontua a senhora Clifford.
- Mesmo? Tem certeza que não vou incomodar?
- Não vai. E é o mínimo já que deu o seu melhor amigo para mim.
- Ah muito obrigado... Tchau Remi.
- Tchau querida, cuide bem desta garota se não eu corto suas bolas.
- Que isso dona Clifford? Até parece que eu sou capas de fazer m*l a alguém é mais fácil ela me magoar.
- Não exagere Erick, agora vamos está tarde e também a sua avó pode não gostar de atrasos.
- Tem razão ela odeia mesmo, deixa eu fechar a porta.
- Então o meu apartamento é aquele, fica tranquila que eu escuto tudo que esse daí vem fazer e te conto.
- Ah é? Eu quero mesmo viu dona Clifford.
- Eu irei sim, boa noite e bom jantar dê beijos a Tessa aquela querida.
- Não sei se é da minha avó que está falando mas ela não é uma querida.
- Erick!
- É a verdade ué... Agora vamos logo.
- Tchau senhora Clifford e tchauzinho Remi.
- Até mais !
- Tchau pulguento... Aí!
...
Eles saem e vão pelas escadas seguindo até o carro de Erick, os dois entram juntos e vão o caminho inteiro em silêncio.
...
Chegando na mansão eu fui recebida por abraços e beijos da Vitória, é impressionante o quanto nós sentimos próximas em pouco tempo de convivência eu sinto um sentimento pra ela que se assemelha ao que eu sinto pela minha irmã.
- Vamos subir e nos arrumar para o jantar - a chamo a pegando no colo e subimos as escadas juntas.
Chegando no quarto dela pego alguns vestidos ela escolhe, enquanto ela toma o banho dela eu tomo o meu e vamos para o quarto dela nos arrumar juntas.
Ela aprova meu vestido assim como eu aprovo o dela que era perfeito por sinal, arrumo o cabelo dela e ajeito o meu passamos um gloss básico e um perfume, vestimos um sapato e descemos as escadas juntas ficando na sala junto com Yolanda e Teresa no sofá só que estava muito chato ouvir elas falarem sobre assuntos chatos e aleatórios.
- Vamos sair?
- Será que elas vão achar r**m?
- Provavelmente não, vamos logo eu não aguento mais ficar aqui - pede fazendo menção de se levantar.
- Ok então vamos... - aceito me levantando também.
- Meu deus o Erick parece que está costurando o seu terno na Itália.
- Concordo ele está demorando demais, vamos atrás de Vivi?
- Vamos !
- Ele já vem vindo não precisa.
- AF.
- Finalmente achei que estava costurando suas próprias roupas.
- Realmente parecia isto, agora vamos para a mesa de jantar que já deve está frio até.
- tomara que não.
Chegando na mesa de jantar ele senta-se próximo a Sophia e explica breviamente quem era a senhora, interrompidos pela mesma ela diz :
- Você é a noiva dele e afilhada de Genevieve?
- Sou sim, a senhora é dona da galeria de arte do shopping Renot e também dona de uma rede de hotelaria francesa certo?
- Sim eu sou, inclusive o casamento da sua madrinha foi feito em um dos meus hotéis.
- Eu sei, o de número 401 e que fica em uma via perto da torre Eiffel certo?
- Exatamente este, por falar nela olha ela aí.. Genevieve querida o tempo só lhe faz bem.
- Obrigada Catarina, como vai querida? Está linda neste vestido meu bem.
- Obrigada madrinha! - agradeço lhe dando um abraço forte. O perfume dela estava perfeito!
Eles conversam por um tempo e aos poucos Erick e Sophia saem da mesa ficando um tempo na sala, eles não resistem e trocam carícias enquanto Genevieve e Yolanda os observavam, Teresa e Catarina degustação seus vinhos na mesa e não havia previsão de quando elas sairiam de lá.
Por estarem distraídas Genevieve e Yolanda nem vêem que Sophia havia ido dormir e Erick vinha vindo até elas.
- Meu deus nos distraímos tanto que nem vimos você vir até aqui, onde está a minha afilhada? - questiona confusa.
- Foi dormir. Eu já vou também só vim dar um boa noite pra vocês - afirma dando um beijo na mãe.
- Ah querido eu também já vou embora, meu relógio do sono está batendo já - Genevieve pontua e todas riem.
- Por que não a leva Erick? Ela está cansada e ir dirigindo pode ser r**m - Yolanda sugere mas ela recusa.
- Concordo, vamos eu te levo - Erick insiste mas ela se recusa novamente.
- Não precisa, eu consigo dirigir até a minha casa sem contar que ele precisa dormir... Até amanhã e dê um beijo na minha princesa ok? - se despede dando um abraço nele que vai até Yolanda.
- Ok... Mãe é melhor eu insistir não? Acho que ela não quer para não parecer incomodar.
- Eu concordo, diga que amanhã não vai para empresa insista de toda forma.
- Ok tchauzinho.
Ele sai correndo para acompanhar a senhora mas o carro dela já havia saído, uma preocupação repentina bate em Erick que sente seu coração apertar e também fica trêmulo do nada.
Entrando na mansão ele segue para o quarto onde toma um banho morno mas nem ele consegue lhe acalmar, uma agonia toma conta do rapaz e está faz com que ele se desespere e tudo só piora quando ele percebe Sophia passando m*l na cama.
- Ei... O que está acontecendo amor... Sophia acorda e respira. Sophia? Eu acorda...
- Não... Volta por favor... Volta por favor Genevieve não vai... Não vai por aí! - levanta gritando totalmente suada e trêmula - Onde está a Genevieve Erick? Eu preciso ver ela - tenta levantar mas ele a segura e percebe o coração dela acelerado.
- Calma pequena, respira e calma por favor - faz um carinho nas suas costas e ela acaba desmaiando, ele a põe na cama e desce desesperada até a mãe que estava trêmula e agoniada no sofá assim como Teresa.
- Mãe a Sophia está passando muito mal... Por que você está tremendo? - indaga estranhando a mãe extremamente m*l.
- Genevieve sofreu um acidente Erick, gravíssimo por sinal - finaliza deixando o coração dele acelerado.
- Não pode ser... Não é verdade caramba meu deus... E agora? - questiona com as mãos nos cabelos.
- Eu não sei, vamos até o hospital e vocês não contém nada a Sophia ok? - ordena pegando a sua bolsa.
- Eu quero ir junto, eu preciso ver a Genevieve - insiste descendo as escadas pálida como um papel.
- Você não vai aguentar, fica e eu te dou notícias amor...
- Não! Eu vou ver a Genevieve de um jeito ou outro - insiste irredutível.
- Vamos então mas por favor fique calma ok? Vai dar tudo certo - dá um abraço nela e acaba né aguentando as lágrimas.
- Eu não quero perder mais ninguém Yolanda... Por que todo mundo que me ajuda vai embora? - se Pergunta com a voz falha.
- Vamos... - apressa Erick abrindo a porta e elas saem juntas.