Pagando favor

2666 Words
Samurai narrando- Eu vi quando a Aymê desceu sozinha disfarçando, eu fui atrás más sem intenção de chegar nela nem nada, depois do ultimo esporro tô fora, más essa cidade é perigosa, ia ficar telando ela de longe, c*****o cai da escada na real mesmo, acho que quebrei meu pé tá doendo pra c*****o véi, não tem ninguém nessa p***a pra ajudar , ela veio e agora vai dirigir pra mim, não tô conseguindo pensar muito , tá doendo pra c*****o. Aymê- é pra te deixar aonde ? no hospital ? Samurai- em casa. Aymê- tá se contorcendo de dor e quer ir pra casa? tem que engessar isso ai. Samurai- não é problema seu. Vou dar pra ela o tratamento que ela me dá, mesmo que esteja me fazendo um favor, eu vou entender que ela esteja me pagando um favor, e vamos ficar quites. ela fechou a cara. Samurai- para na farmácia e compra um remédio pra dor. Ela parou dei o dinheiro para ela, ela voltou com o remédio, engoli quatro comprimidos sem água, ela me olhou estranho. Samurai- bora dirige, eu quero ir pra casa, tira o pé do freio, sabe nem dirigir pé de tartaruga, acho que nunca tinha entrado num carro antes, acostumada a andar de baú lotado. Ela não respondeu, c*****o preciso ir no banheiro, tô apertado pra c*****o, chegamos na entrada do morro. Samurai- não para sobe direto. A casa dela é mais perto que a minha, para subir a minha só de moto. Samurai- para ai que eu vou no banheiro. Aymê- na minha casa? Samurai- tem problema de audição, ou é lerda mesmo? ela deve tá com muito ódio, a dor tá passando más tá me dando maior leseira tô ficando com sono da p***a, deve ser a p***a dos remédios, ela me ajudou a descer do carro, parece que tá tremendo, tá gelada, não sei se é medo ou frio, ela olha para baixo quando chega perto de mim, nem parece a dona que me afronta. Entramos na casa dela , ela apontou o banheiro fui arrastando o pé até lá, mijei e sai , ela ta sentada no sofá , eu comecei a ver tudo embaçado e quase cai. Aymê- tomou um monte remédio deve tá dopado. Samurai- já te falei que não é da sua conta, fica na tua, tá me pagando um favor é só terminar de pagar e de boca calada. Falei trocando as palavras, senti meu corpo amolecer ela me carregou para um quarto e me colocou em uma cama, minha mente tá pesada , capotei. Aymê narrando- era só o que me faltava, cuidar do Samurai , dirigir , comprar remédio, ainda tem que vim no banheiro da minha casa e passar m*l aqui mesmo? tomou tanto remédio que capotou, tive que colocar ele na minha cama , e ainda é desaforado, nunca senti tanto medo na minha vida, cada vez que ele abria a boca, era um principio de infarto que me dava , pelo menos ele disse que estou pagando o favor de ter recuperado as minhas coisas,o que me deixa livre de qualquer cobrança depois, Vou ter que dormir nesse sofá duro? melhor dormir no chão, tirei o vestido , tomei banho, vesti um baby dool, que já tá furado de usar, forrei o tapete velho do meu quarto com uma colcha da minha mãe , coloquei o travesseiro e deitei, podia ter ido dormir com a minha mãe, más ela deve tá muito cansada melhor não incomodar, o quarto é meu ele é o intruso, tentei dormir né, más ele ronca tanto que eu já tava para enfiar uma meia na boca dele. Com muito custo eu adormeci, acho que o sol já tava nascendo, acordei suada morrendo de calor e alguém chamando meu nome ,uma voz longe, minhas costas estão doendo do chão duro. Samurai- Aymê! Aymê- hum? Samurai- meu pé tá doendo muito. Aymê- problema seu! respondi seca! Samurai- eu falei que era seu o problema? você ainda tá me pagando um favor. A não meu Deus, o que eu fiz para merecer isso aqui dentro meu quarto? Samurai- vai buscar um médico pra mim. È simples assim? vai buscar um médico, vai chamar o papa, ele acha mesmo que é o dono do mundo. Aymê- hoje é domingo o posto tá fechado. Samurai- se vira, missão dada é pra cumprir. Ele pensa que eu sou soldado dele, tenho que pagar esse favor para nunca mais olhar para cara desse homem de novo, liguei para a Isa que conhece algumas pessoas e nada de conseguir um atendimento, fiz tudo o que eu podia, e não deu certo. Fui na farmácia , com o dinheiro que o LK tinha deixado para comprar as coisas da Yasmim eu comprei um remédio mais forte e uma bota ortopédica, deve dar uma segurada até amanhã quando o posto abrir. Voltei para o quarto ele ficou me olhando, ele tá suando de dor, se contorcendo. Samurai- cadê a p***a do médico. Aymê- eu não consegui, más trouxe um remédio mais forte , um spray para dor e uma bota ortopédica, dá para segurar até amanhã. Samurai- incompetente pra c*****o. È um i****a mesmo. Samurai- vai me dar essa p***a ai logo. Abri o remédio e dei pra ele, nossos olhos se encontraram , podia te dá chumbinho a dor passa na hora, eu ri com meu pensamento e ele riu de volta, aiai tô rindo de você e não pra você, como se tivesse lendo meu pensamento ele fechou a cara e eu baixei a cabeça. Sentei na cama coloquei o pé dele em cima da minha perna com cuidado, tá muito inchado e roxo, passei o spray e coloquei a bota sem apertar muito. Samurai- cuidado ai c*****o, essa p***a tá doendo. Podia era ter caído a p***a desse pé, eu me atreveria a responder ele a altura, más estou sozinha aqui, não tem uma criança no meu colo, não tem um monte de gente a minha volta como das outras vezes, ele tá armado e provavelmente me mataria, além disso eu não vejo logo a hora disso tudo acabar. Samurai- tô com fome. Nem olhei pra ele fui para a cozinha, não tem pão , fiz um cuscuz e café, fritei um ovo e joguei em cima, é o auge da minha decepção como ser humano, ser babá de bandido, entreguei pra ele e sai, liguei o som arrumei a casa , fiz almoço , o Jeff deve tá na casa de alguma menina por ai, acho que nem dormiu em casa, minha mãe saiu cedo, deve ter ido trabalhar na feira, terminei de fazer tudo, e fui ver a peste que tá na minha cama, ele ta vendo meus desenhos. Aymê- quem mandou você mexer nas minhas coisas? Tomei da mão dele. Samurai- desenha m*l pra caramba, ninguém vai usar isso ai não, parece até piada. Eu senti um nó querendo subir na minha garganta, agarrei a pasta contra o peito, e senti vontade de chorar, sai do quarto com tanta raiva , como o comentário dele me afetou tanto? o que ele pensa não importa, o que ele entende de moda? Ele que se veste igual um marginal, ele é um marginal, sentei no sofá, passei a tarde m*l , eu comecei a ter dúvidas sobre os meus desenhos, olhando um por um eu vi defeitos que nunca tinha visto antes e passei a odiar todos eles, joguei na lixeira da cozinha, chorei e acabei dormindo no sofá duro mesmo. Acordei com um barulho de copo quebrando na cozinha, p***a esse cara tem que ir embora logo, levantei ele tava com o meu portfolio na mão de novo. Samurai- porquê você jogou fora? Aymê- é meu eu faço o que eu quiser. Ele sentou na cadeira , eu varri os cacos de vidro. Samurai- foi assim que eu fiquei quando você cuspiu no chão . Aymê- eu não tô nem ai pra você , e nem para o que você pensa. Cortei a merda do dedo, que começou a sangrar sem parar. Samurai- deixa eu ver. Ignorei ele, lavei o dedo na torneira peguei um pedaço de papel e fiquei apertando até parar de sangrar. Aymê- quando você vai embora? Samurai- vou ficar aqui, minha casa tem escada não dá para subir com o pé assim , tenho certeza que a dona Claudia não vai se incomodar. Quando eu penso que tá r**m , piora. Coloquei um pouco de comida no meu prato e fui comer na sala , bem longe dele. Samurai- eu tô aqui, quero comer também. Porque esse c*****o não pede uma marmita? não chama um desses capacho para servir de empregada pra ele, porquê não vai para outro lugar? Levantei,coloquei a comida pra ele , ele ainda ri esse filho da p**a! ainda foi se arrastando para sentar do meu lado no sofá, é o fim mesmo, comer do lado do Samurai, passei o dia inteiro aguentando a presença dele, eu sei que meu lugar no céu tá garantido depois disso. Samurai- um soldado vai trazer uma roupa para mim você recebe ai. a moto buzinou eu sai lá fora o nenem. Neném- e ai tú e o chefe? Aymê- dá um tempo neném. peguei a mochila com a roupa e entrei, fui no quarto levar a roupa. Samurai- tira essa bota aqui que vou tomar banho. Parece até castigo, só pode ser castigo uma merda dessa. Tirei a bota, o pé dele ainda tá bem inxado, peguei uma toalha minha e dei para ele e um sabonete novo, coloquei uma cadeira no banheiro e fui para a sala, minha mãe chegou. Claudia- oi filha. Aymê- oi mãe, bênção. Claudia- Deus te abençoe. Jeff tá tomando banho? Aymê- não mãe nem vi Jeff hoje. Claudia- ele foi para a feira também mas veio mais cedo, quem tá aí? Aymê- samurai, ele machucou o pé e acha que eu devo um favor e tenho que pagar sendo empregada dele. Ela riu. Claudia- cada um com suas contas pra pagar né? Aymê- não tem graça mãe, eu não gosto dele. Cláudia- já temos uma evolução de eu odeio ele mãe, para eu não gosto dele mãe , vou tomar banho quando ele sair do banheiro e vou pra igreja. Aymê- a não mãe vai me deixar aqui sozinha com ele? Cláudia- você ficou o dia todo, fica mais um pouquinho ele é uma boa pessoa. Aymê- vai mesmo para a igreja pedir pra Deus tirar essas coisas da sua cabeça, onde ja se viu defender bandido, achar bandido uma boa pessoa. Ela comeu e foi para o quarto dela, foi o tempo da realeza sair do banheiro, ele passou por mim só de toalha, quando ele virou fingi que tava dormindo. Deu nem tempo de fingir, ele gritou. Samurai - Aymê! Ai que raiva! Samurai- coloca aqui de novo. Passei o spray de novo e coloquei a bota, ele sem camisa é ainda mais bonito, cabelo molhado, cheiro de sabonete barato que combina com o carater dele. Samurai- o Lk vai trazer um lache , você pega lá pra mim. Hô cruz senhor Jesus, essa que eu tô carregando. A favela toda amanhã vai tá falando merda, vou entrar pra coleção de figurinhas dele na boca do povo, minha fama já deve tá boa depois do neném, vou ser a mais nova papa fuzil, ainda bem que nem de casa eu saio. O LK trouxe o lanche. Lk- huum ganhou o patrão ele não sai nem pra colocar a cara no sol, coitado tá vivo? Aymê- a nem LK , tô cansada depois seu chefe te explica. Lk- bate um cansaço mesmo. O samurai não tem a decência de falar que tá com o pé machucado. Voltei e entreguei o lanche. Samurai- pedi pra você também. Aymê- quero não. Sai e deixei ele sozinho, fui jantar e assistir um filme, fui no quarto pegar minhas coisas para tomar banho, tenho que dormir cedo para ir pra aula amanhã. Entrei ele tava mexendo no celular, peguei as coisas e sai, tomei banho vesti uma blusa folgada e um short de pijama, fiz um coque no cabelo , fui no quarto passar creme no corpo que eu esqueci de levar para o banheiro, passei nos braços, nas pernas e peguei ele me olhando fixo. Aymê- vou para o quarto da minha mãe. Ele não respondeu, a não mãe s*******m , trancou a porta, parece até que é contra mim, a cama do Jeff não cabe nós dois, e ele que deve chegar ainda, voltei para o meu quarto mais uma noite dormindo no chão, coloquei a colcha e o travesseiro apaguei a luz e deitei, eu posso imaginar o tanto que ele deve tá achando isso bom, tava quase pegando no sono. Samurai- Aymê?? Aí que merda, que raiva, aposto que é pra fazer alguma coisa pra ele. Samurai- Aymê? Aymê - Humm. Samurai- porque você me odeia? Aymê- eu preciso dormir, amanhã tenho aula cedo. Samurai- só responde o que eu fiz para você me odiar. Aymê- você existir já um motivo suficiente. Samurai- eu sei que se eu não tivesse nascido seria melhor, pra mim também. Se a intenção dele foi me comover funcionou. Aymê- eu não odeio você, eu odeio o que você faz. Samurai- más o neném fazendo não tem problemas já que você é amiga dele e até beijou. Vai lá dono do morro e de toda razão. Aymê- eu conheço o neném através da... esquece, foi ele que me beijou, eu fui com ele para fazer um favor. Samurai- más comigo é diferente você me trata m*l, me esculacha. Aymê- você é o pior de todos eles me deixa dormir. O sono tava batendo forte. Samurai- me dá uma chance de mostrar que eu sou muito mais que o dono do morro. Aymê- não samurai, eu não tô afim de ficar com você, meu foco é outro. Samurai- pode crê, e a chance de trocar uma idéia, uma amizade talvez. Aymê- se você não me matar, nem raspar meu cabelo, nem me xingar e me deixar dormir pode ser isso ai. Nossa tive que encurtar o assunto pra vê se consigo dormir, amanhã ele se vira pra alguém levar ele para o posto. No dia seguinte fui para a faculdade e deixei ele dormindo, na faculdade nem lembrei do meu carma, tomara que ele tenha ido embora, na faculdade a Rafa me evita, ainda pelo Nenem, minha situação com ela deve ter piorado com os boatos que deve tá rolando, eu não tô com cabeça para me explicar pra ela, a Isa não veio hoje, o professor Daniel passou na minha mesa e deixou um bilhete me chamando para almoçar eu sorri como resposta, não quero relacionamento sério más quem disse que tem que ser sério. Depois da aula saímos e fomos almoçar, ficamos e foi bom de novo, ele me deixou no ponto de ônibus e eu voltei para a favela, cheguei em casa e corri para a lixeira, esqueci de pegar meu portfólio , droga! Aymê- mãe!!! Cláudia- que foi Aymê? Ayme - cadê o lixo que tava aqui? Claudia- o lixeiro levou. Que merda eu fui fazer? Jogar meus desenhos no lixo por causa de alguém que não vale nem um deles. Entrei no meu quarto ele tava lá deitado na minha cama, com o pé engessado. Aymê- você tem a favela toda pra se hospedar , e vai ficar aqui me enchendo o saco? Eu só queria chorar, gritar, sozinha no meu quarto, minha amiga tá com raiva de mim, perdi todos os meus desenhos e ainda tem esse merda deitado na minha cama ocupando o meu espaço. Sentei no chão mesmo abracei os joelhos e comecei a chorar. ?samurai dando o troco é f**a! Vixi deu r**m pra Aymê que tem que cuidar do samurai a gente não sabe se shippa ou odeia.
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