Caixão

2446 Words
Samurai narrando- que p***a é essa que tá rolando comigo, nunca fui de sentir essas paradas, quando eu sentia alguma coisa a mais ,por alguma dona eu metia o pé e já era, nunca dei tempo pra deixar essas paradas acontecer comigo, já recebi uns fora também e nem por isso fiquei rastejando atrás de ninguém, essa dona vai me deixar louco, pensei que era só vontade de comer ela más não é só isso pô, parece questão de honra. Ela chegou chorando. Samurai- qual foi tá chorando porquê? só porque ta me pagando um favor? Aymê- meus desenhos eu joguei fora por sua culpa. Samurai- então sua raiva de mim não é tão grande já que considerou o que eu penso. Aymê- você é um i****a! Eu não ligo pra você. Samurai- acho que você liga mais do que gostaria já que jogou a pasta fora. Aymê- vai embora da minha casa, eu já fiz minha parte! Samurai- eu decido quando tá pago. Chamei a dona Claudia Samurai- dona Claudia! Cláudia- oi meu filho. Samurai- tô incomodando a senhora? Cláudia- não! Samurai- falei pra senhora que não posso ir pra casa por causa das escadas, a senhora quer que eu vá embora? Claudia- não Samurai, a casa é sua meu filho pode ficar o quanto precisar. Samurai- valeu dona Claudia! Ela saiu. Samurai- a dona da casa deixou eu ficar. Aymê- eu te odeio! Esquece aquela parada de amizade eu nunca vou ser nada sua, nada! Ela enxugou as lágrimas com raiva, jogou o caderno em cima da cama e saiu, eu não vou abaixar minha cabeça pra ela, ela é folgada e eu sou o dono do morro, que vontade de agarrar ela e beijar, e fazer coisas que só minha cabeça sabe, más as vezes da vontade de encher a cara dela de bala também. Um papel caiu do caderno dela quando ela jogou, eu abri pra ler "Morena do beijo doce, a mais linda que já vi, almoça comigo? " Quem é esse filho da p**a? Amassei o papel com raiva, senti um ódio que eu nunca tinha sentido antes, uma vontade de matar muito maior que todas as vezes que eu matei, o beijo que deveria ser meu, na morena que tem que ser minha. Ouvi a voz da minha irmã falando alto quase gritando. Aymê narrando- joguei o caderno na cama e fui falar com a minha mãe. Aymê- mãe tá feliz em me ver dormindo no chão? sendo empregada de bandido? Cláudia- Aymê ele te fez um favor mesmo você sendo grosseira e m*l educada com ele, não foi isso que eu te ensinei, eu gosto do Samurai não vou negar ajuda pra ele. Aymê- por medo? Cláudia- por gratidão, o que você deveria sentir também, más se você não é grata pode ter medo já que você que deve ele, igual o seu irmão deve. Ouvi a Rafaela gritando me chamando, sai lá fora. Aymê- que foi Rafaela? Rafaela- eu já sei o qual é a sua, interesseira de merda, quer alguém para tirar você dessa vida miserável que você vive, e não importa o que você tenha que fazer. Aymê- fala baixo. Rafaela- porquê? Não quer que a favela saiba que você é p**a, tá dando para o neném, para o professor da faculdade e agora para o imprestável do dono do morro. Eu não acredito no que eu estou ouvindo, a gritaria dela fez as pessoas sairem para olhar. Aymê- tá magoada e quer descontar em mim, más eu não quero brigar com você, espero que você tenha dito essas coisas sem pensar. Rafaela- você é pobre, cafona, veste as mesmas roupas quase todos os dias, acha que é linda, más não passa de uma pobre coitada que não tem o que comer, mora numa casa horrível . Eu olhei para ela, ela não falou nada que eu não saiba. Aymê- eu sou isso tudo ai que você falou, é verdade eu quase não tenho roupas, sou pobre, falta sim as vezes até a comida, más eu não tenho vergonha disso eu quero ser melhor que isso, eu sou melhor que isso, más não tenho vergonha da minha família pobre, e você respira elegância e dinheiro que não são seus! Agora vá pro inferno que eu tenho mais o que fazer, antes que eu diga pra geral realmente qual é o motivo do seu estresse . Ela me olhou balançou o cabelo rebolou e saiu. Quando entrei levei um susto quando vi o Samurai na porta. Samurai- qual é o motivo da raiva dela? Ela tá com raiva de mim, e tem a razão dela, mesmo que a nossa amizade tenha acabado a minha lealdade permanece. Aymê- inveja! Ela é invejosa. Eu engoli seco, minha mãe entrou atrás de mim. Claudia- você não pode deixar ela falar com você assim, que história é essa de neném e professor? Samurai- ela falou de mim também. Claudia- você e Aymê? Acho que ninguém nesse morro acreditou na sua irmã , vocês dois é o sol e a lua não podem aparecer juntos é impossível, dois fios desecapados se chocam quando se encostam, más esse neném e esse professor eu quero saber direitinho. Aymê- não tenho nada com o neném ele que me beijou na festa, e o professor estamos ficando más nada sério , você sabe que eu não quero nada com ninguém. Cláudia- cuidado Aymê, só toma cuidado minha filha, com amizade e com tudo. Deixei minha mãe na sala com o Samuray e fui para o meu quarto, deitei na minha cama , que saudades de ficar aqui sozinha, o cheiro do Samurai tá impregnado no meu travesseiro, é um cheiro bom diferente daqueles perfumes fortes masculino, o cheiro dele é suave, me peguei com o rosto no travesseiro sentindo o cheiro dele, até esqueci das ofensas da Rafa. Samurai narrando- até a dona Claudia desacredita de mim com a filha dela, eu sou tão merda assim? Samurai- dona Claudia a senhora disse que eu e a Aymê seria impossível juntos, porquê a senhora também não gosta de mim? Claudia- Samurai, você seria o genro dos sonhos, tem um coração bom, e sei que cuidaria da minha Aymê muito bem, o problema é ela Samurai, a Aymê é gananciosa, ambiciosa, ela odeia a favela e tudo que tem nela, odeia pessoas como você, do movimento, não cria nada aí no seu peito por ela não meu filho. Eu sou o Samurai dono dessa p***a de favela que a Aymê odeia, eu tenho tudo o que eu quero, com ela não vai ser diferente, eu nunca quiz tanto uma coisa como eu quero ela, ela virou minha obsessão, eu vou ter ela! Samurai- coração de bandido é de aço dona Claudia, sentimento não bate aqui não. Claudia- será Samurai? tenho que trabalhar, espero que vocês dois não se matem até eu voltar. Ela saiu, eu fui para o quarto puxando o pé, ela tá dormindo tão linda, os cachos ocupando parte do rosto, sentei na cama e tirei os cachos para ver o rosto dela, ela me trás uma paz apesar de ser a guerra travada aqui dentro de mim, porquê você não amolece e me deixa ser dono dessa boca, desse corpo e do coração . Caralho tô muito na dela mano, tô fissurado, vidrado na beleza dela. Ela acordou quando me mexi na cama. Aymê- quer deitar? Samurai- do seu lado. Aymê- que do meu lado o quê tá doidão? Eu vou levantar pra você deitar. Ela sentou na cama. Samurai- eu não mordo não . Aymê- faz coisa pior. Ela só me dar pedrada. Samurai- não pior do que eu seus desenhos. Aymê- i****a! Eu ri, ela fica ainda mais gata quando tá com raiva. Aymê narrando- ele não cansa de forçar uma barra né, não se enxerga que eu não vou ficar com ele nunca! Nunca! Nunquinha! Ouvi alguém me chamar, mais uma confusão hoje eu tô ferrada, sai lá fora o Lk com a Iasmim no colo. Lk- e ai Aymê! Trouxe ela , a Isa tá doente e com o Samurai fora da boca, eu tô na frente. Ela ficou estirando os bracinhos para mim. Aymê- vem amorzinho. Peguei ela, a bolsa. Lk- a Isa mandou trazer um celular pra você, pediu pra você ligar pra ela. Aymê- obrigada! O que ela tem Lk? Lk- mano ela tá deitada desde ontem, com dor de cabeça, já falei pra ir no médico más não quer, você conhece a Isa e como ela é teimosa, vou vazar qualquer coisa tô por aí. Falô. Ele deu um beijo na Iasmin e saiu de moto, entrei com ela, liguei o celular que ela mandou e liguei pra ela, a Iasmin saiu andando até o quarto. ?Aymê- oi amiga, o LK falou que você tá doente o que houve? Ela começou a chorar. ?Aymê- Isa o que foi? Me fala amiga. ?Isa- acho que tô grávida, de novo Aymê. ?Aymê- fica calma amiga, o LK vai ficar feliz ele ama você, não tem motivo para ficar assim. ?Isa- e eu amiga? Como fico com outro filho a Iasmin ainda é um bebê, vai atrapalhar a faculdade de novo, agora que eu tava saindo, curtindo , eu vou tirar não quero outro filho ?Aymê- não Isa, vamos conversar amiga, vem aqui em casa. ?Isa- não, agora que você tá namorando o Samurai eu não posso conversar com você perto dele. ?Aymê- eu não tô namorando o Samurai, tá doida? Eu não tenho nada com ele. ?Isa- não precisa esconder de mim, eu sou sua amiga. ?Aymê- você sabe que eu nunca ficaria com ele, muito menos namorar, nada a ver. ?Isa- é o assunto do morro! ?Aymê- é mentira! Más o assunto é você e não eu, se você não quer vir aqui de boa, más não vai fazer nenhuma besteira, eu vou dar um jeito de ir na sua casa. ?Isa- tá bom amiga, eu te amo tá. ?Aymê- eu também te amo, obrigada pelo celular, se quiser pode descontar do meu pagamento aos poucos. ?Isa- por nada amiga, é um presente meu não vou descontar nada. Desliguei o telefone e fui no quarto pegar a Iasmin, más ela tá dormindo no peito do samurai, os dois dormindo tão lindo, o Samurai precisa ir embora, eu vou acabar pirando, ele é absurdamente lindo, foca no caráter dele Aymê, lembra do que ele é capaz , você odeia esse homem, é eu odeio ele. Aproveitei para estudar, lembrei do professor ele sim é um homem de verdade, bonito, educado, gentil, não é um criminoso, e concerteza deve ser influente em vários lugares, fiquei deslumbrada com os comentários sobre os desfiles que ele frequenta, marcas famosas, países incríveis, estilistas mundialmente conhecidos, talvez ele seja o meu atalho para chegar onde eu quero, nada na vida é por acaso se ele se interessou por mim quem sou eu para bater a porta na cara da oportunidade, da condição para alguém como o Daniel é muito melhor de que considerar a idéia de corresponder o Samurai. Me perdi nos estudos imaginando uma vida diferente, ai eu nunca mais vou ouvir coisas como as que a Rafaela me disse, nao ter vergonha da minha situação não quer dizer que eu tô feliz com ela, ao contrário eu detesto cada resquício dessa vida pobre que eu levo. Meus pensamentos são interrompidos pelo samurai, que saco! Samurai- Aymê! Entrei no quarto. Aymê- acordou amor! Samurai- acordei amor! Aymê- desce daí , o dia que eu chamar você de amor pode me internar que eu fiquei louca. Peguei a Iasmin no colo. Samurai- louca por mim! Eu ri, ele realmente não cansa de me perturbar. Aymê- Samurai porquê você não fica na casa da sua mãe? Samurai- porquê sua ex amiga mora lá. Más relaxa amanhã eu saio fora. Respirei aliviada, até suspirei, minha cama de volta, minha paz de volta, não consegui esconder a satisfação. Aymê- meu favor vai tá pago? Samurai- quitada! Aymê- Iasmin você ouviu isso? Eu não vou precisar mais ter contato com ele. Samurai- só se você quiser! Fora de cogitação meu plano é outro. Levei a Iasmin para lanchar, até fiz um lanche e levei pra ele. Ele passou a tarde no quarto enquanto eu assisti desenho com a Iasmin , a noite fiz janta arrumei a cozinha, o LK veio buscar a Iasmin, tomei banho assisti a novela e fui deitar no chão pela última vez. Samuray- Aymê, faz um desenho pra mim, uma roupa pra mim. Aymê- não, você disse que eu desenho m*l. Samuray- é uma ordem!vai se adianta! Ele falou com raiva. Levantei ascendi a luz peguei um lápis e uma folha de papel e comecei a desenhar, entreguei a folha pra ele, que fechou a cara de um jeito que deu medo. Aymê- que foi? Um caixão é a roupa que caberia muito bem em você. Samurai- é assim que você deseja me ver? Morto ? A expressão dele mudou para decepção, ele ficou olhando o desenho por alguns minutos e fez eu me sentir m*l, muito m*l, o olhar dele me deixou tão arrependida. Samurai- você se acha melhor que eu, mais certa que eu? Más eu nunca desejei a morte de alguém que nunca me fez nada. Aymê- desculpa! Foi uma brincadeira sem graça eu vou fazer um desenho pra você. Samurai- não precisa Aymê, relaxa pode dormir. Eu senti tanta vontade de abraçar ele, sentei na cama e peguei o desenho da mão dele, amassei e joguei fora. Aymê- eu não desejo a sua morte! Ele ficou me olhando fomos chegando perto um do outro como se uma força tivesse me puxando pra ele, quando achei que meus lábios tocariam os dele. Samurai- não! Vai dormir que amanhã você não precisa mais cruzar meu caminho. As palavras dele me deram um choque de realidade, eu apaguei a luz e deitei, me sentindo pior do que ele, e mesmo sabendo que ele tá afim de mim eu ia beijar ele só para apagar o que eu acabei de fazer, más não foi isso, eu ia beijar ele porquê eu me senti puxada por ele, estou me sentindo estranha, triste, rejeitada, ele não correspondeu encheu o meu saco e simplesmente me negou. ?eita que esses dois, trovão e relâmpago é barulho e faísca pra todo lado. Rafela é uma peste, trai mais não gosta de ser traída, Isa grávida querendo abortar! Aymê querendo usar o professor para conseguir o que quer. Deu mole Aymê de novo, e tá começando a balançar pro bandido? Ou nada balança a ganância e a prepotência dela?
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