Samurai narrando- s*******m esse desenho véi , a dona me quer morto que p***a é essa? eu nunca fiz p***a nenhuma de m*l pra ela, e ai ainda vem querer me dar um beijo de misericórdia, vai se f***r, ficou arrependida da merda que fez e quer apagar o que fez com um beijo, me senti tentado não vou mentir, deu vontade de beijar ela , más eu tenho minha dignidade parceiro, e já deu essa p***a de ficar correndo atrás dessa dona, tem muita mulher pra me fazer esquecer ela, essa parada de sentimento é nova pra mim, e do mesmo jeito que surgiu do nada, vai sair de mim do nada, nem que eu precise arrancar.
Acordei com o sol queimando, deve tá uns quarenta graus lá fora, olhei em volta ela ainda tava deitada toda enrolada no chão, dormindo, vou ligar o neném e o LK pra me levar pra casa, durmo no sofá sei lá , me viro , só não dá mais para ficar perto da Aymê, olhei o celular, descarregado, p***a!
Samurai- Aymê??
Ela nem mexeu.
Samurai- Aymê.
Chamei mais alto.
Aymê- Oi.
Samurai- não vai pra faculdade?
Aymê- não
Samurai- coloca meu celular para carregar que eu vou ligar para o LK.
Ela levantou com dificuldade, a mão na barriga, pegou o celular , colocou no carregador, ela parece que tá passando m*l, tá mole, voltou a deitar no chão e se cobriu com um calor desse.
Samurai- Aymê o que foi?
Aymê- nada, só cólica .
Só cólica e fica desse jeito , não sei porquê tô preocupado com ela.
Samurai- quer um remédio?
Aymê- não precisa daqui a pouco passa.
Fui arrastando o pé até o banheiro, não vejo a hora de voltar pra função, esse pé engessado é maior canseira, essa p***a coça, não me deixa fazer nada, acho que vou tirar essa merda antes do tempo, sentei no sofá , fiquei esperando meu celular carregar.
Jeff- e ai Samurai.
Samurai- e ai moleque, tá de boa?
Jeff- de boa, to fazendo tudo certinho.
Samurai- é isso ai, tem que andar pela ordem.
Jeff- vou fazer um café pra nós, minha coroa saiu cedo pra trampar.
Samurai- se liga moleque, tua irmã fica m*l assim com cólica?
Jeff- fica pô, fica malzona mesmo, até desmaia as vezes , ela sente muita dor.
Samurai- c*****o e já foi no médico ver essas paradas?
Jeff- não sei pô, deve ter ido, más é melhor deixar ela lá no canto dela , ela não consegue fazer nada quando tá assim.
Que fita, a dona com cólica tem esse sofrimento todo.
Samurai- soh! faz o café ai e vai lá no chicão comprar uns pão , umas paradas que tiver precisando ai e manda ele anotar lá que o LK vai pagar, passa na farmácia e traz um remédio pra tua irmã também.
Jeff-de boa.
Aymê narrando- Todo mês eu passo pelo vale da escuridão, eu tenho cólicas fortes , insuportáveis que parecem que vão me matar, dói muito, eu não consigo pensar de tanta dor, me dá frio, cala frio, calor, vontade de morrer, eu fui no médico com a minha mãe , eu tenho endometriose , sinto muita dor e ainda corro o risco de não poder ter filhos, eu nunca tinha pensado em filhos más quando escutei do médico dizer que eu teria dificuldade para engravidar ou que talvez nem engravide me causou tristeza, o tratamento para as dores é tomar continuamente anticoncepcional, más estava sem dinheiro para comprar, e também eles me faz muito m*l, eu vou ficar aqui deitada quietinha até passar.
O samurai vem arrastando o pé.
Samurai- aqui o remédio.
eu não estou em condições de recusar ajuda, a dor é muito forte, eu sentei com dificuldade.
Samurai- pode deitar na sua cama, eu vou voltar para casa.
Aymê- quando eu tô assim eu prefiro ficar com a barriga no chão.
Ele me deu o remédio eu tomei com água ele ia saindo, eu chamei.
Aymê- Samurai
ele virou pra mim.
Aymê- Obrigada e me desculpa de novo por ontem.
Samurai- tá de boa.
Ele saiu eu voltei a deitar, a dor passou depois de um tempo, más ela volta é sempre assim, tomei banho , o Samurai estava no celular com alguém, tenho que ir na Isa antes que ela faça alguma coisa errada, quando sai do quarto o Samurai ficou me olhando, más não falou nada.
Aymê- eu vou na Isa ela tá doente eu preciso ver ela.
Samurai- tu não me deve satisfação não pô, eu falei que tá pago , tá pago!
Eu sai sem responder ele, fui subindo o morro com dificuldade, tá muito quente, as pessoas me olham como se eu fosse a atração do morro, conversam entre si, riem, eu finjo não vê, não me importo com o que elas pensam de mim, o que importa é que um dia eu vou embora daqui e não vou precisar mais passar por isso.
Cheguei na casa da Isa , um soldado abriu o portão e eu entrei, o LK tá na varanda com a Iasmim no colo tentando colocar ela para dormir, ela toda animada não vai dormir nem tão cedo, ela estirou o bracinho pra mim.
LK- pega ela um pouquinho Aymê, meu braço já tá doendo e eu tenho que ir buscar o Samurai.
Então ele vai embora mesmo. Peguei a Iasmim e ele saiu, entrei com a Iasmim ,a Isa tava jogada no sofá, com a cara inchada , olheira, toda descabelada.
Aymê- amiga o que aconteceu com você?
ela sentou e já começou a chorar.
Isa- o LK saiu?
Aymê- anran, foi buscar o Samurai.
Isa- eu não quero esse filho eu já decidi , eu vou tirar.
Aymê- você não pode fazer isso, é uma vida, é um filho seu igual a Iasmim.
Isa- não é uma criança ainda, é só um pedaço de carne amiga, não é igual a Iasmim.
Aymê- pensa direito Isa, você tem certeza que tá gravida?
Isa- tenho, eu fiz um teste de farmácia.
Aymê- poxa amiga, não faz isso não, tem tantas mulheres que não podem ser mãe e você pode e quer matar?
Isa- eu não tenho culpa por elas não conseguirem engravidar, amiga eu não sou uma pessoa má eu só não quero outro filho.
Aymê- e porquê não tomou remédio, não evitou?
Isa- o Lk goza fora, eu não sei o que aconteceu.
Aymê- você é da área da Saúde, até eu sei que isso não funciona.
Isa- amiga não me julga, eu não quero outro filho.
Aymê- eu não posso te julgar, más eu posso te fazer pensar melhor e mudar de ideia.
Isa- eu já tomei minha decisão.
Aymê- sem falar com o LK?
Isa- ele não pode saber, isso vai ser um segredo nosso, ele nunca vai saber disso amiga, me promete.
Eu fiquei tão triste por esse bebê, pela Iasmim e pelo LK.
Aymê- Isa eu não vou contar , más pensa direto.
Isa- eu já comprei o remédio com um cara da faculdade , vai ser amanhã na faculdade mesmo, você vai amanhã né?
Aymê- eu vou, e se não der certo? e se esse bebê nascer com problemas de saúde? e se acontecer alguma coisa com você?
Isa- não vai acontecer nada, eu juro que não faço mais isso, eu vou colocar o DIU.
Aymê- não é um erro que você jura não fazer mais, é uma vida Isa é seu filho.
Isa- que eu não quero ter.
Eu senti vontade de vomitar, a dor estava voltando e minhas costas tá incomodando muito. Não parece a mesma Isa certinha, cheia de vontade de transformar tudo em coisas boas, que ama tanto a Iasmim e o LK que parecia incapaz de magoar alguém e vai fazer uma coisa tão r**m.
Isa-não me olha assim Aymê, é melhor tirar do que eu rejeitar essa criança .
Apesar da dor já está insuportável, eu cuidei da Iasmim , dei banho e coloquei ela para dormir.
Aymê- levanta desse sofá Isa, vai tomar um banho, pensar direito.
Isa- você não me escutou né? eu não tenho mais o que pensar eu já me decidi.
Ela levantou foi tomar banho e voltou outra Isa, arrumada e sorridente, acho que deve ter mudado de ideia.
Isa- me conta ai você e o neném, depois você e o Daniel e agora o Samurai?
Ela puxou assunto como se o assunto que me trouxe aqui não fosse importante.
Aymê- o neném me beijou para atingir alguém, não tem nada a ver, o Daniel estamos conversando, e o Samurai machucou o pé e como eu devia um favor para ele , lá do assalto que ele recuperou minhas coisas eu tive que cuidar dele, más eu e o Samurai nunca tivemos e nunca vamos ter nada .
Isa- nossa que raiva é essa que você tem do Samurai?
Aymê- eu não gosto de bandido e pronto.
Isa- não é só isso Aymê, você não trata o LK m*l, nem o neném e nenhum outro do movimento, só o Samurai, porquê?
Aymê- porquê ele fica no meu pé me perturbando, achando que um dia eu vou ter alguma coisa com ele, não se enxerga.
Isa- eu acho que você tá afim dele e fica criando desculpas, de mimimi que é bandido, tu nasceu aqui foi criada no meio do movimento , eu que vim pra cá depois nem tenho essas coisas que tu tem na cabeça.
Aymê- você é apaixonada pelo LK, eu não, eu odeio o Samurai.
Isa- eu acho que você gosta dele, e fica se escondendo atrás dessa marra, tem medo de gostar ainda mais e ele fazer como faz como faz com todas, come e depois esquece.
Aymê- nada a ver Isa, eu não quero nada que venha desse lugar.
Isa- eu sou desse lugar, sua família, até você é desse lugar, você tem que parar de colocar a culpa das coisas ruins da sua vida na favela, quer sair daqui ,ótimo! é um sonho seu, más foi aqui que você passou parte da sua vida, que conheceu sua melhor amiga, que teve momentos com seu pai e aqui que mora o homem que você ama!
Aymê- do nada essa conversa mudou pra mim, aqui não tem homem que eu amo Isa, eu vou apelar com você.
Isa- tá parei, más pensa na primeira parte da conversa Aymê, imagina você realizando seu sonho evalorizando o lugar de onde você veio.
Aymê- eu tenho que ir embora amiga, estou com muita cólica.
Isa- eu vou pegar um remédio pra você, fica aqui comigo eu não quero ficar sozinha.
Ela pegou o remédio e voltou, tomei , eu deitei no colo dela, ela ficou enrolando meus cachos nos dedos.
Isa- Aymê você é minha melhor amiga, eu confio em você mais do que confio em mim, o que eu vou fazer amanhã não pode abalar nossa amizade.
Aymê- eu também confio em você.
Isa- Eu gosto muito da Rafaela, más não confio nela como confio em você.
A Rafaela com certeza diria para ela não confiar já que viu o neném me beijando. Passamos o dia todo conversando , quando o LK chegou eu fui embora.
Fui pensando no que a Isa me falou , que eu realizar meu sonho não significa esquecer de onde eu vim como se fosse possível esquecer .
Cheguei em casa , o silêncio tinha tomado conta, sentei no sofá e liguei a TV, mexi no celular, fiquei esperando a voz dele vindo quarto me chamar, más não aconteceu, entrei no quarto e as coisas dele já não estam mais aqui, a cama está arrumada, eu respirei aliviada, deitei na minha cama que eu vou poder dormir em paz hoje, olhei um papel amassado em baixo da cama, eu abri é o bilhete do professor, o Samurai amassou o bilhete, ficou com ciúmes, que se exploda.
No dia dia seguinte eu fui para a faculdade, ainda com cólica más agora está mais suportável, eu não posso faltar aula, sentei no pátio para esperar a Isa, não consigo parar de pensar nela , tomara que ela tenha mudado de ideia.
O Daniel sentou do meu lado, disfarçou.
Daniel- Oi! tudo bem ? senti sua falta ontem.
Aymê- Oi, estou bem, ontem não estava bem, por isso não vim, e você como está?
Daniel- ficando louco.
Aymê- sério? muito trabalho?
Daniel- não, você! eu não consigo parar de pensar em você.
Aymê- você deve falar isso pra todas.
Daniel- você é a única capaz de roubar meus pensamentos.
Que cantada barata professor, poderia ter sido melhor, ainda mais vindo de alguém como você.
Aymê- assim eu fico sem graça.
Daniel- eu trouxe um presente, estou andando com ele na mão desde ontem esperando por você.
Ele me deu uma caixa, eu abri , tem uma pulseira dourada com pedras.
Aymê- é linda professor, más eu não posso aceitar.
Daniel- não me chama de professor, me chama de Daniel, eu achei a sua cara é um presente, aceita é com boa intenção.
Aymê- obrigada! eu beijaria você más aqui não posso.
Daniel- hoje não podemos nos ver , eu tenho uma reunião com o reitor, más tem um desfile em São Paulo esse fim de semana você que ir comigo?
Aymê- um final de semana inteiro? sabe é que ...
Daniel- é um desfile importante, e vamos poder ficar juntos e aproveitar .
È a minha chance de assistir um desfile de verdade, más não tenho como ir sem dinheiro, tenho que ver com a Isa se ela vai precisar que eu fique com a Iasmim.
Aymê- eu não posso ir.
Daniel- eu vou comprar sua passagem e reservar seu quarto no hotel, eu não quero que você vá achando que será obrigada a ficar comigo, quero só a companhia da minha melhor e mais linda aluna.
Eu ri.
Daniel- o seu sorriso precisa virar moda!
Ele levantou e ficou me olhando, fiquei olhando a pulseira é muito linda.
Isa- huuum quem te deu esse presente carissimo e lindo?
Aymê- o Daniel.
Isa- amiga ele é lindo, tão educado , más não combina com você.
Aymê- porquê eu sou pobre?
Isa- nada a ver, porquê você é demais pra ele.
Aymê- ele é demais pra mim, e sou só um passa tempo pra ele, quantas mulheres lindas devem morrer por ele.
Isa- ele tá apaixonado por você amiga , deu pra ver o sorrisinho bobo que ele deu quando passou por mim.
Aymê- não sei eu não quero me envolver, e você desistiu daquilo?
Isa- não, eu me decidi, os comprimidos estão aqui, vou tomar um agora e o outro tenho que colocar na v****a.
Ela segurou minha mão.
Aymê- por favor amiga não faz isso.
Ela colocou o comprimido na boca e engoliu com água, eu comecei a tremer, fiquei nervosa enquanto ela parece calma e segura do que ta fazendo.
Isa- agora vamos no banheiro.
Ela entrou no box do banheiro enquanto eu seguro a mochila dela, eu me sinto tão m*l parece que eu que tô fazendo isso, lembrei que talvez eu não possa ser mãe ela pode, e tá matando.
Isa- pronto acabei, vou para a minha sala e você vai pra sua, qualquer coisa eu te mando mensagem.
Ela me abraçou, eu fui pra minha sala, pensando em como ela fez tudo tão rápido , sem pensar, sem sentir nada com isso, sem remorso, sem fraquejar, ela foi fria. A aula acabou e ela me mandou mensagem dizendo que não está sentindo nada, que não ia poder me dar carona hoje porquê vai almoçar com a mãe dela.
Fui para o ponto de ônibus, o sol rachando, ainda com cólica, o ônibus não para de tão cheio, passa direto , tenho que esperar mais tempo, com fome , más é assim quase sempre, já estou acostumada, peguei o próximo que passou, meu celular vibrando sem parar, não tenho como levantar o pé com o ônibus cheio que dirá atender celular.
A próxima saga, subir o morro nesse calor infernal, passei da entrada fiz um coque no cabelo que mais parece um edredom nos meu ombros, e nas minhas costas, a mochila quase não tem nada , más na subida ela pesa uma tonelada, que inferno! minha sandália quebrou, meu Deus hoje não era um dia para eu sair de casa, com raiva joguei a sandália fora e subi descalço, os pés dando bolhas do tanto que o chão tá quente, eu chorei de raiva, de dor, de ódio por eu ser eu!
Entrei em casa com os pés latejando, suada, a roupa grudando no corpo , tirei a blusa e joguei longe fiquei só de sutiã, me joguei no sofá chorando, levei um susto quando o Samurai entrou, tentei me cobrir, fiquei procurando a blusa más não deu tempo.
Samurai- Isso aqui é seu.
Ele ficou me olhando, passou o olhar pelo piercing no umbigo subiu pelos meus s***s até o meu rosto.
Aymê- que merda! você me fez chorar achando que eu tinha jogado meus desenhos fora, você é um i****a.
Falei chorando, eu já tive um dia péssimo e ele vem fazer isso, cheguei perto dele e puxei a pasta ele me encostou na parede chegou bem perto de mim , dá para sentir ele respirar, o calor do corpo dele.
Samurai- acho que você tem que me agradecer se não fosse eu isso ai ainda tava no lixo.
Aymê- se não fosse você eu não tinha jogado fora.
falamos bem perto um do outro.
Samurai- você é folgada.
Aymê- idiota
Samurai- chata
Aymê- imbecil
Samurai- chorona!
Ai que abriu as torneiras e eu chorei mesmo.
Aymê- sou! sou chorona mesmo, agora vai embora seu bandidinho de merda!
Ele chegou mais perto ainda de mim, segurou meu queixo, ficou olhando para a minha boca.
Samurai- sem talento!
que ódio empurrei ele.
Aymê- não enche Samurai, eu não tive um dia bom , meus pés estão queimados, eu fui cumplice de um erro, eu tô com cólica, tô com fome.
Eu tô desabafando com ele porquê mesmo?
Samurai- e eu com isso?
Aymê- é verdade você não tem nada a ver com isso, vai embora.
Ele ia saindo.
Aymê- Samurai.
Ele me olhou.
Samurai- de nada.
Aymê- porquê você tirou o gesso? seu pé ta inchado.
Samurai- porque eu quiz o pé é meu.
Aymê- vai se ferrar!
ele saiu e voltei para o sofá , fui olhar os desenhos da pasta, ainda estão todos aqui ainda bem. Ele me chamou de sem talento, eu quero que ele vá pro inferno!
?Tadinha né gente como a gente sofre com cólicas, com falta de dinheiro, ônibus lotado. A Isa eim tomou o remédio para abortar, o professor ta afim da nossa Aymê, quer levar ela para o desfile, ela vai? Essa guerra entre Samurai e Aymê ta boa de ver kkkk