Capítulo 04 - Emily

1335 Words
Emily narrando... Eu sempre fui na minha, sempre corri atrás do meu junto com a minha mãe, bom, sempre foi eu e ela contra tudo... Perdemos o meu pai, quando eu tinha 4 anos de idade, lembro até hoje, a dor que eu e a minha mãe sentimos, ela demorou tanto para superar, mas sempre se fez forte por mim e pelo Cachorro, sim, o mesmo veio parar aqui no morro, e a minha mãe acolheu o mesmo, sempre o ajudou como pode, assim como a avó do Pit... elas sempre deram comida, sempre deixaram ele tomar banho e ele acabava dormindo às vezes aqui e às vezes lá. É por isso que ele tem uma amizade linda com o Pit, ambos são como irmãos, e eu e ele, bom, a gente sempre se deu muito bem, eu sempre o admirei, a força dele, o bem que ele sempre procurou fazer para todos e ele é tão lindo, mas não vale nada! Eu e ele já ficamos algumas vezes, e é lógico que a minha mãe sabe, eu conto tudo para ela, mas eu decidi colocar um ponto final, quando soube que ele estava se envolvendo com outra garota aqui do Morro... Por mais que nós dois nunca tenhamos tido nada sério, eu sempre demonstrei que gostava dele e ele demonstrava isso também, mas acho que eu estava errada! Eu me afastei e eu sinto muito esse afastamento, mas não quero ficar me machucando com ilusões, ele não demonstra que quer algo sério, então é melhor cada um seguir o seu caminho... Bom, eu sempre amei o mesmo, todos os vapores sempre deram ideia em mim, mas o único que sempre fez o meu coração acelerar, foi o Cachorro... Ele é um homem incrível, dedicado e apesar de tudo, eu sempre vou admirar o que ele faz para a comunidade com o Pit, mas é lógico que ele não precisa saber disso... Quando eles saíram de casa, eu e a minha mãe ainda estávamos um pouco abalada, essa história de estru.po, e tudo o que o Pit vivenciou, mexe muito com a gente, ele também é um cara incrível... Sofia chegou e ela queria entender o que estava acontecendo, e quando o Pit me confirmou, foi onde eu decidi abrir o jogo com ela, já que isso é da vida pessoal dele, apesar de ela saber de tudo, ambos não estão em um bom momento, porque o que esses homens tem de bom coração, de gostosos e outras qualidades, eles tem de putifero também, não conseguem manter o p.au dentro das calças e querem ter todas para eles. Sofia: O que está acontecendo, amiga? — ela pergunta e nós nos sentamos no sofá. Emily: O Ganso está passando pano para estrup.o, amiga, ontem o Cachorro descobriu. Sofia: Deus, como o Pietro está? Ele deve estar abalado demais com isso tudo. — ela fala já com os olhos marejados. Emily: Sim, esse assunto é delicado demais para ele, né. — falo e ela confirma. Passamos o resto da tarde ali em casa, fizemos bolo e mais algumas besteiras e sessões filmes, mas era notório que a Sofi estava inquieta e mexida, ela gosta muito do Pit, me arrisco a dizer que ela ama o mesmo, mas tudo o que rolou entre os dois, deixa ela abalada demais... Por mais que eu e a minha mãe tenhamos se esforçado, para distrair ela, não adiantou muito... Estava escurecendo quando ela disse que ia para casa e se despediu de nós duas... Célia: Será que ela vai ficar bem? — a minha mãe pergunta e eu dou de ombros. Emily: Espero que sim, ela se preocupa muito com o Pit, é tão r**m ver isso, sabe, eles se amam, não sei porque não ficam juntos. — digo e a minha mãe começa a rir. — O que foi mulher? Célia: Olha quem falando sobre amar e não ficar junto, você não é exemplo, minha filha! — ela fala e eu olho desacreditada. — Não adianta me olhar com essa carinha, minha menina, você sabe que tenho razão. Emily: Você tem que entender o meu lado, mamãe. Célia: Vocês jovens gostam de complicar tudo, essa é a verdade. — ela fala fazendo careta. — O Rafael deve estar chegando por aí, daqui a pouco. Emily: O que ele vai fazer aqui? — pergunto e a mesma da de ombros. Célia: Sabe que ele está em casa, né minha filha. — ela diz e eu confirmo. — Ele disse que iria trazer pizza para jantarmos. Ela fecha a boca e batem na porta, ela me olha, como se falasse para mim ir abrir a mesma e eu reviro os olhos indo em direção a porta, o mesmo dá um sorriso, esse bendito sorriso que acaba comigo e eu dou passagem para ele entrar. Voltamos para a sala e a minha mãe estava procurando um filme, acabou que ela optou por filme de terror, o cheiro da pizza estava uma delícia e eu não sabia que estava com tanta fome até sentir esse cheiro. Cachorro: Peguei de quatro queijos que sei que tu ama. — ele fala com um sorriso no rosto me olhando e eu engulo seco sorrindo e confirmo. Começamos a comer pizza e assistir ao filme, que acabou se tornando mais engraçado do que assustador, o filme já estava quase acabando quando bateram na porta e o Cachorro levantou indo até a mesma, eu e a minha mãe nos olhamos sem entender, mas logo ele voltou com três copão de açaí, abri um sorriso e ele alcançou o da minha mãe e o meu e quando eu vi que ele não esqueceu nada do que eu gosto, acabei sorrindo que nem uma b***a. Colocamos outro filme para assistir, mas eu acabei dormindo antes mesmo de acabarmos esse... Acordei na manhã seguinte e senti braços rodeando a minha cintura, quando abri os olhos, deparei-me com o Rafael, arregalei os olhos e respirei fundo, acabamos dormindo aqui no sofá, olhei e não enxerguei a minha mãe, Deus, como que eu vou levantar sem acordar ele... Fechei os olhos de novo e fiquei ali, sentindo os seus braços em mim, a saudade apertou muito, eu sou completamente apaixonada por esse homem, é uma pena que ele não vale nada. Abri os olhos de novo e dessa vez me assustei, ele estava me observando. Emily: Eu preciso levantar. — digo e ele confirma, mas não se move. Cachorro: Porque você mudou comigo? — ele pergunta me olhando firme nos olhos. Emily: Não mudei com você, só paramos de ficar. — digo e ele n**a. — deixa eu passar. Falo me levantando, mas o mesmo me puxa com tudo e me beija, um beijo que me derrete toda, eu até tento não retribuir, mas é impossível, a sua mão vai até a minha cintura e a outra fica no meu rosto, acabo passando a minha mão pelo seu pescoço, levando até o seu cabelo, o nosso beijo ganha intensidade, mas logo eu volto a raciocinar sobre não me machucar, então eu afasto e dou um pulo do sofá, indo em direção ao meu quarto, no caminho passo pela minha mãe que me olha um pouco assustada. Célia: Filha, aconteceu alguma coisa? — ela pergunta e eu n**o indo direto para o quarto. Entro no banheiro e vou direto para o banho, o meu coração está acelerado, assim como a minha respiração está descompensada, eu amo esse desgraça.do, mas eu não quero sofrer, eu não quero me iludir e no fim das contas, ser o que sempre foi, apenas um lance... Afasto esses pensamentos e termino o meu banho, faço a minha higiene e me visto, quando volto para a cozinha, o mesmo já não se encontra presente. Célia: Senta para tomar café, o Rafael não quis ficar para o café, ele disse que já estava um pouco atrasado para o plantão. — ela fala e eu apenas confirmo, tentando não pensar no nosso beijo.
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