Pit narrando...
Esse morro, era para ser o meu ponto de paz, tá ligado, mas de uns tempos para cá, ele se tornou o meu maior pesadelo, na realidade não foi ele e sim o Dono e o Sub, p.orra! Eles não se importam com nada, a comunidade e os moradores precisando de um auxílio, e a preocupação de ambos é só lucrar, gastar e comer p.uta! Jacarezinho já não é mais o mesmo a muito tempo, e piorou tudo depois que eu perdi a minha avó e a minha irmã... Sim, hoje eu sou sozinho, sem família alguma, o que me mantém firme e acreditando no melhor é o Cachorro...
Ele tá sempre comigo, bom, também não posso descartar a Emily e a Tia Célia e a enviada do dia.bo, Sofia, apesar de ela não estar me dando condição alguma, eu gosto muito dela... Me mantenho firme por eles
Deixem eu me apresentar, sou o Pietro, mais conhecido como Pit, sou nascido e criado aqui no Jacarezinho, a minha mãe morreu no parto da Melissa, já o meu pai, eu nunca soube quem era, mas tinha o pai da Melissa, que não fazia diferença nenhuma de nós... Quando a Mel completou dois anos, o mesmo se matou, ele entrou em depressão depois da perda de nossa mãe, ele disse que tentou ser forte por mim e pela Mel, mas que infelizmente não aguentava mais essa vida.
Foi um choque, eu senti muito com a perda dos dois, mas não pude parar, então comecei a ajudar a minha avó, que na realidade é só avó da Mel, mas também sempre me tratou como o seu neto... Infelizmente, a mesma morreu de bala perdida em um dos confrontos que tivemos aqui...
Eu já não aguentava mais perder às pessoas que eu amava, mas o pior de tudo mesmo, foi quando eu não achei a Mel em lugar nenhum, eu já tinha iniciado a minha vida como vapor, já estava cerca de 6 meses nesse corre, até porque eu precisava me virar por mim e pela minha princesa, a mesma estudava, mas me fortalecia demais, eu chegava a casa estava sempre arrumada e a comida pronta...
No dia que eu cheguei e percebi que a casa não estava arrumada e ela não estava ali, eu senti uma parada tão r**m, eu sabia que tinha alguma merda acontecendo, eu fui atrás do Rafa, na época a gente morava mais abaixo do que moramos hoje, eu pedi a ajuda dele, sempre nos demos muito bem e ele se dispôs a me ajudar, começamos a revirar o morro e eu já estava ficando desesperado, nada dela aparecer, até que o meu celular tocou, e era o Rafa, ele disse que tinha encontrado a mesma, eu suspirei aliviado, mas quando ele disse às próximas palavras, o meu mundo desabou, ele falou que não era certo eu ver o estado dela e ali eu já tinha entendido que eu tinha perdido mais uma pessoa que eu amava.
Eu não liguei, saí correndo atrás, e quando o mesmo estava saindo de um beco, eu entrei com tudo, o mesmo tentou me segurar, mas foi em vão, quando me aproximei do final do beco, o meu coração doeu tanto, a minha irmã, estava pelada e toda machucada, ela tinha sido violada e estrangulada até a morte, eu comecei a me tremer, a minha respiração estava descompensada, o Cachorro começou a me puxar dali e disse que cuidaria disso, que eu não precisava me preocupar, que era para mim ir para casa tomar banho, mas eu não queria, eu não podia, a minha irmãzinha, estava ali, jogada e eu não podia fazer nada.
Bom, eu sempre jurei que iria vingar ela, foi anos tentando descobrir quem tinha feito aquilo com ela e com muita fé, eu achei o desgraçado, eu furei ele todinho na bala em uma das invasões e disse que foi os contra, eu queria ter feito mais, torturado ele todinho, mas só de saber que ele já não anda nessa terra, para mim está ótimo, bom estava, até o Cachorro me falar sobre o que anda acontecendo e o fato do Ganso estar passando pano, tudo me leva a crer, que aquele tempo todo ele sabia quem tinha feito aquilo com a minha irmã e o meu ódio por ele só aumenta.
Célia: Que Deus tenha piedade de nós e nos ajude a nos livrar desses dois logo. — ela fala e a Emily vem até mim e me abraça.
Emily: Sei que não deve ser fácil para você, esse assunto é muito delicado, principalmente depois de tudo o que você passou, estou aqui para o que precisar.
Pit: Obrigado, Emi, mas isso não vai ficar assim, logo vamos descobrir quem são os vapores que estão andando no erro e vamos acabar com eles, assim como eu fiz com aquele verme.
Cachorro: Vou te ajudar em tudo, tu sabes, somos nós contra tudo e todos. — ele fala me abraçando de lado.
Cachorro se tornou a minha família, ele é o meu irmão e com ele do meu lado, enfrento o que tiver que enfrentar, foi graças a ele que estou aqui hoje, já que eu quase me entreguei para a depressão... Sentamos na mesa e começamos a comer enquanto conversávamos sobre tudo o que vem acontecendo! Bom, sobre o Cachorro e a Emily, não tem o que fazer, só rir, e é isso que eu e a Tia Célia fazemos...
Sofia: Emiii. — escutamos gritar do lado de fora e eu conheço muito bem essa voz, dou um pulo da cadeira e o Cachorro já começa a rir.
Emily: Não começa, Pit, para que ir estressar a guria, cara! — ela fala bolada e eu abro a porta dando de cara com uma Sofia sorridente, mas assim que a mesma me vê, ela já fecha a cara.
Sofia: A Emily tá em casa? — ela pergunta cruzando os braços.
Emily: Tô sim amiga, entra! — ela fala aparecendo e a mesma me olha fazendo careta e vai passar, porém eu barro ela.
Sofia: Saí da minha frente agora, Pietro! — ela fala bolada e eu sorrio.
Pit: Você fica ainda mais gata boladona, e amo quando fala o meu nome.
Sofia: Deixa de ser i****a. — ela diz passando por mim e eu analiso ela dos pés a cabeça.
Sofia é linda, p.orra! A gente ficava, mas nunca tivemos nada sério, e de um tempo para cá, ela simplesmente mudou comigo, e toda vez que nós dois nos vemos é briga na certa, eu gosto de provocar ela e ela às vezes até tenta me matar, mas nada que eu não aguente...
Cachorro: Bora lá, obrigada Tia Célia, a comida estava deliciosa.
Pit: Muito obrigada, como sempre, a senhora representando no rango. — digo dando um beijo na testa da mesma.
Célia: Apareçam mais vezes, sabem que eu adoro cozinhar e amo a companhia de vocês.
Cachorro: Vamos aparecer sim, pode deixar. — ele fala dando um beijo na testa dela também.
Célia: Tomem cuidado, por favor, eu sei que vocês vão querer ir atrás disso, mas cuidado, entenderam, esse morro precisa de vocês dois vivos. — ela diz e a gente confirma.
Quando estamos saindo eu escuto a Sofia perguntando o que aconteceu, ela sabe a história e sabe como isso é delicado para mim, antes de sair, olho para a Emily que me encara e eu confirmo com a cabeça, dizendo que ela pode contar para a mesma!
Saímos dali e fomos para o pico do morro, assim que me sentei no chão, o Cachorro apareceu com uma cerveja e me alcançou a mesma.
Cachorro: Como está se sentindo? — ele pergunta e senta ao meu lado.
Pit: Honestamente, eu tô p.uto com essa situação toda, mas não temos o que fazer, o que podemos, nós estamos fazendo.
Cachorro: E não vamos parar, vamos ajudar a comunidade do nosso jeito. — ele fala e eu confirmo. — Até aparecer alguém que mate esse desgraça e assuma o morro.
Pit: Eu só espero que seja alguém de bom coração, porque se for do nosso comando, estamos f.udidos, nenhum presta, o próprio Turano é um desgraçado. — falo e ele confirma. Suspiro bolado e dou um gole na minha cerveja, o meu celular apita e pego vendo ser uma mensagem da Sofia, a mesma pedi para mim passar na casa dela depois, para conversarmos, abro um leve sorriso e fico um pouco mais animado...