Capítulo 40
Eu sou avisado no radio que Serena estava na casa de anjinho saio que nem um furacão pelo morro, fico parado na porta escutando ambos discutindo.
=Quem voce achanque é? - Ele pergunta - Para se meter, aqui é bandido, não sou teus alunos.
- Voce pode ser o que for -ela fala para ele - Mas como mulher jamais vou me calar vendo outra mulher sofrer - Ele .Sei que você é bandido e sei que estou no seu território, mas o que você está fazendo com ela é algo impossível de admitir e tenho certeza que aqui dentro isso não é permitido , e no maximo que esta acontecendo é que voce esta sendo acobertado porque o restante não sabe. Sei bem como funciona as coisas por aqui, por atrás desse morro, existe uma facçãe se essa facção descobre que está batendo na sua mulher? Torturando e a estuprando? Porque duvido que ela se deite toda noite ao seu lado por vontade própria.
- Voce não me ameaça , porque nada que você fale vai surgir efeito se você estiver a sete palmos do chão - Ele fala com a arma apontada na cabeça dela.
- Voce acha que eu não tenho família? Que eu não tenho pessoas que sabe que estou trabalhando no morro? A morte de uma professora da escola do morro da Rocinha, iria trazer uma repercussão bem errada aqui para dentro.
Quando ele aponta a arma para cabeça dela, vejo que era a hora de parar com tudo isso o mais rápido possível.
— Serena leva a Ana daqui, leva ela para o posto. Depois passo lá – eu falo - Anjinho você fica!
Serena me encara e vai até Ana e tira ela dali, Anjinho me encara.
— Junior – eu chamo ele pelo nome – o que você acha que está fazendo? Mais uma vez chega nos meus ouvidos que você está batendo em Ana Julia.
— Deveria estar preocupado com essa professora, que subiu o morro para afrontar a todos – ele fala nervoso – quem ela acha que é?
— Eu já disse que dela, cuido eu! – eu afirmo o encarando
— Cuida? – ele pergunta – o que tem essa professora? – ele me pergunta – já acho que está protegendo de mais ela, Yan você nunca deixou gente de fora subir o morro, muito menos na escola, e agora do nada aparece essa garota.
— Ela é amiga da Maisa, espos do nosso irmão do morro, tu sabe disso.
— Só por isso? – ele questiona
— Quem é o dono aqui sou eu e se tem uma coisa que ela está certa, quando a facção souber vão cobrar té de mim – ele me encara – então, a partir de hoje, se tu encostar mais um dedo na Ana Julia, o seu problema via ser comigo, é eu que vou te cobrar, tu me entendeu c*****o?
— Tu diz que sou teu sangue – ele fala me encarando – mas agora quer me cobrar?
— A partir de hoje o sangue não me importa mais, te protegi de mais c*****o e você não muda.
— Se você soubesse o que ela fez, você me daria razão.
— Então me diz o que ela fez seu merda? – eu falo nervoso – gosto de códigos não c*****o, fala de uma vez.
Ele me encara em silêncio.
— Vira homem por conta própria, porque se eu for fazer você virar homem, você não vai gostar – eu falo saindo.
Capítulo 41
Serena narrando
Eu trouxe Ana Julia com ajuda de Caio para o posto de saúde do morro, Caio estava um pouco afastado de nós enquanto Ana era atendida, o enfermeiro se afasta e Ana me encara.
— Obrigada – ela fala
— Não precisa me agradecer, faria novamente mil vezes.
— E por não ter contado sobre a gravidez.
— Isso é pessoal – eu respondo – jamais tomaria a frente em uma noticia dessa, mas – ela me encara – essa criança é dele?
— Infelizmente é – ela fala
— Vai embora do morro.
— Ele jamais deixaria – ela fala
— E se eu tentar te ajudar?
— A fugir? – ela pergunta
— A sair pela porta da frente do morro sem que ele te impeça.
— Isso jamais iria dar certo – ela fala me encarando – eu sei como funciona as coisas, mulher de bandido uma vez, é mulher de bandido até morrer.
— Eu vou te ajudar – ela me encara – confia em mim
— Você é maluca – ela fala
— Eu já perdi coisas de mais na vida, colocar a minha vida em risco, não é nada. Você é nova e tem uma vida toda pela frente, jamais merece viver dessa forma.
Ela não me responde nada, Caio se aproxima e somente avisa que está subindo, a ordem que foi dada é que Ana Julia ficaria na casa de Yan e assim fiz, deixei ela lá e fui para minha casa, a noite tinha caído rápido com toda essa situação nem tinha visto o tempo passar, eu entro dentro de casa e subo para o quarto, eu vou até o guard roupa escolher um pijama para colocar depois do banho, sinto a porta do quarto fechar e levo um susto, olho para trás era Yan.
— O que você está fazendo aqui? – eu pergunto para ele.
— O que você acha que está fazendo no meu morro? – ele levanta a voz, seu tom de voz sai ríspido e ele se aproxima de mim.
— Com todo respeito Yan – eu falo para ele que está na minha frente – você sabe que ele iria matar aquela garota a qualquer momento.
— Você não tem respeito por mim – ele fala – se tivesse não estaria arrumando problemas no meu morro.
— Eu não estou arrumando problemas, sei que o que fiz pode parecer sobre o seu olhar errado – ele me encara – mas eu jamais deixaria ele fazer m*l aquela garota. Você acha certo? – eu o questiono e ele me encara
— Aqui você não me questiona Serena, dentro do meu morro, quem sabe o que é certo ou não sou eu – ele fala me olhando
— Certo, o certo para você é que aquela garota grávida seja espancada ? – eu pergunto para ele – que ele mate aquela garota de tanto bater? Fala sério, pelo que eu sei, isso deveria ser considerado crime pelo dono do morro – ele coemça a rir
— E o que você sabe Serena sobre morro? – ele pergunta me encarando – o que você via sentada na sua casa em copa cabana? – ele me olha com um sorriso irônico no rosto – não você não sabe nada, você naõ sabe como funciona as coisas aqui dentro, porque se você soubesse você jamais se meteria em algo que não é do seu interesse.
— Aquela garota é do meiu interesse.
— Esquece Ana Julia – ele fala me encarando – e se fosse você, começava a se importar com a sua própria vida , aqui dentro as coisas não são parque de diversão, você deve achar uma piada eu falando isso, achar que os moradores iriam preferir que não tivesse um dono do morro, mas você não sabe como funciona aqui dentro, você acha que o que, se descer no asfalto e denunciar para a policia eles vão te ajudar? – ele me encara – policial é mais corrupto que a gente, já matei policial que estuprou mulher moradora do morro. Sequestrou, torturou. Se não fosse eu, seria outro e seria muito pior, se fosse outro você já estaria morta sua professorinha de meia tigela – eu encaro ele com raiva – porque pessoas que nem você dentro de um morro, já tinha sido morta a mutio tempo
— E porque você ainda não me matou? – eu pergunto para ele
— Porque você é amiga da Maisa e Pedro é irmão do crime e implorou pela sua vida – ele fala me encarando – caso ao contrário, eu já teria te matado. Mas a partir de agora, as coisas vão mudar e se você se meter em mais um assunto que não é teu, as coisas vão ficar feia para o seu lado, eu cansei de ficar brincando de bom moço com você. Se você está achando r**m a forma que meu morro é comandado você vai embora, se você ficar, acate as ordens e fica na sua. Você está proibida de ficar perto de Ana Julia, você entendeu?
— E ele vai continuar batendo nela?
— Se você fizesse seu trabalho direito, saberia quem é Anjinho de verdade – ele me fala.
Ele vira as costas e sai do meu quarto, eu paraliso com o que ele tinha falado e saio correndo atrás dele.
— Porque está falando isso? – eu pergunto e ele que estava no pé da escada me encara
— O QUE? - ele diz nervoso
— Que se eu fiessse meu trabalho, eu saberia quem ele é – eu falo para ele – meu trabalho de professora, o que tem haver com Anjinho?
— Ele é meu sobrinho – ele fala me encarando – e eu mato e morro pela minha família, fica longe dele, se não essa bala que tem aqui dentro – ele me mostra a pistola – vai bem no meio da sua testa.