Julio Saí do presídio com a papelada em mãos. O juiz, felizmente, concordou em liberar a entrada dos medicamentos, mas deixou bem claro que isso só seria possível se houvesse alguém da confiança do preso pra supervisionar o tratamento durante as visitas. Assim que voltei ao morro, encontrei o China na boca, cercado por vapores atentos e desconfiados, mas que me deram passagem logo ao reconhecerem quem eu era. O China estava impaciente, batendo o pé no chão e de braços cruzados, esperando o meu retorno. Júlio: Consegui a autorização. Os medicamentos vão poder entrar, mas ele precisa de alguém lá com ele. Se ficar sozinho com esses machucados, não vai dar pra ele se cuidar. Precisa de alguém nos dias de visita pra ficar em cima. O China me olhou, a expressão dele mudou na hora. Estava cl

