Capítulo 05

631 Words
RJ, Morro do Alemão. MAJOR Saí agora de uma reunião estressante da facção. Tem dois menor tirando onda com a minha cara, me deixando com raiva. Vou ter que chamar o Coringa e arquitetar um susto pros dois manés, mostrar pra eles quem manda nessa p***a. Coringa - Bora? - Saiu do galpão já com a maconha no meio dos dedos. Aceitei com a cabeça e caminhamos na direção do meu carro. Tô doido pra chegar no meu morro, ainda tenho que resolver umas paradas lá antes de ir pra casa descansar. [...] RJ, Morro da Rocinha. Assim que terminei todas as merdas que tinha pra fazer hoje, resolvi ir até o restaurante da Raquel pra comprar meu jantar, tô sem paciência pra cozinhar. Entrei no restaurante e caminhei até o balcão, apertando a campainha chata que fica em cima do mesmo. Logo a Agatha saiu da cozinha, me deixando surpreso, e ficando estática quando me viu. Em segundos, ela engoliu a saliva com dificuldade e se aproximou do balcão. Agatha - Boa noite, o que deseja? Apoiei os braços no balcão e sorri de canto, notando suas bochechas vermelhas. Major - Quero o prato do dia, faz favor. - Ela concordou e virou de costas para ir até a cozinha avisar que tinha pedido, logo voltando sua atenção pra mim. Agatha - Algo mais? - Focou sua atenção no balcão, provavelmente não querendo me encarar. Major - Uma coca e 2 reais de bala de café. - Ela abriu o pote com bala de café e pegou algumas, colocando em cima da bancada a quantidade que corresponde a 2 reais. Em seguida, ela foi até o freezer e pegou a garrafa de coca-cola, colocando dentro de uma sacola e deixando em cima do balcão. A porta da cozinha abriu, e a senhora que ajuda a Raquel saiu de lá, colocando minha comida em cima do balcão e voltando para a cozinha. Agatha - O prato do dia tá 20 reais, a coca-cola tá 10 reais. Com os 2 reais de bala, fica 32 reais. - Entreguei uma nota de 50 reais, e ela me entregou 18 reais de troco. - Obrigada pela preferência. - Sorriu sem mostrar os dentes. Major - Cadê a tua irmã? - Eu não quero saber, mas quero prolongar o pouco tempo que tenho pra ouvir a voz dela. Agatha - Ela foi resolver algumas coisas, logo vai voltar. Quer deixar algum recado? Major - Não, fica de boa. - Peguei as sacolas com as minhas compras. - Até a próxima, preta. - Pisquei e virei para ir embora. Sai do restaurante e entrei no meu carro, piando pra casa. [...] Sai do banheiro com a toalha enrolada na cintura e sentei nos pés da cama, pegando o meu celular para responder algumas mensagens. Coringa: Tua tia me parou na rua, disse que precisa bater um papo contigo. Sim, eu tô ignorando minha tia. Major: Finge que nunca falou com ela, eu faço isso sempre. Fechei nossa conversa e abri a conversa com a minha tia. Tia Glória: Não vai mesmo vir aqui? Tia Glória: Preciso conversar com você, meu filho. Major: Tô ocupado. Quer falar comigo? Vai na boca, pô. Fechei nossa conversa e deixei o celular em cima da cama, resolvendo me vestir e descer pra comer. Coloquei uma cueca box preta, uma bermuda fina azul marinho e calcei meus chinelos. Passei perfume e desodorante, arrumei duas correntes de ouro no pescoço e fui até a cozinha. Esquentei minha comida, coloquei coca-cola em um copo e fiquei esperando o micro-ondas liberar o rango. Assim que ele apitou, abri o mesmo e peguei o prato, me sentando para comer a comida deliciosa que aquela senhora fez. Uma coisa que eu amo, é comer comida boa.
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