Capítulo 2
AMANDA NARRANDO
Chegamos no baile. Ele estava preocupado; quando me viu, abriu um sorriso lindo. Nem parecia que, segundos atrás, estava em puro nervosismo. Assim que chegamos, eles nos abraçaram, nos levando para o camarote. Ana Paula, nossa amiga, já foi logo sumindo com o tal gerente do morro — depois descobri que o nome dele era Paulo, mas todos o chamavam de PH.
Gato me segurou pela cintura, ficando ali comigo, me beijando e alisando discretamente minha perna esquerda. Dançamos; ele dançava e eu acompanhava no balanço. Como estávamos abraçados, deu pra acompanhar bem. Minha prima chegou perto de mim, perguntando se nós tínhamos visto o tal RB.
— Vocês viram o RB?
Gato, com uma cara que eu não soube decifrar, respondeu antes de mim para minha prima:
— Eu vi ele descendo as escadas do camarote rumo à saída. Deve ter ido resolver algum B.O.
Ela agradeceu e sentou por ali. Passou o resto da noite esperando o tal RB. Dayane já tinha bebido umas quatro caipirinhas de morango e duas cervejas; já estava meio bêbada e começou a dançar. Ana Paula chegou e começou a dançar também. Eu me empolguei e fui junto.
Vi quando Gato saiu descendo as escadas do camarote. Disfarcei, esperei um pouco e desci atrás. Minha prima e Ana Paula também desceram. Dali, íamos embora, porque iríamos à praia cedo. Falei com meus pais que só chegaríamos à tarde, umas cinco da tarde.
Segui o mesmo caminho que vi Gato passar: era um beco ao lado da quadra. No fim do beco tinha uma casa pequena. Eu, minha prima e nossa amiga vimos a porta aberta. Olhamos uma para a outra e chegamos perto. Da porta, ouvimos gemidos, alguns tapas em alguém — ou alguma coisa —, sorrisos, palavras obscenas, gemidos de homens e de mulheres. Entramos devagar e subimos as escadas. A porta estava entreaberta.
Vimos os três patentes, como Ana falava, nus em cima daquelas mulheres — cada um com uma — no mesmo quarto, na mesma cama. Trocavam de mulher entre si; elas riam, parecendo que gostavam daquilo. Percebi que os três estavam de camisinha. Quando eu ia acabar com a festinha deles — não por amar o Gato, mas porque me senti ofendida, e com certeza elas também, que, pelo que sei, tinham perdido a virgindade com eles —, Ana Paula estava com os olhos cheios d’água, nos chamando para ir embora.
Quando íamos descendo as escadas, ouvimos um barulho na porta da casa: era um dos seguranças do camarote. Ele subiu as escadas correndo, e nós entramos na primeira porta que vimos. Nos escondemos ali e ouvimos:
— Patrão, desculpa interromper, mas as minas sumiram do camarote. Não vimos pra onde elas foram.
Ouvimos xingamentos, e eles mandaram as mulheres ralar. Foi a frase que ouvimos:
— Rala daqui! Sai fora!
As mulheres saíram correndo, se vestindo pelas escadas. Vimos ele tirar o dinheiro da bermuda que estava no chão e entregar ao segurança, dizendo:
— Vai na casa da Mariza, entrega pra ela e fala que é pra dividir com as outras. Depois vou saber se elas receberam, hein. Vamos sair fora, terminar o baile e ir atrás das meninas.
Olhamos uma pra cara da outra e sacudimos a cabeça, negando. Esperamos eles saírem, demos um tempo de cinco minutos e descemos o morro, indo pra casa da Ana Paula, que estava chorando muito.
Perguntei a ela:
— Há quanto tempo vocês estão namorando?
— Há um ano. Ele foi meu primeiro, mas vive me botando chifres.
— Mas por que você não larga ele? — perguntei.
— Eu tento, mas ele me ameaça, dizendo que, se eu largar, não vou ficar com mais ninguém, porque vai me matar. E também ninguém chega perto de mim por causa dele. Ele diz que sou dele, mas não larga a p*****a.
Perguntei:
— Sua mãe sabe?
— Sim, ela sabe. Mas, como gosta de dinheiro, aceita tudo que ele faz e me manda não fazer nada — respondeu Ana Paula.
O dia estava amanhecendo. Tomamos banho e fomos dormir. Acordamos às oito da manhã com a mãe da Ana nos gritando, dizendo que os patrões estavam lá fora nos chamando:
— Eles não estão acreditando que vocês estão aqui dormindo!
Ana Paula respondeu:
— Manda eles subirem.
Quando sua mãe saiu, ela falou:
— Não digam nada do que vimos. Fiquem quietas e não voltem mais aqui.
Dayane afirmou:
— Tá bom, mas vamos desmanchar essas caras de traídas e meter um sorriso, porque queremos sair inteiras dessa e ir pra praia.
Quando Ana ia dizer algo, eles entraram sorrindo, perguntando:
— Onde vocês estavam ontem? Quando voltamos, vocês não estavam no baile.
Ana Paula respondeu rapidamente:
— Viemos embora. Vocês nos largaram lá e sumiram.
O tal PH olhou pra ela, chamando para conversar no outro quarto. Ouvimos choro e alguns gritos dele com ela. Fiquei assustada, e o Gato percebeu. Veio em minha direção. Me encolhi na cama; meu corpo enrijeceu de um jeito que ele percebeu. Fingiu não ter percebido. Eu aproveitei, saí da cama — já que dormimos de roupa — e eu estava de bermuda, que trouxe para não ficar exposta; vesti por baixo do vestido.
Deixei ele me olhando, peguei a mochila e levei pro banheiro. Fiz minha higiene pessoal, tomei um banho e já saí de biquíni com uma saída de praia. Dayane fez a mesma coisa. Ana e o gerente voltaram; ela parecia triste, e ele, com um sorriso largo. Ela entrou no banheiro, fez o mesmo e saiu.
Enquanto estávamos esperando, eles queriam saber para onde iríamos, perguntando:
— Onde vocês vão? Podemos saber?
Minha prima, com a língua afiada, respondeu com outra pergunta:
— Só se vocês disserem onde vocês foram ontem. Aí falamos.
Os três ficaram pálidos, deram um sorriso sem graça e responderam:
— Nós fomos resolver um B.O. que o RB não estava conseguindo resolver sozinho.
Olhamos uma pra cara da outra, e eu disse:
— Faz sentido.
— Nós vamos à praia, porque eu vim aqui pra isso.
Levantamos, saímos, descemos, tomamos café, pegamos nossos celulares e carregadores, chamamos o Uber e descemos a Tijuca para o ponto marcado. Um olhou para o outro e nós rimos. Quando chegamos perto do Uber, só senti um puxão no meu cabelo: era o Gato mandando o Uber ir embora. Jogou uma nota de cem no colo do cara.
Perguntei, revoltada:
— O que foi isso?
Quando olhei para o lado, as meninas estavam sendo levadas para um carro preto, e ele me botou no mesmo carro e arrancou pra praia. Chegamos na praia; percebi que o PH não deixava Ana Paula chegar perto de nós. Simulei vontade de ir ao banheiro, chamei elas e saímos dali. Enquanto andávamos, fui perguntando o que estava acontecendo, e ela, sabendo que nós percebemos o desconforto dela, resolveu falar:
— O PH sabe que eu vi ele com a p**a lá naquela casa. Eu disse que fui sozinha, depois que levei vocês em casa. Então continuem fingindo demência.
E assim fizemos. Passamos o dia nos divertindo. O Gato não desgrudava de mim, nem o RB da Dayane. Gato, quando alguém chegava perto, se mordia de ciúmes. Nem parecia aquele cara que vi transando com as putas.
Resolvemos ir embora. Dayane levantou me chamando pra ir, dizendo que tínhamos que ir pra casa dali, já que estávamos com nossas mochilas. O RB não deixou ela ir; o Gato também não. Eles nos envolveram, nos levaram para o carro e nós, burras, voltamos pro morro. Fomos pra casa do Gato, almoçamos, tomamos banho e trocamos de roupa para ir embora.
Quando eu estava descendo as escadas, o Gato me segurou, me levando de volta e mandando o RB esperar que já íamos descer. Quando chegamos lá em cima, ele foi tirando minha roupa, me beijando toda. Meus s***s ele chupava igual a um bezerro; desceu me dando chupões até chegar na minha i********e. Eu já não estava respondendo por mim de t***o. Ele me jogou na cama, rasgou minha calcinha e cheirou minha i********e, dizendo:
— Gostosa, cheirosa.
Chupou meu c******s e beijou. Quando ele voltou a chupar, não demorou: gosei gostoso. Ele abriu minhas pernas e penetrou de uma vez.
Gritei de dor ele se assustou dizendo; que grito é esse tá louca? Ele saiu de cima de mim olhou para seu p*u e viu sujo de sangue. Ele olhou sério perguntou: você era virgem? Balancei a cabeça confirmando. Ele olhou para minhas pernas sujas de sangue,passou as mãos no rosto nervoso e disse me perdoa eu não sabia,você não me falou nada,e eu continuei chorando.gato me abraçou se desculpando me levou para o banheiro me deu banho me deu um remédio pra dor passou uma pomada em mim. Vesti meu vestido com uma calcinha larga e descemos. Contei pra minha prima o que tinha acontecido e ela ficou assustada porque ela também pensava que eu não era virgem. Não voltei mais lá.