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A FIEL REJEITADA

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Sinopse

A Fiel Rejeitada

Amanda tinha apenas dezoito anos quando desobedeceu os pais e subiu o morro da Tijuca para viver uma noite que mudaria sua vida para sempre. No meio do baile da posse do novo dono do morro, seus olhos cruzaram com os de Gato da Tijuca — belo, perigoso e temido. Bastou um olhar para que ele decidisse que Amanda seria sua. O que começou como fascínio virou obsessão. O que parecia desejo virou prisão.

Expulsa de casa ao ter sua mentira descoberta, Amanda foi entregue ao próprio destino. Gato assumiu o “B.O.”, certo de que tinha sido o primeiro dela, e fez da garota seu troféu. Iludida por promessas e pelo brilho do poder, Amanda acreditou que estava sendo amada. Mas, por trás das joias e dos presentes, havia um inferno: traições constantes, agressões, humilhações e uma vida trancada entre quatro paredes.

A violência cobrou seu preço mais c***l quando Amanda perdeu o bebê que carregava no ventre. Mesmo assim, toda tentativa de fuga terminava em mais dor.

Aos vinte anos, Amanda é levada ao baile da facção, a grande festa da posse do novo chefe do Comando. Gato quer exibir sua fiel como símbolo de poder. Vestida como uma rainha, mas quebrada por dentro, ela é abandonada enquanto o marido se perde em drogas e mulheres.

É nessa noite que o destino de Amanda muda.

Henry, o novo e temido chefe da Rocinha, a vê. E, diferente de Gato, ele não enxerga apenas um corpo bonito — vê uma mulher marcada, silenciada e ferida. Enquanto isso, Amanda presencia a traição definitiva: Gato, sem pudor algum, transando com outra dentro do próprio evento.

Quando tenta ir embora, paga com sangue.

Humilhada, espancada e quebrada, Amanda finalmente entende: sua fidelidade nunca significou nada.

E naquela noite, entre dor e ódio, nasce uma decisão que pode mudar não apenas sua vida… mas o destino de todos ao seu redor.

Porque toda fiel rejeitada um dia decide deixar de ser vítima.

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CONHECENDO AMANDA
Capítulo 1 Amanda narrando Meu nome é Amanda, tenho hoje 20 anos. Sou a fiel do Gato da Tijuca desde os meus 17 anos. Vou contar um pouco da minha história para vocês entenderem o motivo de eu ter tomado algumas decisões na minha vida. Eu morava nos Estados Unidos. Lá, a maior idade é com 16 anos, então já sou maior de idade. Meus pais foram para lá quando eu era pequena, então tenho dupla cidadania. Os patrões dos meus pais morreram; um morreu e, com diferença de três meses, morreu a esposa do patrão. Então meus pais não tinham mais nada que fazer lá. Foi quando meu pai e minha mãe resolveram voltar para o Brasil. Ficamos dois meses na casa de uma tia, irmã do meu pai, para encontrarmos uma casa para a gente. Encontramos uma casa em Marechal Hermes, mesmo muito boa. Meu pai comprou. Comprou também um carrinho, arrumou um serviço de porteiro. Eu já tinha terminado meus estudos. Fiz amizade com a minha prima Daiane, e ela conhecia todo o Rio de Janeiro. Nós dormíamos juntas no mesmo quarto, porque eram só três quartos na casa. Minha tia dormia com meu tio em um quarto. No outro, minha mãe e meu pai. E eu dormia no quarto com a minha prima. Fizemos uma grande amizade, nós éramos inseparáveis. Quando eu fiz 17 anos, minha mãe queria fazer uma festa, eu não quis. Falei para ela que eu preferia passear. Nesse meio tempo, nós já morávamos em nossa casa nova. Fazia dois meses que estávamos morando lá. Minha prima estava sempre na nossa casa e eu na casa dela. Final de semana ela vinha para a minha, e no outro final de semana eu ia para o dela. No dia em que eu fiz 17 anos, minha prima me fez um convite inusitado e eu amei. Ela chamou para um baile que ia ter na Tijuca, só que ela não me falou que era em um morro. Tudo bem, menti para o meu pai e minha mãe. Falei para eles que eu ia dormir na casa de uma amiga da minha prima, numa festinha de pijama que iríamos fazer. Fomos para a casa dessa tal amiga, que era na comunidade da Tijuca. Nos arrumamos lá, fizemos escova no cabelo, me botei bem patricinha, mas eu era patricinha e bem diferente. O meu corpo aparentava 20 anos, eu só tinha 17. Sempre fui um mulherão exagerado, minha mãe sempre dizia isso, e o medo da minha mãe era que eu me perdesse pelo caminho, assim que ela falava. — Tudo bem, mãe, nós vamos voltar amanhã de manhã. Eu disse. Minha mãe aceitou, foi tudo bem. Só que ela não sabia que a amiga da minha prima morava em comunidade e nós fomos para lá. Quando deu 11 horas da noite, subimos para o baile. O baile foi uma maravilha. Eu só não sabia dançar, mas o resto eu fazia de tudo. Minha prima arrumou um cara bonito, grandão, tatuado, muito bonito. Depois que eu descobri que era o subchefe do Morro da Tijuca. A amiga dela já namorava o gerente do morro. Nós dançamos a noite toda. Chegou um certo horário que eu já estava cansada e chamei minha prima para irmos embora. Simplesmente ela disse que não ia. Virei para a amiga dela, a Ana Paula, chamei para ir embora. Ela disse que dali ela ia para a casa do tal gerente. E eu fiquei ali sem saber o que fazer. A minha prima estava hipnotizada pelo sub do morro. Quando foi 3:00 da manhã, um rapaz muito bonito foi apresentado como chefe do morro, e as mulheres todas caíram em cima, matando. Eu fiquei olhando, porque ele realmente era um rapaz alto, de olhos azuis, muito bonito mesmo. E ele não estava ligando. Ele humilhava aquelas mulheres, empurrava, e eu achei ele super antipático. Quando deu uma certa hora, nossos olhos se cruzaram e percebi que ele era muito bonito. Ele não tirava mais o olho de mim. Chamou a minha prima e pediu para que ela apresentasse ele para mim. Minha prima veio e me apresentou: — Essa é minha prima Amanda, mora lá em Marechal Hermes junto comigo. Mas ali ele já não estava ouvindo nada e nem mesmo eu estava prestando atenção no que a minha prima estava falando. Ela saiu e eu fiquei ali parada, segurando na mão dele. Ele beijou a minha mão e falou: — Você é linda. Para mim foi um elogio, porque a minha mãe me chama de mulherão. Eu sou uma mulher acima dos padrões, só sou baixinha. Ele chamou para o camarote. Me sentei na mesa. Ele me trouxe uma cerveja, uma latinha fechada. A minha prima tinha me dito para não beber nada da mão de ninguém, a não ser cerveja que vinha fechada, e se tivesse aberta não bebesse. Quando eu olhei, estava fechada, então eu bebi. Não estou acostumada a beber, minha vista logo ficou pesada, mas eu só ia beber mesmo aquela. Não demorou muito tempo, ele trouxe outra cerveja fechada e eu bebi. Comecei a ficar tonta, mas nada que me impedisse até mesmo de dançar. Mais tarde ele trouxe uma caipirinha de morango. Eu pensei duas vezes em beber, mas aí eu fui e bebi. Foi a minha perdição. Não sei o que aconteceu dali para lá. Eu lembro que a minha prima perguntou: — Você está indo para onde? Eu olhei para ela e respondi: — Eu não sei. Ela falou: — De manhã eu vou lá te buscar. E ela estava sorrindo. Eu sorri para ela e não sei para onde eu fui, o que aconteceu. Quando eu acordei, eu estava no sofá da casa do Gato, do mesmo jeito que eu estava. Fiquei acordada, era 6:30 da manhã. Levantei em um pulo, dizendo que ia embora. Ele já estava em pé, me olhando. Passei a mão em mim e olhei: estava tudo certo, estava tudo no lugar. Pedi desculpa a ele e saí. Ele me puxou e falou: — Novinha, eu gostei muito de você. Quando você voltar aqui, manda sua amiga avisar que eu vou estar te esperando. Ali nós demos um amasso e eu desci com um tal de vapor que me levou na casa da Ana Paula. Elas já estavam lá me esperando. Pegamos um Uber e fomos para nossa casa. Ainda participamos de um churrasco que estava sendo feito na casa da mãe da Daiane. Chegando lá, meus pais já estavam lá. Meu pai não gostou do horário, nós chegamos era 10 e pouca da manhã. Perguntou: — Que festinha é essa que vocês chegaram essa hora? Nós dissemos que brincamos a noite toda e dormimos um pouco tarde, e acordamos tarde. Meu pai engoliu aquilo, mas não aceitou. Quando foi uma e pouca da tarde, almoçamos e fomos para casa. Dali a 15 dias ia ter outro baile, e a minha prima me chamou para ir. Então eu falei para ela: — O que que eu vou inventar dessa vez? Da outra vez foi meu aniversário, e agora? Ela falou: — Tem que dizer que vamos passear, vai dormir na casa da nossa amiga e vamos para a praia de lá. Pronto, e assim nós fizemos. Falei com a minha mãe, minha mãe falou com meu pai que nós íamos dormir na casa da amiga da Daiane, a Ana Paula. A gente só não dizia onde ela morava, porque, se nós dissessemos, nossos pais não deixariam. Minha prima mentia muito para os pais dela, e eu me sentia m*l com isso. Nunca menti para minha mãe. Tudo bem, falei para ela: só vai ser essa vez, eu não vou mais. E vamos para o baile. 11:30 da noite nós chegamos lá. Minha prima avisou ao rapaz que ela ficou que ela estaria no baile, e o rapaz avisou ao tal do Gato que eu também ia. Ao invés de irmos para o baile, ficamos um pouco em um bar bebendo. Depois chegamos no baile. O tal do Gato já estava nos esperando, aflito, no camarote. Eu só não entendi o porquê daquele nervosismo, mas depois eu iria entender.

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