GAEL - FOGO E REVELAÇÃO

1659 Words

Gael O silêncio acabou. Agora era guerra. Eu tava no QG, o radinho na mão, a arma na cintura, a adrenalina subindo igual pressão dentro de uma panela de pressão. O morro inteiro em alerta. Vapô posicionados em cada viela, cada beco, cada entrada. Olheiros espalhados nos pontos mais altos do morro, de olho no movimento lá embaixo. O clima era de guerra real. Não aquela guerra de filme, de tiro pra cima e gritaria. Guerra de verdade. Guerra de sangue. Os milicianos começaram a subir. Não foi ataque escancarado. Não vieram com carro blindado, não vieram com fuzil estralando pra todo lado. Vieram quietos. Pelas laterais. Tentando entrar sem fazer barulho, igual rato entrando por fresta. Mas o morro do Ben não é amador. Os cria identificaram na hora. O rádio chiou. — Brutus, tão vindo pela

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