Russo As noites pioraram depois do baile. Não que antes fossem boas. Já fazia meses que eu não dormia direito. Acordava no meio da madrugada, estendia o braço pro lado dela, e o travesseiro frio me lembrava que ela não tava ali. Mas depois do baile… depois de ver ela de perto, depois de sentir o cheiro dela, depois de tocar a pele dela, depois de ouvir ela me chamar de Nick… aí piorou de vez. A minha cabeça virou um inferno. Repetia tudo em looping. Maya indo embora. A mão dela na mão do Edy. O jeito que ela olhou pra mim — firme, decidida, distante. Não era mais aquela mina que corria atrás. Era uma mulher que sabia o que queria. E o que ela queria… não era eu. Aquilo não saía da minha mente. Não era só saudade. Não era só falta. Era sensação de perda. De território invadido. De lug

