GAEL - VERDADES QUE QUEIMAM

1428 Words

Gael Eu subo a ladeira do morro do Russo com o sangue fervendo nas veias. A noite tá quente pra c*****o, o asfalto soltando vapor, o funk ecoando baixo como se o morro inteiro estivesse sussurrando segredos. Eu não corro. Ando devagar, calculado. Eu não chego apressado. Eu chego como dono de si. Mas na verdade por dentro eu tô um caos. A mensagem da Maya dizendo “tô bem” ainda tá na tela do celular, mas eu sei que é caô. Eu sinto ela. Sempre sinto. Passo pela boca de fumo principal. Dois cria me olham de canto, mas ninguém barra. Meu nome abre caminho. Mais pra cima, quase na laje dele, eu vejo um moleque encostado no muro, cabeça baixa, fumando um beck com a mão tremendo. Ele é novo, uns dezoito, rosto magro, olho vermelho de quem chorou ou de quem cheirou demais. Eu reconheço, o nome

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