CAPÍTULO 5

2570 Words
Chegamos em Paris e o clima está bom, nem frio e nem calor. Tratei de tirar minha jaqueta assim que desci do avião. Tinha um carro nos esperando para nos levar para o hotel. Paramos na frente de um hotel deslumbrante. - Sugiro que você vista sua jaqueta. Christian pede olhando para mim. - Porque? Não estou com frio. Digo abrindo à porta do carro para sair, mas sou impedida por ele que agarra meu braço. - Eu não quero que ninguém aqui fique olhando para seu corpo. Deveria ter colocado outro tipo de blusa e não essa regata que demonstra todo seu corpo. Eu não posso acreditar nisso. - Isso é uma ordem? Eu terei que me vestir de acordo com que você quer também? Ele só me deixa com mais raiva. - Eu só estou pedindo para você vestir sua jaqueta. Eu não curto outros homens olhando para você. Reviro meus olhos pegando minha jaqueta com raiva. Me visto à contra gosto. - Se for para eu ficar enclausurada em um quarto de hotel devido às minhas roupas, você me avisa que eu pego o vôo de volta agora. Ele desce do carro sem falar nada. O motorista abre à minha porta. Desço e vou para entrada do hotel. Ele pega minha mão e assim entramos dentro do hotel. Já instalados no quarto, e eu só queria descansar dessa viagem exaustiva. Fui para o quarto me sentando na cama e retirando minha sandália. Ele retirou seu casaco e seus óculos. - O que você quer fazer agora? Ele pede se sentando ao meu lado. Me levanto indo para o banheiro. - Nada. Só vou tomar um banho e dormir. Estou cansada. Fecho à porta e tiro minha roupa. Abro o chuveiro e já me enfio debaixo dele não me importando com o frio da água. Droga tinha esquecido meus objetos pessoais. Sabonete, shampoo e condicionador. Respiro fundo. Como se toma banho desse jeito? Na hora que iria desligar o chuveiro, sinto mãos enlaçar à minha cintura. - Eu acho que você esqueceu algo para tomar banho. Ele diz beijando meu ombro. Fecho meus olhos tentando não surtar com essa invasão dele. - Obrigado. Digo ríspida. Queria que ele me soltasse. Não estou afim de nada agora. Só tomar meu banho e descansar, mas como minha vontade não é bem vinda fico calada esperando que ele faça o que tiver que ser feito. Ele me virou para, e me colocou contra a parede e começou a me beijar, foi quente e com muito tesao. Foi para mordiscar minha orelha, beijando meu pescoço, chegou nos meus s***s, e os abocanhou de uma vez só, ficou chupando, lambendo, e eu fazia de tudo para não me entregar para ele, mas estava inevitável, já estava quase gozando, até que ele chegou na minha i********e, estava toda molhada. Eu não conseguia entender como meu corpo podia responder à ele desse jeito. Ele caiu de boca na minha i********e, metia a língua, chupava, enfiava os dedos, até que gozei na boca dele. Depois dele ter me feito gozar, ele voltou à me beijar com mais vontade, parecia querer tirar tudo de mim ali. Levantou minhas pernas para abraçar sua cintura e enfiou seu m****o na minha i********e. Na hora já me deixou mole, eu gemia alto. Ele tinha um efeito no meu corpo que se dependesse da minha mente nada disso estaria acontecendo. Gozamos juntos e ele me deu mais uns beijos tentando não quebrar à nossa conexão. Mas eu não queria mais isso. Tratei de desgrudar dele. O mesmo me olhou e eu desviei meus olhos dele. - Por favor não faz isso. Não gosto que briguemos ou que você se afaste de mim assim. Ele respira fundo e eu pego à bucha para me ensaboar. Quero ficar o mais longe dele. Temos tudo para dar certo, temos tudo para sermos um casal feliz e poder formar à nossa família. Eu não acredito que ele esteja pensando em filhos. - No nosso contrato não está falando de filhos, e espero que você não esteja pensando nisso. Não vou colocar mesmo crianças no mundo para viver nessa tristeza junto comigo. - Claro que sim. Somos um casal e em algum momento da nossa vida teremos filhos. - Case com outra, porque se depender de mim isso não vai acontecer nunca. - Porque? Sorrio da pergunta dele. - Eu não sei se eu sou à ingênua aqui ou você que se faz de bobo. Jamais vou colocar uma criança para viver no meio de uma tristeza junto comigo. - Você é triste agora porque não me conhece, porque não sabe como eu sou. Sorrio mais. - Eu sei o bastante para saber que você não é o tipo de cara que eu me casaria por livre espontânea vontade, você é o tipo de cara que eu não amaria nem em sonho. E você é o tipo de cara que nem em milhões de anos escolheria para ser pai dos meus filhos. Então se acostume, pois será só nós dois nessa infelicidade toda. Ano após ano será só nós dois. - Eu tenho meios para fazer você mudar de idéia quando chegar à hora. Olho para ele não acreditando no que ele disse. - Você já me comprou e eu não posso ser comprada duas vezes. E outra, você para um homem bem sucedido, usa de meios meio duvidosos para sua reputação. Você não vai me convencer de nenhuma forma. Se acostume com à ideia que será só nós dois nesse inferno que você quis me colocar. Digo saindo do chuveiro. Estava cansada dessa conversa i****a. Fui para o quarto. Peguei minha mala e arrumei uma roupa para dormir. Coloquei uma calça de moletom e uma regata. Desfiz à cama e fechei as cortinas. Me deitei esperando que meu sono viesse rápido. Não queria mais conversar com ele, não queria mais escutar à voz dele. Acordei já era noite. Olhei para o quarto e tudo estava escuro. Me levantei e vi que meu querido marido estava dormindo. Fui para fora do quarto e peguei minha bolsa. Tomei meu anticoncepcional. Peguei meu celular e liguei o mesmo. Fui para sacada. À vista é linda. É da Torre Eiffel. Maravilhosa. Meu celular ligou e só escutei barulho de mensagens apitando. Me sentei na cadeira espreguiçadeira que tinha ali. Comecei à ler e à ouvir as mensagens. Algumas delas eram de John e outras de Kate. De Kate eu não fazia questão de ouvir. Minha família está morta e enterrada para mim. Começo à ouvir as mensagens de John. " Eu não acredito mesmo que você teve coragem de fazer isso comigo. Você está se casando com esse cara? Você está me trocando por ele?" Meus olhos enchem de lágrimas. "Você é uma vagabunda mesmo. Não demorou para se entregar à ele enquanto estava comigo. Eu te odeio Ana, te odeio, e você foi à pior mulher que eu pude conhecer"Começo à chorar descontroladamente. " Quer dizer que não vai me responder? Vai mesmo confirmar o que eu já suspeitava? Você é uma p*****a, vagabunda, não vale nada. Maldita hora que me apaixonei por você, e sabe o que é o pior? Eu não pude me aproveitar de você. Porque se você era tão fácil assim deveria ter te levado pra cama sem me importar com suas reservas, que nem sabia quais eram. Enquanto eu estava aqui tentando te entender, você como uma p**a estava deitado com esse homem à troco de dinheiro. Você morreu pra mim Anastásia. Acabou. Se tiver oportunidade de me ver na rua algum dia, não me comprimente, porque você é pior do que uma prostituta. Você é suja, e eu tenho nojo de você". Eu não acredito que ele pensa tão m*l de mim. Começo à soluçar de tanto chorar. Ele me odeia, me odeia e pensa o pior de mim. - Anastásia, o que você tem? Quem eu menos queria ver e ouvir aparece na minha frente. Eu não paro de chorar. Fala comigo por favor. Ele me toca e eu me sinto suja. John tinha razão, eu era uma vagabunda que me vendi à troco de dinheiro. Eu era suja, imunda. - Não me toca. Grito me levantando. - Calma. Ele pede com as mãos para cima. - Eu te odeio. Te odeio. Grito indo para dentro. Você não sabe como eu te odeio. Continuo gritando. - Fica calma. Vou pegar uma água para você. - Água não vai lavar à minha alma. Não vai me fazer menos vagabunda do que me sinto. Não vai tirar à sujeira que sinto quando você me toca. Grito com raiva. - Eu não posso fazer nada quanto à isso que você sente. Eu nunca achei que você se sentisse uma vagabunda e vou odiar se você repetir isso novamente sobre você mesma. Eu não sei o que você tem, ou o que te fez ficar assim. Eu só sei que eu não vou deixar de te tocar porque você se sente suja. Nunca quis que você se sentisse assim, mesmo porque eu não sou um homem sujo em nenhum os sentidos. Não adianta Anastásia, você pode ficar chateada o quanto quiser, como disse hoje mais cedo, eu vou fazer de tudo para você perceber que eu sou uma pessoa boa. Eu te amo, por mais que você não acredite. Eu te amo. E quero muito que você comece à acreditar em mim e me ver de outro jeito. - Impossível. Um cara que comprar uma mulher para satisfazer sua vontade e desejo não ama nem à si mesmo. - Eu fiz isso só pra te ter Anastásia. O dinheiro não significou nada para mim. Parar e pensa por favor. Esse maldito dinheiro não é o problema aqui. Você nunca olhou para mim de outro jeito. - E por isso você tinha que me comprar como se eu fosse uma mercadoria. - Eu fiz isso para chamar sua atenção para mim. Para você poder me conhecer e ver que eu te amo e queria estar com você. - Pois conseguiu Sr Grey. Conseguiu da pior forma, porque ao invés de cai aos seus pés e te amar eternamente, eu te odeio, e esse sentimento não vai mudar tão cedo. Vou para o banheiro e me tranco ali. Eu conseguia ouvir à voz de revolta de John me chamando de v***a, de p**a, de vagabunda, de todos os nomes possíveis. Conseguia ver à cara de desprezo dele. Conseguia sentir seu desprezo de longe. Ele me odeia sem saber de fato o que aconteceu. Ele me odeia porque eu fui fraca e não lutei para dar um basta na minha mãe e nesse hipócrita que é meu marido. Ele tem toda razão em pensar que eu sou à pior das pessoas. À pior das mulheres. Transei com um homem por dinheiro, transei com um homem para livrar à pele da minha família da vergonha, mas hoje que está com vergonha sou eu. Sou eu que me sinto imunda, triste e tenho vergonha de mim mesma quando me olho no espelho. Acredito que nunca mais vou encontrar a verdadeira Anastásia dentro de mim. Eu serei sempre à mulher que foi comprada por um homem e seus caprichos. Minha lua de Merda foi uma decepção. Brigávamos mais que tudo. Me sentia um nojo quando estava na cama com ele, e chorava ao lembrar das palavras de John. Isso me deixava pior do que tudo, e ainda tinha o seu controle sobre mim. Não podia olhar para o lado que ele estava questionando para onde eu estava olhando. Um garçom me perguntou algo e ele não deixou que eu respondesse. Estava um saco. - O que você está pensando? Ele me pergunta assim que chegamos em casa. - Em nada. Falo ríspida. - Você está muito calada. Quase não comeu à viagem inteira. - Onde é o quarto? Questiono não dando importância ao que ele disse. - Lá em cima. Vamos que te levo. Subo na frente. Chegamos no quarto e eu queria tomar um banho e descansar. Vou para o banheiro e me tranco ali. Não quero tomar banho com ele. Não quero falar com ele. Tomo um banho e depois vou para o closet onde tem roupas já minha. Me visto com uma calça de moletom e uma regata para dormir. Eu só queria acordar desse pesadelo. Queria que nada disso fosse verdade. Durmo pensando nisso. Acordei era nove horas da manhã. Me levantei e fui tomar um banho. Eu tinha que conseguir um emprego para poder continuar fazendo minha faculdade. Ainda tinha que resolver como eu faria à transferência para cá ou então eu teria que ir e volta de Portland para continuar na faculdade de Washington. Minha cabeça estava à mil com isso. Porém eu não podia ficar aqui o dia todo sem fazer nada, eu tenho que ocupar minha mente. Desço já vestida com uma calça jeans e uma blusa de alcinha. - Bom dia Sra Grey. Olho para à morena bem vestida à minha frente. Não sei de quem se trata. - Bom dia! Quem é você? Indago querendo saber o quem ela é e o que ela quer comigo. - Meu nome é Olivia Bredkin, sou uma das assistentes do Sr Grey. Vim aqui porque tenho que passar algumas coisas para à Sra. O que será agora? - Sente-se. Peço. Ela se senta e eu também. O que você tem que me passar? - À Sra agora é responsável pelas obras de caridade que o Sr Grey faz. Obras de caridade? - Obras de caridade? Indago confusa. - Sim. O Sr Grey tem duas instituições de caridade aqui em Seattle, e também é bem feitor de orfanatos. Estou surpresa com isso. - E o que eu tenho que fazer? Não estou entendendo onde entro nisso. - As duas instituições de caridade de Seattle precisa ser avaliadas toda semana. À Sra precisa ir nas instituições e promover eventos para arrecadar fundos. - Do que se trata essas instituições. - Uma se trata de crianças que sofrem maus tratos e abusos por parte dos pais ou familiares. E à outra se trata de crianças que foram roubadas da sua família. - Crianças sequestradas? Indago querendo entender. - Sim. Essa instituição foi criada junto com uma outra família conceituada aqui de Seattle. Eles tiveram um bebê roubado. - E foi encontrado? - Não. Até hoje eles procuram, e o Sr Grey quis os ajudar. Por isso criaram essa instituição juntos. - Tudo bem. Mas Olivia, posso te chamar assim? - Claro Sra. - Ótimo, me chame de Ana. Ela sorrir sem graça. Quem fazia isso? - Na verdade era Andréia e eu Sra, mas sabíamos que quando o Sr Grey casasse essa responsabilidade seria da esposa. - Ótimo. Quero conhecer ambas, mas não hoje. Eu preciso verificar algumas coisas. Podemos marcar para amanhã? - Claro Sra. - Ótimo. - Vou deixar aqui os documentos e um portfólio das instituições. Ela fala me dando umas pastas. - Tudo bem. Vou verificar. - Qualquer dúvida estarei na empresa do Sr Grey. - Ok. Muito obrigada! - De nada Sra. Ela vai embora me deixando com as pastas nas mãos. Eu ainda estava surpresa que Christian fazia doações para instituições de caridade. Iria ler esses documentos para atentar mais à isso. Não era algo que esperava dele.
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