CAPÍTULO 6

2474 Words
- Bom dia Sra Grey. Sou Gail à governanta da casa. Me viro olhando para uma Sra que estava atrás de mim. - Bom dia Gail. Por favor me chame de Ana. - O que gostaria para o café da manhã Sra? - Somente um suco Gail. - Nada disso Anastásia. Você vai sentar e comer. Meu marido aparece na sala e eu reviro os olhos. Não comeu nada ontem e dormiu sem comer nada, então vai sentar e comer. - Isso é uma ordem? Questiono para entender se eu vou ser obrigada à fazer algo que não queria. - Entenda como quiser. Mas que você vai sentar e comer vai. Respiro fundo. Coloco as coisas sobre as instituições na mesinha da sala e vou para à sala de jantar. Me sento logo após ele arredar à cadeira para mim. - À Sra quer alguma coisa em especial? Gail questiona parada atrás de Christian. - Não Gail. Eu como o que está na mesa. Digo pegando um pedaço de pão e comendo. Gail sai sem dizer nada. - Você vai voltar à estudar? Ele me pergunta. Mesmo não olhando para ele sinto seus olhos sobre mim. - Sim. Não quero prolongar nossa conversa. - Você já transferiu para Seattle? - Não. - Então? Respiro fundo. - Então nada Christian. - Então nada? Você está pensando em ir e volta de Portland todos os dias? - Se for preciso sim. - Não vai não. Pode começar essa transferência hoje mesmo para cá. Ele diz irritado. Mas porque ele está irritado? Olha para mim Anastásia. Droga. - O que foi agora? Peço parando de comer e olhando para ele. - O que foi agora? Você está querendo ficar mais fora de casa do que aqui dentro. Está querendo ficar em Portland, sendo que sua casa é aqui. Então transfira hoje mesmo para cá. Eu nem sei como vou fazer isso hoje, já que não paguei à meses à mesma. Mas ele não precisa saber disso, não quero ficar devendo ele mais nada. Você escutou, não escutou? - Eu não sou surda. Digo com raiva. Me levanto. - Sua faculdade de lá já está paga. Todos os atrasados estão pagos, então você não terá problema em transferir para cá. Eu não acredito nisso. Olho para ele com mais raiva ainda. - Esse valores que você pagou estão junto com o cheque que você deu à minha mãe para me comprar? - Não. Você casou comigo e à responsabilidade das suas despesas são minhas. - Pois eu prefiro que você não pague mais nada para mim. Eu pretendo voltar à trabalhar também para não depender de você, e não ter que te pedir nem um só centavo. - Eu espero que você não queira trabalhar em um café novamente. - Qual é o problema? Tem vergonha da sua esposa ser uma simples garçonete? Indago com sarcasmo. - Não seria nada bom para minha reputação que minha esposa fosse trabalhar em um café. As pessoas poderiam dizer coisas que eu não estou acostumado à ouvir sobre mim. Começo à rir. - Acho que você não iria se incomodar do que as pessoas falariam sobre você, por sua esposa trabalhar em um café, já que você fez coisas piores, e não tem nenhum pingo de vergonha sobre isso. - Eu não vou discutir isso com você. Mas se prepare caso arrume um emprego nesses estabelecimento, assim como eu usei meios para te tirar do café em Portland, eu posso fazer isso aqui. - Não duvido. Você é um maldito. Cada dia mais meu sentimento de ódio cresce por você. Saio da sala com mais raiva ainda dele. Pego minha bolsa e desço para baixo. - Onde você vai? Ele consegue me irritar à cada palavra. - Vou fazer o que me mandou Sr. Ele me olha irritado. - Já tem segurança para te levar onde você quiser. - Eu tenho meu carro e vou dirigir meu carro. Será que isso também está proibido por você? - Eles estão aqui para isso. Não quero que nenhum jornalista ou paparazzi te cerque. - Será que se trata disso mesmo? Falo sorrindo com ironia. Saio pegando meu carro e os seguranças já entram no deles. Eu não quero ser mais vigiada do que estou. Pego à estrada para Portland e vou pensando nessa vida horrível que estou vivendo. Será que tinha um jeito de sair disso? Nem devolvendo o dinheiro para o maldito ele me daria à liberdade. E onde também eu iria arrumar o dinheiro? Nem trabalho eu tenho. E ainda tenho que escolher onde vou trabalhar, porque o babaca morre de medo do nome dele ser exposto. Na faculdade tratei de pedir à transferência para à faculdade de Seattle. Ligaram para lá e eu terei que ficar um semestre inteiro sem estudar. Que Merda. O que vou fazer naquela casa o dia todo? Sair da secretaria triste por isso. Passei pelo pátio da faculdade e vi John agarrado à uma garota. Meu coração quebrou ali e meus olhos encheram de lágrimas. Talvez eu não esperava que ele partisse para outra tão cedo. Talvez eu ainda enxergasse uma luz no fim do túnel. Fiquei olhando os dois juntos e lágrimas escorreram pelos meus olhos. - Algum problema Sra? Um dos seguranças questiona olhando para mim. - Não. Digo ríspida. Limpo meus olhos. Olho novamente e John está vindo com à menina para meu lado. Droga. Eu não queria isso. - Olha John, não é à vagabunda que te trocou pelo dinheiro de um ricasso? À garota fala e meus olhos enchem de lágrimas de novo. - O que você faz aqui? John questiona com raiva. - Nada. Falo sem animo. Eu na verdade queria pular nos braços dele e contar toda verdade, mas eu não poderia fazer isso. - Achei que tinha vindo pedir para ele ser seu amante, já que você o deixou para ser p****************o de outro. Meus olhos não param de sair lágrimas. Talvez eu devesse revidar, mas ela tinha razão. Eu fui vendida, estou sendo basicamente uma p****************o de um homem que não amo. Eu não respondo, viro as costas chorando. - Anastásia. John me chama e eu não viro para olhá-lo. É muita humilhação que estou passando. Eu quero à chave do meu apto. Ele indaga. - Está na minha antiga casa. Pede à Kate para pegar no meu antigo quarto. Falo sem virar para ele e vou embora. Entro no carro chorando. Em meses minha vida mudou tanto. Hoje me sinto tão triste. Me sinto suja. E as palavras da garota só reforça como eu me sinto. Uma p****************o, onde um homem faz da minha vida o que quer. Eu não tenho mais poder sobre tudo que faço é nada que eu quero posso fazer. Sou uma marionete nas mãos desse monstro. Uma batida na minha janela me faz levantar à minha cabeça. Abro o janela para um dos seguranças. Enxugo meus olhos. - Acho melhor à Sra não dirigir. Ele fala. - Não precisa se preocupar eu estou bem. - Sra, o Sr Grey pediu para não deixar à Sra dirigir neste estado. Ótimo eles já deram com à língua nos dentes. Eu queria mandar eles irem à Merda. Mas me contenho. Saio do carro p**a de raiva. Vou para o carro deles. Cheguei em casa e fui logo para o quarto. Me deitei chorando. Era difícil de esquecer cada palavra de John e da sua nova namorada. Era difícil não ouvir à voz amarga e de frieza de dele. Como eu posso ter perdido o amor dele dessa forma? Como eu posso ter acabado com nosso relacionamento em pouco tempo? Eu acabei com à vida dele e também com à minha. E agora estou sofrendo. - Eu não acredito que você está chorando por aquele babaca e sua namoradinha? Porque ele tem que aparecer para me atormentar ainda mais? Eu deve ter sido uma péssima filha para meu pai ter me desamparado no momento que eu mais precisava dele. Ele vem para minha frente e fica me olhando. Me falaram o que aconteceu e ainda você não se defendeu. - Me defender de que? Me fala me defender de que? De ser chamada de p****************o? De vagabunda por eu ter casado com um homem rico por dinheiro? Eu não tenho do que me defender. Eu sou tudo isso que eles disseram. Eu me sinto assim. Grito me levantando com raiva. - Pois você não é nada disso. Você não se casou comigo por dinheiro. Sorrio. - Mas fui vendida para você né. Então para mim dar no mesmo. Olha eu não estou afim de conversar com você. Se puder resumir nosso relacionamento somente para nada eu agradeço. - Eu não vou fazer isso. Somos marido e mulher e eu não vou abrir mão disso. - Ótimo. Me deixe em paz então. Digo saindo do quarto. Vou para o jardim, onde eu posso respirar ar puro. Fiquei ali fora pensando na minha vida, o que eu poderia fazer para melhorar meu ânimo. Mas nada me vinha à cabeça, à não ser tirar minha própria vida. Eu estava desesperada por dentro. Estava triste por ver que cada dia me sentia pior. E essa sensação só aumentava. Na hora do almoço não quis almoçar, mesmo outro me ditando o que eu deveria fazer. Fui para o quarto e fechei todas as janelas. Deitei na cama e dormir. Era única coisa que me fazia bem. Passou uma semana e eu ainda estava sem ânimo. m*l levantava da minha cama, m*l conversava com ele. E consequentemente eu dormia para não ter que satisfazê-lo. - Conversa comigo. Você não fala comigo à uma semana. Você m*l come Anastasia. Eu estou preocupado com você. Não digo nada. Fico olhando para o nada. Ele senta na cama e eu me viro para outro lado para não olhar para ele. Vamos tentar. Por favor. Se você está sofrendo, eu também estou com esse seu jeito, com essa sua distância. Não precisa ser assim. Não digo nada. Ele respira fundo. Hoje à noite tem um jantar na casa dos meus pais. Eles não nos viram depois da lua de mel, então eles querem nos ver. Eu não tenho vontade de sair e nem ver ninguém. Reage por favor. Ainda continuo calada. Ele sai sem dizer mais nada. Volto à dormir. - Acorda Filha. Pode acordar e levantar dessa cama agora. Escuto alguém falar para mim. Abro meus olhos e eu achei que tinha deixado claro para essa mulher que nunca mais queria vê-la. - O que você faz aqui? Peço me sentando com raiva. - Vim te tirar dessa seu estado deplorável. Seu marido disse que você não come, não levanta dessa cama, não está cumprindo com seu dever de esposa. - Vai embora. Eu disse que não queria te ver nunca mais. - Eu sou sua mãe. E eu não vou embora enquanto não conversamos. - Não temos nada para conversar. Grito. - Não grita comigo. Você está passando dos limites Anastásia. Eu arranjei esse casamento para você ficar bem na vida, um homem que te daria de tudo e agora você quer estragar? Não vai mesmo. Pode começar à se arrumar, mostrar para ele que você tentará uma relação mais tranquila com ele. - Eu não vou fazer nada. Grito de novo. - Já disse para não gritar comigo. Sua tola. Está chorando por aquele pé rapado que não tinha nada para te oferecer, enquanto o outro que pode colocar o mundo aos seus pés você maltrata. Acabou por aqui, nem que para isso eu tenha que colocar você em seu lugar. - Está com medo Elena? Está com medo que eu acabe com suas regalias? - Se você fizer isso, eu juro que acabo com você, sua menininha mimada. Eu fiz tudo isso pensando em você, em nós e agora você está querendo acabar com tudo que eu fiz. Não vai não. Se você não dar um jeito de se arrumar e ficar pronta para ele que vou fazer isso por você. - Você não pode me obrigar à nada. Falo em desafio. - Não. Ela já joga sua bolsa na cama e me puxa para o banheiro. Vamos ver se eu não vou dar um jeito de colocar você no lugar. Tudo que fiz até hoje foi por você sua ingrata. Ela me joga no banheiro e começa à deferir tapas em mim. - Parar Elena. Grito. - Eu já disse para você não gritar comigo. Eu sou sua mãe. Me bate como se eu fosse criança. Quer estragar meus planos? Eu não vou permite sua ingrata. Ela parar de me bater. Levanto meu rosto para olhá-la. - Você é à pior das mulheres. Eu te odeio. Grito e ela dar um tapa no meu rosto. - Nunca mais, escuta bem Anastásia. Nunca mais repita isso. Graças à mim você tem o que tem hoje, então agradeça por isso. Meus olhos começam à descer lágrimas. Eu tenho certeza que ela não me ama. Uma mãe nunca faria o que ela está fazendo comigo. Eu estou esperando você lá embaixo arrumada para o jantar da casa dos seus sogros. Não me faça te enfiar nesse chuveiro. Ela sai. Tranco à porta e sento no chão chorando. Ela não poderia ter feito isso comigo. Essa mulher é um monstro. Choro desesperada. Eu nunca vou me livrar dela e nem dele. Os dois vão continuar transformando minha vida em um inferno. Me levanto chorando mais, me olho no espelho e sinto que eu devo acabar meu sofrimento de uma vez por todas. Abro as gavetas e lá encontro uma tesoura. r***o meus dois pulsos com ela. Eu não preciso de uma vida assim. Prefiro morrer à ter que viver com esses dois. Lágrimas de dor escorrem pelo meu rosto. Vejo o sangue escorrer e me sento esperando meu fim. Não importa mais nada para mim. Tive um pai que demonstrava que me amava, mas no fim ele demonstrou outra coisa. Uma irmã que não se importou comigo em nenhum momento, e uma mãe que só queria o bem estar dela. Lágrimas de dor continuam escorrendo pelo meu rosto, porém à dor não é só pelo que eu acabei de fazer comigo, mas também por eu ter sido fraca e não ter lutado por mim mesma. Não seguido em frente para uma vida diferente. Fecho meus olhos não querendo lembrar de nada mais. Isso agora acabou. Bem gente. Hj farei uma maratona. Por motivo de força maior, semana que vem não poderei postar. Então estarei postando tudo hj para vcs não ficarem na mão com a fic. Quero agradecer o carinho de cada um. Até o dia 15/01.
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