CAPÍTULO 7

1932 Words
Eu me apaixonei por uma garçonete. Cômico isso em minha vida, porque sempre achei que minha vida seria relacionada à mulheres da minha posição. Namorei algumas, mas nada que me fizesse pensar em casar como pensei assim que vi Anastásia Steele. Fiquei ainda mais intrigado quando à mesma não me deu importância, e isso no meu mundo nunca aconteceu. Ela não me olhava como as outras mulheres, não me comia com os olhos, pelo contrário, era totalmente indiferente à mim. E isso me deixou com mais disposição para correr atrás dela. Ela seria minha a qualquer preço. Tratei de saber da vida dela através de um dossiê que meu assessor de segurança conseguiu para mim. Ela tinha um namorado. Um merdinha que vendia muambas para sobreviver. O mesmo já se envolveu duas vezes com à polícia devido à esses produtos ilegais. Ele não seria páreo para mim. Ainda mais que soube que ela depois da morte do pai estava passando por problemas financeiros. Sua faculdade não estava sendo paga, as contas da sua casa só aumentava e elas não poderia fazer nada. Até mesmo à casa estava para ser retirada delas pelo banco devido à hipoteca não paga. Passado alguns meses e nada dela me dar confiança. Mesmo eu fazendo tudo como manda o figurino. À chamava pra sair para nos conhecermos e nada. Ela estava irredutível. Tratei de conhecer à mãe dela e sondar o que eu poderia fazer para conquistar à filha dela. Elena não me disse nada que eu já não tivesse feito para conquistar Anastásia, mas eu entendia o interesse dela de casar à filha com um homem rico, e então dei corda, dando dinheiro em troca dela convencer à filha à me querer, à me dar uma chance. Elena achou que estava me enganando, porém à enganada aqui era ela. Pois eu iria cobrar cada centavo dela e de Anastásia quando fosse à hora. Enquanto isso minha vida continuava à mesma em Seattle. Eu só ia mesmo para Portland para ver Anastásia, mas eu tinha minha vida, meus negócios e minha família. Uma irmã e um sobrinho de quatro anos, uma mãe e um pai. Eu os amo muito. Quando chegou o dia de cobrar de Elena à dívida, ela me disse que não tinha dinheiro ainda, mas iria conseguir. Eu disse que não queria dinheiro e sim à filha dela. Ela na hora sorriu como nunca vi antes. Ela não se fez de rogada e aceitou o trato de fazer cabeça da filha para se casar comigo, em troca liquidaria toda à dívida dela e também à casa que já estava hipotecada. Ela disse que falaria com à filha primeiro e depois eu entrava na jogada, porém isso estava demorando demais. Semanas e semanas passaram e nada de Elena conseguir o que eu queria. Então tratei de cobrar pessoalmente de Anastásia e coloquei tudo que eu queria com ela. Ela não aceitou, mas eu não estava disposto à ter um não como resposta. Ela seria minha. Foram meses batalhando para tê-la de vez para mim. Foram acessos de raiva dela durante todo o processo de aceitação do nosso casamento. Ela não participou de nada na organização do mesmo, e aquilo me deixou m*l e irritado ao mesmo tempo, pois era o casamento dela, acredito ser o sonho de toda mulher organizar o próprio dia do seu casamento. Minha mãe e à mãe dela fizeram tudo e queria fazê-la participar de todos os detalhes, mas ela não quis. Nos casamos e eu só queria poder demonstrar à ela meu amor por ela, porém nada fazia e ainda não faz diferença. Ela continua triste, infeliz. Mas eu não irei desistir dela. Não me casei para me deixar abater pelo estado dela. Só daria o divórcio quando os dois tentasse e visse que não daremos certo de jeito nenhum. Ela andava m*l pelo o i****a e sua nova namoradinha. Soube pelos seguranças que ela foi bem ofendida e não reagiu, pelo contrário, aceitou tudo calada, como se realmente ela fosse tudo que eles disseram. Ela chegou em casa arrasada, chorando e eu só queria abraçá-la e acabar depois com aquele bastardo. Ele não tinha o direito de ofendê-la e eu iria acabar colocá-lo em seu lugar. Passado se dias e ela não reagia de nenhuma forma. Chegava em casa todos os dias e ela estava dormindo, e aquilo estava me preocupando. - Conversa comigo. Você não fala comigo à uma semana. Você m*l come Anastasia. Eu estou preocupado com você. Ela não diz nada e fica olhando para o nada. Me sento na cama do lado dela e ela vira para outro lado. Respiro fundo. Vamos tentar. Por favor. Se você está sofrendo, eu também estou com esse seu jeito, com essa sua distância. Não precisa ser assim. Ela continua calada. Hoje à noite tem um jantar na casa dos meus pais. Eles não nos viram depois da lua de mel, então eles querem nos ver. Reage por favor. Ela não fala nada e eu não sei o que fazer para ela sair desse estado. Me levanto e saio do quarto. Desço e vou para à empresa. Não sei mais como tirar ela desse estado. Iria chamar atenção dela para à faculdade, mas nem isso posso, porque esse semestre está perdido. Ela não se dar bem com à irmã, minha irmã não tem tanta i********e com ela ainda, pois assim que apresentei Ana para minha família, ela não quis à aproximação de Mia. Minha mãe não pode nem sonhar com que eu fiz para ter Ana em minha vida, então nada de falar para ela. À única pessoa que posso contar será à mãe dela. Elena talvez possa trazer à filha de volta à realidade. Elena pode conversar e ver se ela se abre um pouco. Pego meu celular e ligo para Elena. - Oi meu genro querido. Como você é minha menina está? Ela questiona assim que atende. - Eu estou bem Elena, mas sua filha não. Falo meio desesperado. - O que houve com ela Christian? Ela está doente? Ela questiona em um sopro demonstrando sua preocupação. - Elena, ela não está doente, pelo menos eu acho. Ela não sai da cama já uma semana. Não come, não conversa comigo, e eu não sei mais o que fazer. - Ela pode esta grávida. Suspiro. Seria um sonho. Mas não é isso. - Não, ela não está grávida. Amaria se fosse isso, mas ela não está. Queria que você fosse lá em casa e falasse com ela. Tentasse fazer ela reagir. Nem que seja para ir para o quintal, mas que ela levantasse da cama. - Eu farei isso. Não se preocupe. - Ótimo, vou ligar para minha mãe cancelado nosso jantar. - Não precisa, ela vai está pronta para esse jantar. - Você acha Elena? - Sim filho. Não se preocupe - Ela vai está de pé e pronta para o jantar. Eu posso ir com vocês? - Claro Elena. Você é da família. - Que bom querido. Te vejo na sua casa mais tarde. - Obrigada por isso. - De nada. Nem precisa agradecer. Me despedi de Elena e assim que cheguei na empresa comecei à trabalhar. Eu tinha muitas coisas para fazer. Estava já entre uma reunião e outra. Já era quase seis da tarde, quando sair da última reunião. Passei por Andreia que me disse que Elliot estava me esperando no meu escritório. Saudades do meu amigo. Entro na minha sala e vejo ele sentado mexendo em seu celular. - O bom filho retorna à casa. Digo indo de encontro à ele. O mesmo se levanta e me abraça dando tapas em minhas costas. - Não via hora de voltar Christian, até mesmo por causa dos meus pais. Ele fala e eu me sento na minha cadeira. - Como eles estão? Questiono. - Bem, superando um dia de cada vez. - Ethan também voltou, ou só você? - Nós dois. Depois do que houve, mamãe não queria à gente distante, mas para Ethan e eu era preciso, tínhamos que estudar fora. Até mesmo porque, já tinha se passado muito tempo e não podíamos deixar nos abater mais. - Eu entendo. Mas para seus pais não foi fácil. - Ainda não é amigo. Eles sofrem muito, e já pedi à eles que seguissem em frente. Não quero que esqueçam o que aconteceu, mas não adianta ficar do jeito que eles estão. - Eles não foram nem no meu casamento. Seu pai me ligou pedindo desculpas por não ir. Disse que sua mãe não estava se sentindo bem. - É. Ele me ligou dizendo do seu casamento e queria que Ethan e eu viéssemos para representá-lo, mas não tinha como. Estávamos bem agarrados com o trabalho. Peço desculpas para você. - Eu entendo. Claro que queria meu melhor amigo aqui, mas tudo bem. Digo com falsa mágoa. - Mas eu estou aqui para te ver e também, soube que quem é responsável pela fundação do papai e sua é sua esposa. Papai quer que eu tome conta, então preciso falar com sua esposa sobre à fundação. Outra coisa que queria que Anastasia se apegasse. - Ela ainda não se inteirou da fundação. Ela estava ocupada com as coisas da faculdade. À mudança para Seattle. - Para mim tudo bem. Assim que ela estiver mais tranquila, eu estarei na fundação para nos falarmos. Apenas assinto. E como está Tia Grace e Tio Carrick? - Ótimos. Felizes, pois conseguiram que eu me casasse. Falo gargalhando. - Imagino. O filho mais novo casando, eles devem ter pirado. Ainda mais que Mia continua solteira. - É, mas eles já me cobram netos. Disseram que só Mia fazer à parte dela não rola. - Espero que esteja trabalhando nisso. Elliot fala sorrindo. - Estou, mas não penso em filhos neste momento. Quero sim, mas não do jeito que Anastásia e eu estamos. - Cara eu tenho que ir. Depois nos falamos mais. Vamos marcar alguma coisa. Você, Ethan e eu. - É só marcar. Manda uma abraço para seu irmão. Me levanto e o comprimento com outro abraço. - Mando sim. Até mais. Ele vai embora e eu volto para minha mesa para arrumar minhas coisas. Tenho que ir para casa. Espero que Elena conseguiu tirar minha mulher daquele estado. Em casa chego e vejo Elena andando de um lado ao outro na sala. Ela parece preocupada. - Boa noite Elena. Tudo bem por aqui? Indago deixando minha pasta na mesa do hall. -Está querido. Eu deixei ela lá em cima se arrumando. - Você parece preocupada. Digo tentando entender o motivo dela está apreensiva. - Não, é impressão sua. Só estou preocupada porque tem muito tempo que deixei ela lá em cima, e ainda ela não desceu. - Vou ver se ela já está pronta. Digo. Algo me diz que essa conversa não prestou. Subo para nosso quarto e quando entro no mesmo não vejo Ana. Vou até o closet e nada. À porta do banheiro está fechado. Bato na mesma e nada. Anastásia. Chamo e ela não responde. Anastásia. Chamo mais uma vez e nada. Resolve pegar na maçaneta e gira-la. Abro e meus olhos vão para uma poça de sangue que tem no chão. Desespero cresci em mim. Entro com dificuldade no banheiro, pois Ana está escorada nela. Quando consigo entrar vejo que os pulsos dela está cortado. Merda. O que ela fez. Amor, o que você fez? O que eu fiz à você? Choro em desespero. Não consigo acreditar que ela fez isso.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD