Eu já estava no hospital, andando de um lado ao outro. Anastásia estava fraca, seu pulso estava quase zero em casa. Tive que correr com ela para o hospital temendo o pior. Já tinha passado meia hora que Elena e eu estávamos aqui. Ela não parava de chorar. Eu não pude questioná - la sobre o que ocorreu entre as duas, mas parece que à conversa não foi boa. Pedi à Taylor para ligar para minha família e desmarcar o jantar. Eu não estava com cabeça para nada e muito menos com vontade de conversar.
Me sento batendo os pés no chão. Eu estou nervoso. Nunca passou pela minha cabeça que Anastásia fizesse algo desse tipo. Atentar contra sua própria vida, era algo que não imaginava nunca. Sei que ela estava triste, mas não achei que era para tanto. Ela não precisava atentar contra própria vida. Sou tirado dos meus pensamentos com papai e mamãe entrando na sala de espera.
- Filho, o que houve com Anastásia? Meu pai questiona chegando perto de mim. Minha mãe já me abraça com ternura.
- Eu não sei direito. Ela estava caindo no chão do banheiro com os pulsos cortados. Digo baixo.
- Pulsos cortados? Ela tentou suicídio? Minha mãe pergunta incrédula. Até eu estou incrédulo.
- Sim mãe. Infelizmente. Digo me sentando e abaixando à cabeça.
- Porque? Vocês estavam com problemas? Christian, ela podia estar sofrendo alguma coisa e você não percebeu. Mamãe diz. Eu sei o que ela tinha, mas não posso revelar nada. Meus pais nunca olhariam para mim se soubesse o que eu fiz para ter Anastásia em minha vida.
- Eu não sei mãe. Ela estava triste por não consegui ainda estudar aqui, fora isso eu não sei o que houve com ela.
- Acho bom você descobrir. Não quero ela triste. Ela tem que se envolver mais com à nossa família. Vejo o médico entrando.
- Anastásia Grey. O médico fala e eu levanto.
- Sou marido dela. Falo já querendo que ele acabe com meu martírio. Como ela está? Indago apreensivo.
- Eu sou mãe dela. Elena fala. Eu já tinha esquecido que ela estava aqui.
- Está melhor. Apesar da gravidade do problema, ela não corre risco de vida. Respiro aliviado. À polícia já está aí querendo conversar com à família.
- Polícia? Meu pai indaga querendo entender. E eu também.
- Sim. Sra Grey está com muitos hematomas pelo braços e pescoço. Então tivemos que chamar à polícia por maus tratos. Minha mãe parar na minha frente com uma cara que vai me matar. Ela não pode estar pensando que eu agredi minha esposa.
- Eu não agredi ela mãe. Falo nervoso.
- Então explica os hematomas. Meu pai pede com raiva. Olho para Elena que está com uma cara de quem fez Merda.
- Você bateu nela? Questiono revoltado com isso. Ela não diz nada. Elena, você foi conversar com ela. Ela estava m*l, mas eu não achei que ela pudesse cometer tal ato. O que você fez com ela? Questiono novamente mais irritado ainda. Eu pedi à ela para conversar com à filha, e não para agredi-la.
- Tivemos um desentendimento. Eu acabei ultrapassando os limites. p***a. Ela não podia ter feito isso.
- Porque Elena? Porque você fez isso? Grito mais irritado ainda.
- Eu já disse. Ultrapassei os limites. Fiquei nervosa com ela. Elena fala parecendo sentida com tudo que aconteceu.
- Eu não quero você perto dela. Minha mãe fala como uma leoa.
- Você não pode me proibir de ficar perto da minha filha. Elena indaga irritada com à atitude da minha mãe.
- Vamos ver se não. Desde o começo, eu vi que vocês duas não tinha uma relação boa. E no dia do casamento eu vi que ela não queria você perto. E agora com isso de você agredi-la, não vou deixá-la desprotegida. Mamãe afirma decidida.
- Eu posso vê-la Dr? Esqueço à briga dessas duas e volto para o médico.
- Sim. Ela ainda não acordou, mas podem vê-la. E quanto à policia? O médico indaga.
- Eles podem conversar com à mãe dela. Papai fala e sai da sala. Eu não quero saber de nada. Eu só quero vê-la e ter certeza que ela ficará bem. Caminho para fora da sala de espera e vou para o quarto acompanhado do médico.
No quarto, vejo ela pálida. Sem cor alguma no rosto e em seus lábios. Eu juro que não queria vê-la assim. Quando me propus à torná-la minha para sempre, eu esperava que ela aceitasse mais quando casasse. Esperava que ela visse que não sou um cara m*l, só queria ela para mim e com o tempo o sentimento dela por mim. fosse crescendo. Eu quero que ela tente. Quero que nosso casamento dê certo, e eu farei de tudo para isso acontecer. Vejo à porta se abrindo e minha mãe passar por ela. Olha para mim, e depois vai para Anastásia e dar um beijo no rosto dela.
- Eu não quero essa mulher que se diz mãe dela perto da mesma. Mamãe fala chegando perto de mim.
- Eu não quero discutir isso agora mãe. Falo preocupado ainda com minha mulher.
- Eu não vou entrar em discussão com você ou com qualquer pessoa sobre isso Christian. Aposto que ela fez isso porque à mãe dela pressionou para alguma coisa. Elas não se dão bem e eu não quero que ela cometa isso de novo.
- Nem eu quero mãe. Mas vamos esperar ela acordar e conversar com ela. Não sabemos realmente o que houve com ela.
- Eu já imagino. Mamãe fala em desagrado.
- Cadê papai? Indago querendo pensar em outra coisa.
- Está falando com Mia. Sua irmã ficou muito preocupada. Só não veio porque tinha que ficar com Ben.
- Eu entendo ela. Digo olhando para o corpo inerte da minha mulher. Vejo que seus pulsos estão enfaixados, e isso me doe. Tenho que lembrar de pedir à Gail para não deixar nada cortante em casa. Eu não sei até onde ela pode ir novamente.
Já era de madrugada quando meus pais foram embora. Disseram que voltaria na parte da manhã. Elena não saio do quarto, mesmo eu dizendo que ela podia ir embora. Ela parecia preocupada. Contou o que houve à polícia, e não foi feito nada, à menos que Anastásia à acuse.
Eu não conseguir dormir. Já era quase oito da manhã e minha esposa ainda não tinha acordado. As enfermeiras vieram e disse que ela estava sedada, mas que ela iria acordar agora cedo. Não via hora disso acontecer. Só vendo seus olhos com vida é que eu iria me acalmar.
- Eu vou buscar um café, você aceita? Elena me questiona saindo do banheiro.
- Sim. Por favor. Digo passando uma das minhas mãos no cabelo.
- Espero que ela acorde melhor. Elena fala dando um beijo na testa da filha.
- Elena, eu não quero que esse episódio de ontem ocorra novamente. Você não pode agredi-la. Afirmo me levantando. Meu corpo doe por ter passado à noite sentada nesse sofá.
- Não vai acontecer. Eu só fiquei nervosa com ela. Mas prometo que não farei nada disso mais.
- Eu espero. Porque se não, eu mesmo afastarei ela de você.
- Ela minha filha Christian, você, sua mãe e nem ninguém pode fazer isso comigo. Eu estou tão cansado, que não estou afim de discutir.
- Sua filha, lembre disso, sua filha. Portanto não me faça tomar essa atitude. Não quero ver à minha esposa marcada. Não quero que as pessoas pensem que eu à maltrato. E pior não quero ter mais problema com ela do que já tenho. Suspiro. Sua filha m*l me olha, e não achei que seria tão difícil assim nossa relação, e o fato de você fazer isso só complica mais meu relacionamento com ela.
- Já disse, não farei mais nada. Eu nunca achei que ela cometesse tal ato, e juro que estou arrependida.
- Espero que esteja mesmo. Digo e ela sai para buscar o café. Vou para o banheiro lavar meu rosto.
Quando saio vejo Anastásia de olhos abertos. Ela parece assustada, parecendo não entender o motivo de estar nesse quarto todo branco. Ela me olha e não parece gostar do que vê.
- Porque você não me deixou morrer? Ela pede já chorando.
- Nunca deixaria isso acontecer. Me aproximo dela.
- Não chega perto de mim. Ela pede chorando. Isso me magoa.
- Por favor Anastásia. Não faz isso. Você não sabe como eu te amo e te quero. Você não sabe como eu sofri vendo você caída ensanguentada no nosso banheiro. Digo pegando na mão dela, porém à mesma tira à mão da minha.
- Eu prefiro morrer à continuar com você. Então não deveria ter me salvado, porque eu tentarei de novo. Fico abalado com que ela fala e ao mesmo tempo puto. Ela não tem amor à própria vida. Me levanto nervoso.
- O que você quer? Você quer o divórcio? Sua vida de volta? Peço com raiva.
- O que você acha? Eu não quero passar nenhum minuto com você. Olho para ela incrédulo.
- Eu te darei sua vida de volta. Ela me olha parecendo não acreditar. Porém só farei isso se você tentar.
- Eu não quero tentar. Ela fala limpando suas lágrimas.
- Então você morrerá do meu lado. E não me importo se você tentará se matar novamente. Eu trarei você para hospital até não ter mais jeito. Só vou te dar o divórcio se você fizer sua parte. Se você dar uma chance para mim, para nosso casamento.
- E se não der certo? Ela me questiona.
- Eu te dou à minha palavra que darei o divórcio. Mas só se você enfiar à cabeça no nosso casamento. Não quero te ver lamentando por ter se casado comigo. Não quero te ver triste...
- Impossível. Ela não deixa eu terminar.
- Você não me conhece Anastásia. Você não se permitiu à isso e também não me permitiu que eu te conhecesse. Precisamos disso para que nosso casamento dê certo, siga em frente. Mas isso só depende de você. Porque eu estou dentro desde o começo. Ela abaixa à cabeça.
- Porque eu? Porque você tinha que cismar comigo? Ela fala chorando.
- Como disse, eu te amo e quero você. Nunca quis tanto uma pessoa ou coisa na minha vida. Sei que posso ter ido pelo caminho errado, mas também você não facilitou as coisas para mim. Eu só quero que você abra sua mente e seu coração para eu te mostrar que sou um homem legal, mostrar meus sentimentos para você. E tudo que te peço é que se permita à isso, e caso realmente não dermos certo, eu te darei o divórcio.
- Qual o prazo.
- Não vou estipular prazo, porque você pode ter data em mente e não querer fazer o nosso combinado. Eu quero que as coisas fluam sem nenhuma pressão, sem nenhum problema.
- Eu quero minha mãe fora da minha vida. Eu não quero ela na sua casa.
- Nossa casa.
- Eu não quero ela no mesmo ambiente do que eu. Eu não sei como Elena vai reagir à isso, mas se tiver que afastá-la para ter à filha dela em paz e só para mim, eu farei.
- Ela é sua mãe.
- Mãe nenhuma vende à filha do jeito que ela vendeu. Ela, meu pai e Kate não merecem nada de mim. Achei que tinha uma família. Um pai que olhava por mim, mas no fim ele amava mais sua filha mais velha. Achei que tinha uma irmã, e ela na primeira prova, me virou as costas, e minha mãe, eu acredito que ela não merece esse título, pois é à pior das mulheres. Ela está bem magoada com todos da família dela. E sinceramente, não queria isso.
- Ela está no hospital. Dormiu à noite aqui. Ficou preocupada com você. Eu sei e entendo que você está magoada por tudo que aconteceu, mas ela é sua mãe. Apesar de tudo, ela é à sua mãe.
- Ela deveria ser à sua mãe. Suspiro.
- Mas não é. Vocês duas precisam de tempo. Peça um tempo à ela, e se permita também à esse tempo.
- Podemos fazer o mesmo. Nos dar um tempo. Tipo pra sempre. Sorrio de canto.
- Não vai acontecer. E por falar nisso, à proposta que te fiz, como será?
- Eu não tenho outra opção, à não ser aceitar. Qualquer uma das duas tenho que te suportar.
- Não me suportar Anastásia, mas sim fazer com que nosso casamento dê certo. Digo me sentando na cama.
- Ok. Vamos ver o que vai dar isso.
- Já que você não vai voltar à estudar ainda, quero que você se envolva com as instituições de caridade.
- Tudo para meu bem estar né?
- Tudo para vc não ficar pensando besteira. Quero você com à mente ocupada. À porta é aberta, e Elena passa por ela.
- Filha que bom que você acordou. Como se sente? Elena pede querendo abraçar à filha. Anastásia nem se mexe. Ela não diz nada. Eu tive tanto medo de te perder meu amor. Você não sabe o quanto eu estava com medo. Anastásia continua calada. Me perdoa, me perdoa pelo que eu fiz com você. Elena continua.
- Qual parte você quer que eu perdoe Elena? À parte onde você me vendeu ou à parte que você me agrediu? Minha mulher diz com raiva.
- Por tudo minha menina. Eu não queria te ver assim, nunca foi minha intenção Ana, te ver triste, ainda mais em um hospital. Eu fiz tudo para te ver feliz. Você pode não perceber e nem entender agora, mas tudo que eu quero é que você seja feliz. Vejo Elena respirar. Eu não tenho como mudar o que eu fiz com você. Se pudesse eu faria diferente e deixaria você fazer sua escolha.
- Você está falando sério? Anastásia questiona confusa.
- Sim. Eu me sentir à pior das mães te ver desacordada. Ali eu sentir seu desespero. E juro que nunca quis isso para você. Eu te amo Ana. Você é tudo para mim. À única família que eu tenho. Espero que um dia você me perdoe por tudo que te fiz. Elena limpa umas lágrimas em seu rosto. Eu não me arrependo de nada que fiz para ter Anastásia, e se ela não fosse minha do jeito que Elena e eu fizemos, eu acharia outro meio para tê-la.
O médico aparece no quarto e já vai ver como minha mulher está. Elena o deixa examiná-la. Ele diz que ela está bem e já pode voltar para casa. Recomendou que somente os pontos em seus pulsos sejam retirados no prazo de um mês. Fiquei mais aliviado, agora era esperar que nossa vida começasse à ficar tranquila e também que ela comprisse nosso acordo de fazer esse casamento dar certo. Eu não quero o divórcio e farei tudo para isso não acontecer.