Narrado por Lorena
Acordei com os dedos dele escorregando lentamente pela curva da minha cintura, traçando um caminho lento até meu quadril nu sob a cama. Estávamos abraçados ainda, do jeito que adormecemos na noite anterior, e o calor do corpo dele por baixo de mim me fez querer ficar ali pra sempre. Ele beijou minha testa com um sorrisinho leve.
— Acorda, mocinha... tenho uma surpresa pra tu hoje. —
Abri os olhos devagar e me virei de frente pra ele encontrando sua expressão sapeca de quem estava perto de aprontar alguma coisa.
— Surpresa? Que tipo de surpresa? — Pergunta já interessada e curiosa.
— Do tipo boa, daquele tipo que tu nunca vai esquecer. Mas cê tem que confiar em mim e levantar logo, porque a gente tem hora marcada. —
— Com esse mistério todo eu já tô nervosa. — e estava mesmo, sou tão iludida que minha expectativa era que ele fosse me pedir em namoro ou algo do tipo, a mente do ansioso é de lascar.
— Fica não — ele riu, passando o polegar no meu lábio — Tu vai gostar. Eu já conheço teus gostos. — disse todo cheio de si e eu ri.
Me espreguicei com preguiça e deixei que ele me puxasse pra um beijo lento, cheio de sentimentos, estávamos felizes. O hálito ainda estava quente da noite anterior, a barba ralinha raspando de leve na minha pele. Ele mordiscou meu lábio inferior e sussurrou:
— Vai, levanta. Bora tomar café e sair antes que alguém resolva bancar o curioso ou então alguém me chame pra resolver algo. — logo ele se levantou da cama e estendeu a mão pra mim que logo tratei de pegar.
— A gente vai sozinho? —
— Claro. Comigo é assim. Se é segredo, é completo, vai querer arriscar ? — apenas balancei a cabeça dizendo que não e lhe dando um sorriso, mas por dentro queria dizer que sim, que queria gritar pra todos que eu sou dele.
Mas pra ele eu era só o segredo mais bem guardado. E também o mais perigoso, ameaçava sua imagem e sua carreira.
Nos arrumamos rápido. Eu coloquei uma roupa leve, calça jeans e cropped com casaco por cima. Ele vestia moletom, boné e óculos escuros, o combo perfeito de quem não quer ser reconhecido. Tomamos café no restaurante do hotel numa mesa mais afastada. Ele não tirava a mão de mim em nenhum momento e nem o olhar, era como se ele se alimentasse da minha presença. A situação estava me deixando ainda mais ansiosa para saber que surpresa era essa.
— Tu vai ver... é coisa de artista, o meu mundo, mas eu sei que tu vai gostar. — disse enquanto tomava um gole de café.
— Agora tô ainda mais curiosa… —
Entramos num carro com vidros escuros que ele já tinha mandado preparar. Eu não fazia ideia pra onde estávamos indo.
Até que o carro parou diante de uma construção discreta, com uma fachada moderna e sem letreiros. O trajeto em si até que foi bem rápido. Um homem abriu o portão de segurança com um aceno respeitoso, e Raví me puxou pela mão pra dentro.
Era um estúdio de música, mas não qualquer um.
Era o tipo de lugar onde os hits nascem. Aqueles Studios que a gente só vê nos status dos cantores famosos.
Logo na entrada, vi corredores com portas acústicas, paredes decoradas com discos, violões pendurados, sofás baixos e iluminação quente. O lugar tinha cheiro de madeira, equipamento caro e prestígio.
— Raví... isso aqui é um estúdio? — perguntei querendo confirmar o que eu já imaginava, obviamente eu nunca tinha entrado num lugar como esse.
— Meu refúgio — ele disse, passando a mão pelas costas da minha cintura — É em lugares assim que eu gravo meus sons, componho, crio... Hoje vai ser só teu, quero que você saiba como é. — o jeito que ele fala transmite muito amor, Raví definitivamente ama o que faz.
— Como assim “só meu”? — perguntei puxando assunto mas de fato não tinha entendido o que ele quis dizer.
— Pedi pra deixar o lugar livre só pra mim hoje. Não tem ninguém, só nós dois. Vou te mostrar tudo detalhe por detalhe. — Meu coração disparou.
Ele me guiou até uma das salas principais, onde havia um microfone pendurado no centro, um fone, teclado, computador ligado com o software de gravação aberto. Ele andava ali dentro como se fosse dono do mundo e naquele momento, ele realmente era.
— Bora ver se tu tem talento pra cantar? — ele provocou, se aproximando do microfone e ligando o som de fundo.
— Para, Raví! Eu não sei cantar! — disse me afastando, cantar definitivamente não é para mim e nem dançar, na verdade eu sou bem sem talento pra essas coisas.
— Tem nada não meu amor, é só pra gente brincar, agora canta aqui comigo. Só tem tu e eu, vou cantar minha música nova pra tu ouvir. — Assenti com a cabeça me aproximando dele.
Ele começou a cantar, a melodia era animada, um forró mais romântico com pegada sensual. A voz dele preenchia todo o ambiente, uma voz rouca e envolvente.
“ Me apaixonei pela morena que roubou meu chão
Chegou de mansinho, atiçando a paixão
Tô preso no sorriso, no calor do teu beijo
E se você quiser, sou o seu crime e o teu desejo. “
Meu corpo arrepiou inteiro, a música era pra mim. Ele me olhou com aquele sorriso moleque, feliz.
— Tá vendo? Tu me inspira preta. —
— Raví… — sussurrei sem reação.
— Vem cá — ele estendeu a mão, me puxando pra perto do microfone.
Fiquei na frente dele, nossos corpos colados e ele passou o braço ao redor da minha cintura, nos encaixamos ali, no centro do estúdio. Senti a respiração dele no meu pescoço. A música continuava tocando baixinho, e ele começou a cantar de novo, agora bem baixinho, no meu ouvido.
“ Tão linda, num canto calado,
Com o olhar que me deixa perdido e marcado.”
Fechei os olhos, sentindo o calor da voz dele vibrar dentro de mim.
— Tu me deixa louco, Lorena. — ele sussurrou.
O beijo veio logo depois, molhado, profundo e carregado de fome. Ele me prensou contra a parede acolchoada do estúdio com firmeza, sem me machucar, mas deixando claro que era ele quem tava no comando e eu adorava isso.
As mãos dele desceram pela minha cintura, explorando sem pressa, até alcançar a minha b***a. Ele apertou forte me fazendo gemer baixinho. Meu corpo encostado naquela parede forrada, e o som abafado da música de fundo. O clima parecia de cinema, mas o desejo era real, muito real.
— A gente... a gente tá no estúdio — murmurei, quase sem fôlego.
— E daí? — ele sussurrou no meu ouvido, roçando os lábios na minha pele — Lugar melhor não tem. — sussurrou safado.
As mãos dele puxaram meu casaco, ele tirou minha blusa e depois começou a abrir o botão da minha calça. Eu tremia, o medo e a excitação se misturavam num calor absurdo apesar do ar condicionado está ligado.
— E se alguém vier? — Olhei para os lados vendo que se alguém chegar ali ia pegar nós dois no flagra.
— Não vai, eu mandei esvaziar e pedi pra ninguém vir, mas, se vier… — Ele passou a língua pela minha clavícula e sorriu.
— ...é mais gostoso ainda com esse risco de ser visto, né? —
Ele me puxou pro centro do estúdio outra vez, me fazendo sentar numa daquelas cadeiras largas de couro perto da mesa de som, mas não antes de ter abaixado minha calça jeans.
— Fica aí, mocinha. Só abre as pernas pra mim... — ele disse, ajoelhando no chão com um sorriso nos lábios que chamavam até os olhos, expressão de quem estava aprontando e estava gostando.
— Raví... aqui? — indaguei ainda sem acreditar.
— Aqui mesmo. Tu merece ser adorada em cada canto desse lugar. Aqui eu crio minhas músicas, então aqui vou te fuder. —
Meus olhos se arregalaram, mas minhas pernas já estavam tremendo de antecipação. Ele puxou minha calcinha e passou o nariz pela minha virilha como se estivesse cheirando um perfume raro. Uma vez vi que homens gostavam desse cheiro e agora posso confirmar isso pela reação de Raví.
— Tu não faz ideia do quanto eu sonhei em te provar aqui… sentir teu gosto na minha língua. —
Ele começou devagar, com beijos úmidos na parte interna da coxa, bem perto, mas sem tocar onde eu mais queria, ele me provocava com maestria, cada beijo dele deixava minha pele em chamas.
— Tu tá tremendo, Lorena... tá com medo de quê? — perguntou risonho, debochado.
— De alguém entrar... — confessei, quase sem ar quando ele passou a língua no interior da minha coxa.
— Medo bom, né? Só aumenta o tesão... — e então ele passou a língua entre meus lábios, bem devagar.
Um gemido escapou da minha garganta antes que eu pudesse me controlar.
A boca dele se encaixou em mim com tanta fome, tanta precisão, que eu arquei o corpo na cadeira. A língua dele deslizava entre os lábios, explorando tudo com uma i********e absurda, como se já conhecesse cada milímetro. Ele sugou meu c******s com pressão suave, depois alternou com lambidas circulares, lentas e depois rápidas, como se tocasse um instrumento feito só pra ele o qual ele dominava com maestria.
— Tu já é gostosa, mas essa tua bucet@... — murmurava entre uma chupada e outra me deixando sem ar.
As mãos dele seguravam minhas coxas com firmeza, mantendo minhas pernas abertas, mesmo quando o prazer me fazia querer fechá-las. Os olhos dele subiam e encontravam os meus às vezes, cheios de malícia e t***o. Ele me devorava como se fosse a última vez.
Eu gemia baixinho, com a mão apertando o couro da cadeira, sentindo o meu corpo todo vibrar. O calor entre as pernas aumentava, minha bucet@ pulsava, e a boca dele me levava à beira da loucura.
Ele passou dois dedos entre meus lábios e me penetrou com eles, ao mesmo tempo em que sugava meu c******s com mais força. Meu corpo inteiro tremeu.
— Raví... por favor… — eu não ia aguentar muito, precisava gozar.
— Goza pra mim — ele sussurrou, com a boca ainda colada na minha i********e — Mostra que tu é minha aqui também, no meu mundo, onde ninguém vai ouvir teu gemido... só eu, o teu homem. —
E eu gozei, forte, com a cabeça jogada pra trás, os olhos fechados e o corpo sacudindo inteiro. Senti a boca dele me sugando até o fim, lambendo cada gota do meu prazer, como se estivesse gravando meu gosto para sempre lembrar.
Quando terminou, ele subiu me encarando com aquele sorriso de quem sabia exatamente o que tinha feito.
— Cê tem gosto de vício, Lorena. E agora... é minha vez de enterrar minha pic@ em tu. — Ele me levantou e me colocou contra a bancada cheia de botões, minhas pernas ainda tremiam.
Me senti exposta, frágil, mas tão viva, nunca havia me sentido assim, Raví me trazia sensações que eu nunca poderia imaginar. A respiração dele atrás de mim tava pesada. Ouvi o som do zíper dele sendo abaixado.
— Tá bem molhadinha, hein... — ele murmurou, passando os dedos e depois pressionando devagar, sem me penetrar de imediato. — Isso tudo é pra mim, é? — Sussurrou e depois sugou meu lóbulo.
— Cala a boca, Raví... — murmurei, trêmula.
Ele riu, e me penetrou de uma vez. Profundo e quente. Um gemido alto escapou da minha garganta, mas ele tampou minha boca com a mão.
— Shhh... Pra quem não queria fazer barulho a mocinha tá bem escandalosa, né? —
A adrenalina fez meu corpo inteiro vibrar. A sensação era intensa demais. Ele me segurava firme pelos quadris, movimentando com força e precisão. O som da pele batendo na minha, a respiração dele descompassada, e eu com os olhos fechados, afundada naquela loucura.
— Tão apertada... parece que tua bucetinh@ foi feita só pra mim, eu tirei teu cabaço, fui o primeiro a entrar aqui e vou ser o último. — ele sussurrou, mordendo meu ombro e depois me lascando um tapão na b***a me empinei mais ainda gostando da sensação.
Eu gemia abafado, mordendo os lábios com as pernas já tremendo. Aquele lugar, aquele momento, o risco, tudo me levava pra um limite que eu nunca tinha sentido antes.
— Raví... eu... tô quase… — falei alto, estava parecendo uma c****a no cio.
— Goza pra mim Lorena. Goza sabendo que tu é minha, mesmo que o mundo ainda não saiba. —
Eu gozei, com força. Meus músculos se contraíram ao redor dele, e ele gemeu junto, se derramando dentro de mim logo depois, gemendo meu nome entre os dentes.
Ele caiu por cima de mim e ficamos ali, colados, arfando, ainda encaixados, os corpos tremendo de tanto prazer. A música continuava de fundo, o último de forró, quase como se tivesse feito parte do nosso ritmo.
Ele me beijou nas costas e riu alto com a voz ainda ofegante.
— Tá vendo por que esse lugar é especial? —
— Agora entendi — respondi, ofegante, ainda tentando lembrar como se respirava.
Nos vestimos devagar, entre risos e provocações. Mas dentro de mim, ainda havia aquela voz que sempre dizia: você é só um segredo, uma diversão, quando ele cansar ele te deixa.