VIOLETA Quando cheguei à clínica onde o doutor Simons atendia, tive vontade de fugir. Isso me deixava mais nervosa do que a ideia da ultrassonografia, que eu faria em poucos dias. Não sabia por onde ou como começar a explicar que tinha um relacionamento clandestino com meu pai adotivo, algo que, pelo que eu havia pesquisado, não era nada legal. Sabia que não podia ser, nem de longe, o caso mais louco de todos os que já tinha visto. No entanto, também não podia ser algo habitual ou que visse todos os dias, a ponto de levar com total calma. — Bem-vinda. Disse-me a recepcionista, uma mulher de meia-idade com um sorriso amável. — Veio para a consulta com...? — Sim, com Simons. Assenti e ela baixou o olhar para o computador. — Violeta Leblanc, certo? Engoli em seco ao ouvir o meu nome. Ne

