Victoria não era uma mulher que se deixava enganar pelo silêncio. Para ela, a ausência emocional de Sebastian era uma afronta pessoal e um insulto ao seu ego que ela não estava disposta a tolerar. Ela o observava caminhar pelos corredores como um autômato, os ombros caídos e o olhar perdido num horizonte que ela não habitava. Cada vez que tentava se aproximar, ele se enrijecia, como se o toque da sua pele fosse um ácido queimando as suas roupas. Victoria sentia uma irritação subir à garganta cada vez que o via suspirar ou sorrir para algo no celular, sabendo que ela não ocupava mais aquele lugar. A culpa dele a incomodava, a tristeza dele a incomodava e, acima de tudo, incomodava-a o fato de Elizabeth, mesmo fora das suas vidas, ainda exercer tanto poder sobre ele. Naquela manhã, o som d

